Algoritmo do Google: Como Funciona o Maior Buscador do Mundo?

Por Letícia Matsumoto

SEO

Algoritmo do Google: Como Funciona o Maior Buscador do Mundo?

Leia este artigo completo para entender tudo o que você precisa saber sobre o algoritmo do Google.

Letícia Matsumoto

Ei, psiu! Este artigo estará em constante atualização, salve o link nos seus favoritos e não perca nenhuma novidade.

Nem todo mundo sabe, mas o Google faz mudanças em seus algoritmos todos os dias! Por ano, a própria empresa já declarou fazer mais de 300 alterações e, todas com o objetivo principal de melhorar a experiência do usuário.

Inclusive, a experiência é algo tão importante que existem diversos recursos da ferramenta que diminuem a autoridade de determinados sites, caso seja identificado que eles utilizam práticas de manipulação para conseguir boas colocações nos rankings de pesquisa.

Por isso, você precisa saber como funciona o maior buscador do mundo: conhecer quais foram as principais atualizações e também, quais as mais recentes, é uma excelente maneira de se preparar e otimizar seu site para alcançar posições de destaque nas pesquisas. Desse modo, você não pode deixar de conferir esse artigo!

Aprenda neste artigo:

  • como o algoritmo do Google funciona;
  • quais as principais atualizações do algoritmo do Google;
  • como identificar os impactos causados pelas atualizações do algoritmo;
  • o que fazer caso a queda do seu site seja justificada por mudanças no algoritmo do Google?;
  • como manter relevância no Google mesmo com mudanças do algoritmo.

O Grande Mistério do Algoritmo: por que o CTR não aparece entre os fatores de classificação?

Em todos esses anos, o Google nunca confirmou diretamente se a taxa de cliques (CTR) poderia ser considerada um fator de classificação, no entanto, muitos profissionais de SEO suspeitam que o buscador utiliza essa métrica, tornando essa controvérsia em um grande mistério.

O presidente da Argent Media, Chris Smith, realizou um estudo extenso sobre esse assunto, defendendo o ponto de vista desses profissionais e mostrando o que o Google disse sobre o uso de CTR nos últimos anos. Confira:

CTR, taxa de rejeição e tempo de permanência: qual a importância dessas métricas?

Começando com um overview sobre essas métricas, que quase sempre são observadas em conjunto. Ao realizar uma pesquisa e clicar em um resultado, teoricamente, isso seria um “voto” a favor daquela página no ranking dos resultados de pesquisa.

Além disso, como o principal objetivo do Google é que você encontre as respostas que precisa dentre os seus resultados, a “taxa de permanência” e a “taxa de rejeição” ajudariam a avaliar se aquele conteúdo correspondeu às expectativas do usuário de acordo com o tempo que ele navegou pela página.

Ou seja, se o usuário apenas clicou no resultado, mas não navegou pelo site e logo depois fechou aquela aba, isso indica que aquele conteúdo foi insatisfatório para ele. Por outro lado, quanto mais o usuário permanecesse na página ou navegasse pelos links internos, melhor seria a classificação daquele resultado.

Seguindo essa linha, algo que não fica claro para os profissionais de SEO é: por que muitas vezes, conteúdos com poucos links externos e que não são agradáveis aos usuários (altas taxas de rejeição), possuem boas classificações?

Razões para suspeitar que o Google utiliza o CTR como fator de classificação

Como parte dos seus estudos, o especialista fez um teste com “manchetes escandalosas” para entender como o clique influenciava em seus resultados. O princípio deste teste era que, na maior parte das vezes, as pessoas costumam clicar nesses resultados mais “escandalosos” por conta da curiosidade, mas não passam muito tempo lendo esses conteúdos.

O especialista explica que:

“Eu até criei manchetes mais escandalosas em páginas positivas para chamar a atenção de um cliente. Uma vez que o conteúdo de engenharia está recebendo a maior parte da atenção, o item negativo original começa a diminuir nos resultados. Quando isso acontece, parece que os cliques dos usuários são os culpados.”

Além dos testes, existem várias outras razões citadas pelo especialista que aumentam as suspeitas de que o CTR pode ser um fator de classificação. Confira a lista:

  • o Google rastreia os cliques nos links há anos: mesmo antes da implementação dos relatórios do Search Console, o Google já rastreava os cliques, aparentemente, sem necessidade de utilizá-los;
  • cliques em anúncios: os dados de cliques em anúncios são utilizados para a classificação nos resultados pagos, inclusive, estão ganhando cada vez mais espaço com as novas políticas de privacidade, então por que não fazer o mesmo com resultados orgânicos?;
  • pesquisa personalizada: em 2009, o Google divulgou que os cliques eram utilizados como fatores de ranqueamento em resultados de pesquisa personalizada;
  • outros buscadores: o mecanismo de busca da Microsoft, o Bing, já confirmou que utiliza cliques e taxa de rejeição como fatores de classificação das suas SERPs.

Outro ponto que indica a possibilidade do CTR ser um fator de classificação está presente na pesquisa do Dr. Thorsten Joachims, que examinou como os cliques poderiam ser valiosos para o Google nesse sentido. De acordo com a pesquisa:

“Os resultados teóricos são verificados em um experimento controlado. Isso mostra que o método pode efetivamente adaptar a função de recuperação de um mecanismo de metabusca a um grupo específico de usuários, superando o Google em termos de qualidade de recuperação após apenas algumas centenas de exemplos de treinamento.”

A partir de sua pesquisa, ele determinou que utilizar o CTR poderia ser uma forma de um buscador hipotético “superar o Google” a partir do aprendizado de máquina que seria gerado pelos cliques dos usuários.

A dúvida seria: por que, então, o próprio Google não está utilizando? A crença do especialista Chris Smith é que se o Google convencer as pessoas de que o CTR não é um fator de classificação, isso diminuirá a quantidade de interações artificiais, focadas apenas em elevar a qualificação das páginas.

O que o Google diz sobre o CTR como fator de classificação?

Desde 2009 até hoje, os profissionais mais envolvidos com a classificação das SERPs têm respostas que causam controvérsias sobre o uso ou não-uso do CTR no ranking. Em seu estudo, Chris mostra diversas vezes em que documentos que indicavam a utilização foram vazados, ou respostas que indicavam o uso foram reformuladas e apagadas.

Certamente, caso o Google revelasse abertamente que o CTR é um fator de classificação, haveria muita “indução de ruído em cliques”, algo que foi explicado por Jennifer Slegg, em uma conferência SMX Advanced no ano de 2015.

Recentemente, um profissional de SEO perguntou a John Mueller no Twitter se “O CTR é um fator de classificação?” e a resposta do Advogado de Pesquisa do Google foi que isso tornaria todos os links em “isca de clique”.

Casos em que provavelmente o Google utiliza CTR como fator de classificação

Dentre as diversas declarações que os profissionais do buscador deram ao longo dos últimos 13 anos, existem três casos que o CTR pode ser utilizado:

  • pesquisa personalizada: apesar do anúncio do Google ser antigo, o Google registra as palavras-chave de pesquisa nesses casos e, de acordo com o clique, ele pode fazer com que um resultado apareça em uma classificação melhor na sua próxima pesquisa (para a mesma palavra-chave), por conta do histórico de clique;
  • tendências e assuntos recentes: em períodos onde há um pico temporário de pesquisas para um determinado assunto, o Google pode utilizar o histórico de cliques para beneficiar alguma página;
  • pesquisa local: em 2014 o Google fez uma declaração sobre utilizar os cliques para classificar perfis do Google My Business nas pesquisas locais e, apesar de ter “corrigido a informação”, o clique é utilizado para entender a intenção do usuário nesse tipo de pesquisa, para oferecer melhores resultados no futuro.

Esses casos são os mais prováveis, no entanto, mesmo eles não têm confirmação direta do buscador. No entanto, o CTR continua a ser uma métrica valiosa para o seu negócio, principalmente agora que os dados de intenção estão em ascensão devido à nova era do uso de cookies.

Apesar de não serem utilizados diretamente como fator de classificação, esses dados são importantes para avaliar o impacto dos updates do Google, alterações na interface e outras mudanças que o buscador possa apresentar.

Core Update de Setembro de 2022: O que esperar da segunda atualização central do Algoritmo

Após a conclusão da atualização de conteúdo útil na última sexta-feira (09/09), o Google anunciou que está lançando seu Core Update (atualização central), do mês de Setembro. Essa é a segunda atualização geral do algoritmo este ano e levará cerca de duas semanas para ser concluída.

O anúncio da atualização foi realizado pelo perfil oficial da Central de Pesquisa do Google no Twitter:

As atualizações gerais do algoritmo do Google afetam todo o ranking de classificação das páginas de resultados de busca, por isso, muitos sites podem ser afetados pela atualização.

O buscador afirma que não existem ações específicas que devem ser tomadas após essa atualização, afinal, sempre que o Google realiza esse tipo de atualização algumas páginas podem ser beneficiadas, bem como outras podem ser impactadas negativamente.

Caso seu site apresente oscilações na classificação ou comece a ter um desempenho muito abaixo ou acima do comum, lembre-se de pontuar nos seus relatórios o período de atualização do algoritmo e faça novas análises após esse período.

Se o seu site for impactado negativamente, o buscador possui uma lista de pontos e perguntas que você pode observar no seu site para identificar qual o problema que está afetando seu desempenho e colocar como prioridade na sua fila de reotimizações.

Atualização de conteúdo útil: Porque ela pode ser uma das mudanças mais significativas em mais de uma década

A nova atualização será um grande marco nas mudanças de algoritmo de busca, justamente porque irá focar seus esforços em reconhecer quais conteúdos foram produzidos apenas para conquistar um bom ranqueamento nos buscadores. Ou seja, as produções que não tiverem aprofundamento e abordam seus temas com a finalidade de esclarecer as dúvidas dos usuários terão grandes chances de serem impactadas negativamente, perdendo colocações no Google.

Segundo o próprio Google é um:

“esforço contínuo para reduzir o conteúdo de baixa qualidade e facilitar a localização de conteúdo que pareça autêntico e útil na pesquisa”.

A atualização de conteúdo útil é um algoritmo em todo o site

A nova atualização de conteúdo útil irá afetar todo o site. Ou seja, todas as páginas serão submetidas às análises do algoritmo, podendo interferir na classificação geral do seu domínio.

Então, não adianta apenas investir na produção de conteúdo qualificado em seu blog. É preciso criar bons textos nas páginas de serviço, na aba institucional e de produtos também!

O Google disse que “remover conteúdo inútil pode ajudar na classificação de seu outro”.

Quando a atualização de conteúdo útil do Google será lançada?

A partir da próxima semana, de 22/08 até 26/08, a atualização terá sido lançada, podendo levar até duas semanas para ser finalizada. No entanto, esse lançamento será válido somente inicialmente para pesquisas em inglês globalmente.

Mas, atenção! O Google já informou que planeja expandir para outros idiomas no futuro. Então, se você não investe em conteúdo de qualidade para o seu site, seja tanto em páginas de produtos, quanto para artigos para seu blog, ainda há tempo para se preparar. Não espere suas colocações despencarem para criar um plano de ação!

De acordo com o Google:

“Sites identificados por esta atualização podem encontrar o sinal aplicado a eles por um período de meses. Nosso classificador para esta atualização é executado continuamente, permitindo monitorar sites recém-lançados e existentes. Como determina que o conteúdo inútil não retornou a longo prazo, a classificação não será mais aplicável.”

Tipos de conteúdo da atualização de conteúdo útil

Segundo o Google, os tipos de conteúdo que podem ser os mais afetados são:

  • materiais educativos;
  • artes e entretenimento;
  • compras;
  • tecnologia.

Mas, não se trata de uma seleção do buscador, a razão para esses conteúdo serem mais afetados está no fato deles serem, historicamente, produzidos em maioria para conquistarem colocações nos buscadores.

“Se você pesquisar informações sobre um novo filme, talvez já tenha encontrado artigos que agregavam resenhas de outros sites sem adicionar perspectivas além do que está disponível em outros lugares da web. Isso não é muito útil se você espera ler algo novo. Com esta atualização, você verá mais resultados com informações exclusivas, então é mais provável que você leia algo que nunca viu antes.” – Afirmação do Google para Search Engine Land.

No Twitter, Danny Sullivan, contato de pesquisa do Google, foi questionado a dar mais detalhes sobre a atualização:

“Geralmente tutorial, coisas destinadas a ensinar algo, não cursos realmente formais. Mas, novamente, não é focado em nenhuma área específica. Esse é apenas um exemplo em que vemos melhorias notáveis, mas existem outros e qualquer consulta sobre qualquer coisa pode se beneficiar.”

Como criar conteúdo humanizado segundo o Google

Em sua página de ajuda “O que os criadores de conteúdo devem saber sobre a atualização de conteúdo útil do Google”, o buscador compartilhou algumas perguntas essenciais que você fazer ao produzir um novo material para o seu site:

  • Você tem um público existente ou pretendido para sua empresa ou site que acharia o conteúdo útil se chegasse diretamente a você?;
  • Seu conteúdo demonstra claramente experiência em primeira mão e um profundo conhecimento (por exemplo, experiência que vem de ter realmente usado um produto ou serviço ou visitado um lugar)?;
  • Seu site tem um propósito ou foco principal?;
  • Depois de ler seu conteúdo, alguém sairá sentindo que aprendeu o suficiente sobre um tópico para ajudar a atingir seu objetivo?;
  • Alguém lendo seu conteúdo vai deixar a sensação de ter tido uma experiência satisfatória?;
  • Você está levando em consideração nossas orientações para atualizações principais e análises de produtos?.

Como o algoritmo do Google funciona

A quantidade de informações disponíveis na internet são quase imensuráveis. Então, para que os usuários possam encontrar facilmente e rapidamente as respostas para o que eles buscam, o Google criou sistemas de classificação, compostos por diversos algoritmos.

Mas, não para por aí! O buscador também aplica um peso diferente a cada fator, levando em conta a natureza da consulta. Uma pesquisa relacionada a uma notícia, por exemplo, terá resultados que tiveram um foco maior na última atualização do conteúdo.

O Google é o maior buscador do mundo, então, seu padrão de qualidade é muito criterioso. Pelo mundo todo estão espalhados avaliadores externos de qualidade da pesquisa, treinados pela empresa, que realizam testes em tempo real.

Os cinco principais fatores


Mas, de forma geral, o que eles analisam? Para que você possa compreender, de maneira mais simples, como funciona o grande sistema da ferramenta, listamos cinco dos principais fatores que servem para determinar quais resultados aparecem para os usuários:

Análise de palavras

Ao tratar de um assunto delicado, você muito provavelmente já deve ter ouvido alguém falar “escolha muito bem suas palavras”. Afinal, uma palavrinha diferente poderia dar um sentido completamente diferente do que você tinha a intenção de dizer, não é mesmo?

Bem, o Google passou mais de cinco anos desenvolvendo uma tecnologia que fosse capaz de entender essas sutilezas em nosso vocabulário, até mesmo reconhecer significados, mesmo com erros de digitação. Dessa maneira, quando um usuário pesquisa coisas mais específicas, ele poderá receber exatamente aquilo que deseja.

Correspondências de pesquisa

Neste fator, as palavras-chave utilizadas nos conteúdos são muito importantes para o ranqueamento. Além, é claro, do quão relevante são as informações presentes nas páginas.

Segundo o próprio Google: “Quando você pesquisa “cachorros”, provavelmente não está procurando uma página com a palavra “cachorros” escrita centenas de vezes. Tentamos descobrir se a página contém uma resposta à sua consulta e não apenas repete os termos pesquisados.”

Classificação de páginas úteis

Aqui, a preocupação do Google é mostrar páginas com boa reputação. Ou seja, que possuem outros conteúdos de qualidade para o usuário ou já estão com alguma página em boa colocação em seu ranque, por exemplo.

São vários pontos levados em consideração, que agregam na experiência do usuário, como:

Exibição de melhores resultados

Para garantir que todos tenham acesso às informações de maneira positiva, o buscador avalia se o conteúdo é completo e se a página possui responsividade para dispositivos móveis.

Além de verificar se o mesmo padrão de qualidade contempla diferentes navegadores e velocidade de conexões de internet.

Interpretação de contexto

O fator de interpretação de contexto possui grande relação com a personalização da experiência do usuário. Para aqueles que permitirem que a ferramenta tenha acesso a sua localização e utilização de apps, por exemplo, o Google terá mais facilidade para indicar resultados que façam mais sentido para seus perfis.

As principais atualizações do algoritmo do Google

O algoritmo do Google muda constantemente, desde a primeira atualização – em 2003 – os updates têm sido cada vez mais frequentes, buscando sempre melhorar a experiência do usuário.

Essas mudanças podem causar impactos nas métricas do seu site e, se você não acompanhá-las, pode não entender o motivo desses impactos e procurar correções sem entender o problema.

Confira nosso infográfico com as principais atualizações, desde 2003 até 2021:
As principais atualizações do algoritmo do Google

1. Florida (2003)

A Florida foi a primeira atualização que causou um grande impacto nos resultados de busca, responsável por remover cerca de 50% dos sites listados no buscador até aquela data. A partir desta atualização, o Google tornou o SEO um fator de ranqueamento para combater sites de baixa qualidade, isso eliminou todos os sites que realizavam práticas não recomendadas.

Panda (2011)

Anos depois, com a atualização Panda, o Google passou a penalizar sites com conteúdos de baixa qualidade, afetando boa parte dos resultados de busca. Os mais afetados foram os sites que apresentavam muitos anúncios em suas páginas, poluindo visualmente e atrapalhando a navegação do usuário.

O ponto principal desta atualização foi o direcionamento para os próximos updates, sendo que, a partir de 2011, todos os core updates focaram na qualidade do conteúdo.

Penguin (2012)

O Webspam Update, ou Penguin, foi lançado para conter sites que estavam realizando otimizações de conteúdo em excesso. O impacto desta atualização foi menor, se comparado aos anos anteriores, afetando 3,1% dos resultados de busca.

Atualmente, o Panda faz parte do algoritmo central do Google, atuando em tempo real, e penaliza sites que utilizam práticas não recomendadas de SEO, como keyword stuffing – uma técnica que consiste no excesso de palavras-chave.

Hummingbird (2013)

Em 2013, o Google realizou uma revisão completa de seu algoritmo, conhecida como Hummingbird. Com o objetivo de tornar os resultados de busca mais conectados com a intenção do usuário, o algoritmo foi além das palavras-chave.

A partir desta atualização, os resultados de busca eram exibidos considerando a semântica da pesquisa, incluindo sinônimos, contexto, localização do usuário e pesquisas anteriores.

HTTPS/SSL Update (2014)

Depois de muitos avisos aos desenvolvedores e profissionais de SEO sobre a importância de investir na segurança de seus sites, o Google anunciou o HTTPS, oficialmente, um fator de ranqueamento.

Dessa forma, o Google ampliava seus esforços em tornar a internet mais segura, pois sites com certificado SSL, que migraram para HTTPS, usam informações criptografadas, que impedem a identificação dos dados de seus usuários.

Mobile Friendly Update – Mobilegeddon (2015)

Esta foi a primeira grande atualização direcionada para dispositivos móveis, que passou a priorizar sites com layouts amigáveis nestes dispositivos sem possuir uma “métrica”. Ou o site era responsivo e, dessa forma, priorizado, ou não era.

O termo Mobilegeddon faz referência ao filme Armageddon devido ao impacto esperado pelos especialistas, que acabou não sendo tão grande quanto o esperado.

Rankbrain (2015)

No mesmo ano do Mobilegeddon, o Google incorporou um sistema de inteligência artificial ao seu algoritmo, chamado de Rankbrain. Otimizar os sites para este novo fator de ranqueamento, que se tornou um dos três principais do Google, não foi uma tarefa fácil.

O objetivo da atualização era que a IA ajudasse na interpretação das palavras-chave, melhorando os resultados de busca, sendo assim, a otimização dos sites deveria ser feita explorando as palavras-chave complementares – semanticamente – aos termos buscados.

Fred (2017)

Apesar de muitos sites seguirem boas práticas de SEO a essa altura, a qualidade do conteúdo nem sempre era agradável ao usuário. Por isso, em 2017, a atualização Fred foi lançada para identificar sites com conteúdos de baixa qualidade e poluídos com anúncios em excesso.

Medical Update (2018)

Esta atualização teve grande impacto, principalmente, em páginas da categoria YMYL (Your Money, Your Life), em tradução livre, Seu dinheiro, Sua vida. Ou seja, páginas relacionadas a assuntos financeiros e/ou de saúde, que têm impacto direto na vida das pessoas.

O foco desta atualização eram os autores dos conteúdos destas páginas, que muitas vezes eram escritos por pessoas que não tinham o conhecimento apropriado sobre o assunto. Por exemplo: páginas de blogs sobre saúde que não eram escritos por médicos, ou páginas sobre investimentos que não contavam com autores experientes neste mercado.

A partir desta mudança, os conteúdos com melhor posicionamento no ranking eram aqueles cujas páginas continham o perfil do autor, trazendo à tona a questão da autoridade como um fator de ranqueamento – ao menos, até então, para aquela categoria.

EAT (2019)

A sigla para Expertise, Authoritativeness and Trustworthiness (Expertise, Autoridade e Credibilidade, em tradução), indicava uma mudança complementar ao Medical Update, que teria impacto em todos os resultados de busca a partir de então.

Criadores de conteúdo já consideravam esses critérios em suas produções, no entanto, a atualização deixou claro que autoridade e relevância do site/autor é um fator que influencia nos resultados.
Dentre os três, a Confiabilidade foi a peça chave para e-commerces, por envolver transações bancárias e informações de cartão de crédito. Além disso, a ortografia e a gramática são considerados em todos os sites, pois erros neste sentido acabam gerando conteúdo considerado “de baixa qualidade” e impactam diretamente no ranqueamento.

Confiabilidade (2019)

A atualização de Confiabilidade, que ocorreu em 3 de junho de 2019, foi a primeira a ser anunciada com antecedência pelo Google. Esse era um pedido constante dos profissionais de Marketing, que geralmente ficavam cientes de mudanças no algoritmo por conta de alterações nas métricas do site sem motivo aparente.

Essa atualização gerou impactos negativos, principalmente para sites de notícias, por conta da confiabilidade dos conteúdos. Muitos sites que, até então, não tinham se otimizado aos critérios do EAT, tiveram a confirmação de que qualidade do conteúdo e confiança do usuário não deixariam de ser fatores de relevância.

Diversidade (2019)

Poucos dias após a atualização de confiabilidade, o Google lançou outro update. A partir de 6 de junho de 2019, os resultados de busca passaram a incluir, no máximo, dois resultados diferentes de um mesmo domínio na primeira página.

Ou seja, sites que antes apareciam em várias posições dentre as 10 primeiras tiveram seus links reduzidos, aumentando a diversidade de páginas e evitando que sites de alta autoridade ocupassem todos os resultados.

BERT (2019)

Bidirectional Encoder Representations from Transformers, também conhecido como BERT, foi a última grande atualização de 2019. Inicialmente incorporado para sites em língua inglesa, esta atualização buscava processar as informações buscadas de forma “natural”, para entender o que pesquisamos de forma mais “humana”.

Para isso, foi utilizada uma linguagem de processamento baseada em redes neurais, para que fosse possível interpretar o contexto da frase e não apenas as palavras individualmente, algo útil para entender a intenção do usuário com a pesquisa.

Favicon e posição 0 (2020)

A posição 0, ou Featured Snippets, é um resultado que exibe um box com uma parte do conteúdo que o Google considera mais adequado para aquela pesquisa. Até janeiro de 2020, o site que aparecia neste box também aparecia na primeira posição do Google, algo que acabava favorecendo aquele conteúdo. Com a atualização da posição 0, essa repetição deixou de acontecer.

Uma segunda atualização, relacionada a aparência dos resultados, não foi tão bem aceita pelos usuários e acabou sendo retirada. O objetivo era reproduzir, no desktop, resultados de pesquisas realizadas no mobile.

Google Page Experience Update (2021)

Em Junho do ano passado, o Google anunciou que começaria a utilizar a experiência de página como fator de rankeamento.

O foco desta atualização era destacar páginas que oferecem uma ótima experiência ao usuário, utilizando métricas de avaliação que incluem: velocidade de carregamento, responsividade de carregamento em diversos dispositivos e estabilidade visual do layout da página.

Como identificar os impactos causados pelas atualizações do algoritmo

Sua empresa percebeu uma queda no tráfego orgânico? Veja algumas formas de identificar se a causa pode ser uma atualização do algoritmo ou simplesmente, uma oscilação corriqueira.

Análise o Google Analytics

Clique em relatório de “Aquisição”, depois clique em “Campanhas” e então, em “Palavras-chave orgânicas”. O Google Analytics irá exibir um gráfico onde você pode ver as principais palavras-chave orgânicas que trouxeram tráfego para seu site.

Confira o tutorial:

Na página inicial do seu Google Analytics, clique em “Aquisição”.

Depois, no filtro de “Aquisição”, clique em “Campanhas”.

Quando estiver no filtro de “Campanhas”, clique em “Palavras-chave orgânicas”.

Pronto! Agora basta selecionar um período específico e buscar por oscilações nos seus acessos.

Por meio dessas informações, é possível analisar quedas de acesso e criar relações com o mesmo período anterior, por exemplo, em uma terça e nas terças passadas. Se de fato, ao estudar os dados, você perceber que seu tráfego diminuiu mais de 60%, o ideal é entender se existe alguma justificativa por trás do declínio.

Em alguns casos, a mudança ocorre porque o código é retirado do seu site e isso pode representar uma queda em seus acessos. Por isso a importância de utilizar o Google Search Console, que vai mostrar exatamente quantos cliques você obteve. Caso a redução seja visível nas duas plataformas de análise, é necessário estudar o motivo que pode ser alguma falha em seu site ou alguma mudança do Google.

Se o problema for alguma modificação em seu site, recomendamos que se atente a dica a seguir!

Análise fatores em seu site

Confira se ocorreu mudança nos títulos, nas urls, no conteúdo ou se não houve exclusão de nada anteriormente. Caso você não tenha feito nenhuma alteração em suas estratégias, é importante confirmar também se não ocorreram problemas com seu servidor.

O que fazer caso a queda do seu site seja justificada por mudanças no algoritmo do Google?

É importante que você esteja atualizado em relação às possíveis mudanças, por isso, este artigo estará em constante atualização, para que você possa ficar informado sobre tudo. Mas, fique tranquilo(a), a chance de ocorrer uma mudança muito drástica no algoritmo do Google é pequena nos dias de hoje. Os updates normalmente ocorrem de seis em seis meses, porém, já ocorreram períodos que durante um ano não houveram alterações significativas.

No início do ano de 2018, por exemplo, observamos algumas mudanças que visam barrar quem tentar utilizar estratégias para burlar o sistema do Google.Portanto, lembre-se que o foco deve ser produzir bons conteúdos, focar em uma página responsiva e desenvolver a arquitetura do seu site pensando na experiência do usuário. Entenda quais são as recomendações para que seu site não sofra com as atualizações do algoritmo no próximo tópico!

Caso sua equipe identifique uma grande queda no tráfego orgânico é necessária uma forte auditoria para identificar os pontos de correção, além de um plano de ação para recuperar a autoridade do site no Google, algo que só pode ser feito (com eficiência) por um especialista em SEO.

A Agência Mestre é referência nacional em Search Engine Optimization, temos uma equipe qualificada para te ajudar, caso isso aconteça, tanto com a identificação dos problemas quanto com a remoção de penalização do Google. Basta solicitar um orçamento para o serviço de remoção de penalização do Google.

Como manter relevância no Google mesmo com mudanças do algoritmo

O Google geralmente anuncia com antecedência as atualizações de menor impacto, no entanto, tende a surpreender os usuários com as mais significativas. Então, como se preparar?

Visão do especialista

O especialista Barry Schwartz, editor contribuinte da Search Engine Land, possui uma visão muito interessante sobre o assunto:

“As principais atualizações são sobre o conteúdo e a qualidade do seu site, não há uma alteração técnica a ser feita. Mas, não há nada real nessas atualizações pré-anunciadas – então devemos entrar em pânico e nos esforçar tanto para trabalhar nelas, quando podemos nos concentrar em melhorias gerais de qualidade do site?

Devemos, como SEOs, gastar tantos recursos nessas atualizações pré-anunciadas? Se os resultados tiverem um impacto mínimo nas classificações, não deveríamos gastar mais tempo focados na próxima atualização principal? Isso exigiria mais esforço e recursos na qualidade geral do site, melhor conteúdo e centenas de pequenas coisas que você precisa fazer para melhorar seu site em geral.”

Os buscadores são máquinas especializadas em responder dúvidas e o melhor resultado é aquele que traz a resposta certa ao pesquisador e, para chegar aos resultados ideais, o Google percorre um caminho que começa muito antes de o usuário digitar sua pesquisa no buscador.

Dica de Mestres

A Agência Mestre possui mais de uma década de experiência em SEO, então, decidimos compartilhar um pouco de todo esse conhecimento em um de nossos webinars mensais. Assista o webinar completo com nossos especialistas:

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Táticas para manter relevância no Google

Para manter relevância no Google mesmo com as mudanças no algoritmo e permanecer em uma boa posição nos resultados de pesquisa, são necessárias algumas ações. Isso porque as primeiras posições do Google dão maior visibilidade e credibilidade para o seu site, sendo a primeira opção que muitos usuários vão clicar atrás de respostas. Confira algumas táticas:

Manter seu site com conteúdo de qualidade

O Google, como qualquer outra plataforma de buscas, valoriza bastante um site alimentado com conteúdo de qualidade. Ou seja, que realmente desenvolva o tema tratado e apresenta informações pertinentes, originais e claras ao usuário. Além disso, os algoritmos conseguem identificar as páginas que não possuem conteúdo relevante para responder às dúvidas dos usuários.

Tenha em mente que a prioridade de classificação é para os sites que apostam na autoridade do conteúdo e o apresentem da melhor forma possível para manter relevância no Google.

Apostar em URLs amigáveis

As URLs otimizadas, ou também conhecidas como amigáveis, também são um ponto importante para ganhar relevância no Google. Uma vez que a plataforma também consegue identificar as palavras-chaves no endereço eletrônico, é importante evitar o uso de símbolos e números para tornar a identificação mais fácil.

Como o Google não lê espaços, então aposte no hífen para fazer a separação de palavras também.

Otimização de conteúdos antigos

Por muitas vezes, esquecemos dos conteúdos e páginas que foram publicadas há muito tempo. Porém, o que muitos não sabem é que esses conteúdos antigos também contam bastante para ganhar relevância na plataforma.

Vale a pena dedicar algumas horinhas para fazer a reotimização de conteúdo e inserir palavras-chaves relevantes para o seu segmento.

Uso de palavras-chaves

Com as novas atualizações do Google, o uso de palavras-chaves relevantes se tornou algo ainda mais crucial para se ter relevância. Com o refinamento em sua avaliação de termos-chave, agora a análise semântica e o foco em sanar as dúvidas do usuário são fatores fundamentais.

Para melhorar o seu ranqueamento, aposte em palavras-chaves com boa distribuição ao longo dos conteúdos que serão apresentados em seu site.

Melhore o SEO Title, heading tags e tempo de carregamento do site

Outros três pontos cruciais para manter sua relevância, é apostar em um título otimizado para SEO, sendo aquele que melhor aparece nos mecanismos de busca e tem a função de direcionar o leitor ao conteúdo.

Além disso, precisa ser objetivo, indo direto ao ponto, contendo até 55 caracteres.

Já as heading tags são aplicadas para definir uma estrutura e arquitetura de informações, para apresentar os conteúdos de acordo com a sua prioridade. Teoricamente, existem até seis heading tags, apresentando desde o tema dos conteúdos (que seria o H1) até os subtítulos (que vão do H2 até o H6).

As headings são ótimas para você, no momento de fazer a redação de um conteúdo, elaborar de acordo com a ordem e classificação de cada tópico.

O tempo de carregamento é mais um ponto que merece atenção visto que, a alta velocidade com a qual recebemos informação na internet nos tornou bem impacientes. Aguardar mais que 4 ou 5 segundos pelo carregamento de uma informação é um verdadeiro desafio para qualquer internauta.

Logo, o usuário não consegue aguardar e abandona a navegação.

Realize link building e cuidado com o black hat SEO

O link building é uma ferramenta bastante interessante para quem deseja melhorar a sua relevância no Google, pois, se mais blogs e sites linkarem o conteúdo para o seu site, a plataforma entende que o seu endereço eletrônico é relevante, logo começará a apresentar a sua página nos resultados de pesquisa.

Para isso, é importante investir em relacionamento com outros vendedores e produtores de conteúdo, tendo o conteúdo para não acabar desrespeitando as diretrizes do Google e realizando o black hat SEO – uma prática bem questionável sobre as linkagens e otimização de páginas.

Para entender melhor, confira o vídeo do Fábio Ricotta sobre essa prática e porque não é bacana realizá-la:

Core Update de Maio de 2022

O Google lançou a primeira Atualização Geral do Algoritmo deste ano. O Core Update de Maio de 2022 aconteceu na última quarta-feira (25) e pode levar cerca de duas semanas para ser totalmente concluído.

De acordo com o pronunciamento oficial do buscador:

“Hoje, estamos lançando nossa atualização principal de maio de 2022. Levará cerca de 1-2 semanas para ser totalmente implementado. As atualizações principais são alterações que fazemos para melhorar a Pesquisa em geral e acompanhar as mudanças na natureza da Web.”

Desde o dia 16 de maio, a comunidade de SEO estava notando oscilações nos resultados apresentados pelas ferramentas de rastreamento de ranking do Google, no entanto, John Mueller, do Google, disse que “quando anunciamos atualizações principais, iniciamos o lançamento nesse ponto, não antes”.

No Brasil, as oscilações começaram com maior intensidade a partir do dia 20 de maio, com um aumento exponencial logo após a atualização do algoritmo, no dia 26 de maio, de acordo com a ferramenta Google Algorithm Changes.

 

Por conta das atualizações do algoritmo, é provável que as classificações das suas páginas fiquem imprecisas nos próximos dias, até que o update esteja completo. Se o desempenho do seu site sofreu alguma queda nos últimos dias, veja adiante como identificar se os impactos foram causados pelas atualizações e o que você pode fazer nesse caso.

Este artigo estará em constante atualização, salve o link nos seus favoritos e não perca nenhuma novidade.

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