SEO

A História dos Mecanismos de Busca e Origem do “SEO”

Por Fábio Ricotta

Confira neste artigo como realmente surgiu o termo “SEO” e qual a verdadeira história dos mecanismos de busca.

Fábio Ricotta

Já parou para pensar sobre a evolução da World Wide Web (WWW) e como os mecanismos de busca moldaram a maneira como interagimos online? 

No ambiente digital que vivemos e que está em constante crescimento, entender a origem e a importância do SEO é fundamental. Neste artigo, vamos entender a história dos mecanismos de busca e descobrir como o termo “SEO” se tornou uma peça-chave no cenário digital e nas estratégias de Marketing Digital.

Vamos conferir:

  • A evolução da Internet e o nascimento dos mecanismos de busca;
  • A origem do termo Search Engine Optimization (SEO);
  • A primeira aparição concreta do termo SEO;
  • Rankings da Web;
  • Devo me preocupar com os rankings?;
  • SEO como canal de Conversão do seu negócio.

A evolução da Internet e o nascimento dos mecanismos de busca

A World Wide Web (WWW), ou simplesmente Internet – como costumamos chamar – é um conglomerado de websites interconectados que cresce mais e mais a cada dia. Segundo dados da Siteefy, atualmente, existem cerca de 1,11 bilhão de sites no mundo e apenas 18% desses sites estão ativos.

Além disso, se você já possui um site ativo na Internet sabe que, todo dia, surgem novos concorrentes, pessoas, empresas e grupos, que falam dos mesmos assuntos que você e, em muitos casos, de uma forma melhor. 

A Siteefy também compartilha que, atualmente, cerca de 175 novos sites são criados a cada minuto – o que dá uma média de 252.000 novos sites sendo criados todos os dias em todo o mundo. Perante ao crescente número de concorrentes, cada empresa ou pessoa deseja se destacar cada vez mais, atingindo um maior público.

Quanto ao público ativo na Internet, a We Are Social realizou um levantamento em 2022 e identificou que, ao redor do mundo, mais de 4.95 bilhões de pessoas têm acesso à internet (62,5% da população mundial). Ou seja, uma parcela da população mundial entra em contato com mais de 200 milhões de sites ativos todos os dias.

E, para tornar toda esta informação acessível e garantir que a população consiga encontrar os sites que deseja, surgiram os mecanismos de busca, tais como o Google, Yahoo! e Bing. Estes mecanismos possuem tecnologias que “varrem” toda a Web, indexando toda informação disponível e em seguida, disponibilizando-a para consulta.

Por fim, eles precisam de algoritmos capazes de classificar a posição de cada uma das 50 bilhões de páginas disponíveis na web com relação a um determinado termo, ou tema, fazendo com que cada página possa aparecer para uma determinada consulta na base de dados do buscador.

Você, como eu, deve imaginar que esse não é um trabalho fácil. Por isso, o termo Search Engine Optimization surgiu no meio digital para auxiliar os buscadores nessa tarefa:

A origem do termo Search Engine Optimization (SEO)

Um artigo do Search Engine Land menciona que a origem do termo SEO foi citada em 1997 no livro “Net Results”, escrito por Bob Heyman, Leland Harden e Rick Bruner.

No livro, os autores destacam que o termo emergiu de uma “conversa” com o empresário de uma banda, que questionou o motivo da página da banda estar na 4ª posição no mecanismo de busca.

Comparando as alterações atuais, Bob e Leland Harden constataram que o número de palavras-chave (Jefferson Starship) da página havia diminuído, assim o site havia caído de posição.

Então, quando os designers de Bob reintegraram as palavras-chave “Jefferson Starship”, o site retornou à primeira posição no mecanismo de busca.

Com isto, Bob e Leland chamaram esta nova área de Search Engine Optimization e logo após contrataram o seu primeiro SEOM (Search Engine Optimization Manager). Assim surgiu o SEO.

Primeira aparição concreta do termo SEO como uma estratégia

Adam Audette, especialista em SEO, publicou em seu blog uma história mais detalhada, repleta de imagens, que contesta a afirmação presente no livro de Bob Heyman. Para Adam, e para muitos, fatos concretos valem mais do que palavras, então ele montou um tipo de linha do tempo do termo SEO.

SEO

A Wikipédia (EN) referencia um comentário de Danny Sullivan onde ele aponta que o termo SEO foi referenciado pela primeira vez em um post SPAM na Usenet. Em uma busca na internet, Adam mostrou um link para o post referenciado por Danny Sullivan. Até aí, esta era a primeira aparição online do termo Search Engine Optimization.

Mas esta é mesmo a primeira aparição do termo SEO?

No entanto, Adam encontrou uma página de 15 de fevereiro de 1997 que prova que John Audette usou o termo Search Engine Optimization cerca de 5 meses antes do post SPAM referenciado na Wikipedia.

Na página do Multimedia Marketing Group (MMG), empresa online de John Audette, o termo aparece claramente:

Página da Web: http://web.archive.org/web/19970801004204/www.mmgco.com/campaign.html 

Existem mais páginas criadas pela MMG que citam o termo, mas esta já é o suficiente para mudar a história.

Os Mecanismos de Busca e os Rankings na Web

Desde que nascemos, vivemos uma vida de escolhas, de caminhos a serem tomados ou desprezados. A cada passo, devemos observar as variáveis do ambiente, analisá-las e tomar uma decisão. Este comportamento pode ser observado de várias formas: a escolha de uma profissão, a escolha de uma roupa para o seu dia ou ainda na escolha de um parceiro ou parceira.

Todos estes fatos possuem um fator básico: classificação. Classificamos em qual profissão vamos ganhar mais dinheiro, se tem mais fama ou qual tem um perfil e habilidades que admiramos. No mundo digital, mais especificamente na Web, não é muito diferente.

A ideia de classificação surgiu no início da Web com o surgimento dos diretórios, onde haviam várias categorias para você escolher em qual delas o seu site se encaixava. Com a evolução da Web e das tecnologias, surgiram os mecanismos de busca, capazes de escolher automaticamente as melhores páginas para atender às necessidades de cada usuário.

Toda esta capacidade de escolha dos mecanismos de busca existem graças aos algoritmos, índices e indicativos de qualidade, que avaliam cada página ativa na internet e determinam um peso para uma consulta singular. Em termos gerais, se sua página é bem relevante ao algoritmo, ela deve aparecer bem posicionada nos resultados de uma ou mais consultas.

Mas você deve se perguntar: quais estes famosos algoritmos ou índices?

Podemos resumir os algoritmos de ranqueamento em três principais: o PageRank, o famoso algoritmo do Google; o TrustRank, desenvolvido por pesquisadores de Stanford e do Yahoo!; e por fim, mas não menos importante, o BrowseRank, divulgado pela Microsoft. Confira os detalhes sobre cada um deles:

PageRank, o primeiro algoritmo do Google

O PageRank é o algoritmo mais conhecido pelos profissionais de SEO, por tratar-se do algoritmo usado pelo Google Search para classificar páginas da web em seus resultados de mecanismo de busca.

Desenvolvido por Larry Page e Sergey, na Universidade de Stanford em 1996 como parte do projeto de pesquisa dos especialistas, o sistema foi se desenvolvendo com o auxílio de Scott Hassan e Alan Steremberg até se tornar o protótipo inicial do mecanismo de busca do Google, publicado oficialmente em 1998.

Como o PageRank funciona?

O PageRank foi desenvolvido para medir a relevância e importância de uma página da web para uma consulta do usuário. Basicamente, o algoritmo funciona contando o número e a qualidade dos links para uma página para determinar uma estimativa aproximada da importância do site.

Atualmente, o PageRank não é mais o único algoritmo utilizado pelo Google para classificar os conteúdos da web. O Google possui uma lista de algoritmos e critérios de classificação, conhecidos como Google Search Essentials, mas – certamente – o PageRank é o mais popular.

TrustRank, um algoritmo sobre confiança

O TrustRank, como o nome indica, é um algoritmo de confiança; ele foi desenvolvido para tentar combater o spam da web filtrando as páginas com base na confiabilidade.

Também desenvolvido por estudantes da Universidade de Stanford, ele foi apresentado pela primeira vez por Zoltan Gyongyi e Hector Garcia-Molina, em parceria com Jan Pedersen do Yahoo!, em 2004 no artigo “Combating Web Spam with TrustRank” (Combatendo o Spam na Web com o TrustRank).

Como o TrustRank funciona?

O método exige uma seleção prévia de um pequeno conjunto de páginas para serem avaliadas por um especialista. Uma vez que as páginas iniciais confiáveis são identificadas manualmente, uma busca se estende a partir do conjunto inicial em busca de páginas igualmente confiáveis.

A confiabilidade do TrustRank diminui com o aumento da distância entre os documentos e o conjunto inicial. E como aproximar-se dessas páginas iniciais? Por meio de backlinks.

Os mecanismos de busca levam em consideração o número e a qualidade dos backlinks ao atribuir um lugar a uma determinada página da web nos SERPs.

Por exemplo, atribui-se que o New York Times, um jornal americano respeitável, possui 1.0 de confiança (trust). Para cada página que ele linkar é “passado” um indicativo de confiança (trust), tornando aquele site mais confiável. Em seguida, cada página linkada por este outro site ganhará confiança (trust) também.

Agora imagine toda a Web, contendo sites de confiança, tais como Google, New York Times, Yahoo!, NASA, UOL, Terra em em contrapartida, contendo sites de baixa confiança, que exploram temas de conteúdo adulto ou conteúdo pirata. Os resultados de busca mostrariam os resultados priorizando aqueles websites com uma boa confiança.

Muitas páginas de spam na web são criadas apenas com a intenção de enganar os mecanismos de busca, por isso, o TrustRank também possui mais critérios para a classificação dos conteúdos.

BrowseRank, um algoritmo focado no usuário

Diferentemente do PageRank e do TrustRank, o BrowseRank é um algoritmo que avalia o comportamento do usuário na Web. Desenvolvido no ano de 2008 por pesquisadores da Microsoft, o algoritmo visa melhorar a classificação na web baseando-se em fatores como: o tempo de permanência do usuário na página, por exemplo.

Como o BrowseRank funciona?

O BrowseRank opera sob a premissa de que as páginas em que os usuários passam mais tempo são provavelmente mais informativas ou interessantes do que as páginas em que os usuários passam menos tempo.

Basicamente o BrowseRank possui duas informações cruciais: quais páginas o usuário visitou e quanto tempo ele permaneceu nelas. Estas duas métricas podem realmente fazer diferença, uma vez que saber o tempo que cada usuário permaneceu em cada página pode dizer se aquela página é de confiança e possui um conteúdo relevante, assim como, podemos notar facilmente como o usuário se comporta de página em página, e quais os caminhos que ele faz com mais frequência.

Dessa forma, o algoritmo começa coletando dados detalhados sobre o comportamento de navegação do usuário para, então, construir um gráfico de navegação. Utilizando um modelo de processo contínuo de tempo para simular o fluxo de tráfego no gráfico e determinar a relevância de cada página, o algoritmo determina a relevância da página.

Devo me preocupar com os Rankings?

A resposta depende muito do propósito do seu site. Se você é daqueles que – como eu – depende dos rankings para o seu trabalho ou website, certamente que sim; você deve estudá-los, aprender como funcionam, fazer o nosso curso de SEO, saber como explorar o melhor do seu website para conseguir os melhores rankings. 

A verdade é que, atualmente, a maioria dos sites têm o propósito de colocar uma marca em destaque nos buscadores. Se você é um empresário, empreendedor ou até mesmo um gerente de marketing digital, conhecer esses rankings e seus critérios de avaliação é crucial.

Mas, se você possui apenas um site pessoal, um blog íntimo ou trabalha apenas com estratégias em redes sociais – por exemplo – esses rankings podem não ser o maior foco dos seus estudos sobre marketing digital.

SEO como Canal de Conversões

Quando avaliamos o tráfego orgânico como um meio de acesso de usuários qualificados, podemos notar que a taxa de fechamento de conversões é realmente superior aos outros canais, como Anúncios ou ainda Mídias Sociais.

Na Agência Mestre, entendemos que o canal de tráfego orgânico, quando bem otimizado, é fundamental para qualquer empresa que realmente queira destacar no cenário de marketing digital brasileiro. Conheça nossa Consultoria de SEO e saiba como podemos ajudá-lo!

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