Olá leitores do blog da Mestre! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Mestre TV! Hoje o Fabio Ricotta vai tratar sobre um tema que existe dentro da área de SEO que é um dos mais complexos dos últimos dois anos, a sigla EAT!

O que é o EAT?

Existe um documento que caiu na internet chamado Google Quality Raters Guideline — GQR. Um guia para aqueles que trabalhavam para o Google voltados à qualidade de resultados. Estes profissionais são como um grupo de estudos que sentam na frente do computador e dizem se um resultado é bom para uma determinada consulta, ou não.

Ao longo do tempo, o Google criou um guia on-line para dizer a essas pessoas quais são os critérios de avaliação de resultados. Ou seja, baseado em alguns comportamentos, para não ficar muito subjetivo, eles criaram alguns pontos de avaliação.

Então, essas guidelines, que estão disponíveis na web pela primeira vez em PDF público, viraram materiais de estudo dos profissionais de SEO pois demonstravam muito a visão de como o Google entende que o é um resultado de qualidade.

Porém, depois de um certo tempo, o Google percebeu que as pessoas tinham acesso a este conteúdo e decidiu torná-lo público e atualizá-lo sempre com as novas diretrizes. Em 2017, foi a primeira vez que a sigla EAT apareceu dentro deste documento oficial.

Então o EAT não foi inventado por profissionais de SEO, mas adotado pelo Google para designar um conjunto de características, que são:

  • Expertise (Propriedade técnica);
  • Authority (Autoridade);
  • Trust (Confiança).

Com essa visão, o Google quer descobrir quais sites tem expertise para falar de determinado assunto, quais são considerados uma autoridade no mercado em que atuam e se dá pra confiar no que falam. Quando você tem uma somatória desses três, o site pode ser considerado de alta qualidade.

Como surgiu essa classificação?

Mas, como surgiu essa classificação do EAT? Há uns cinco anos, as pessoas têm cada vez mais acesso às informações delicadas na internet, como por exemplo, dados médicos, jurídicos, financeiros, etc.

Há muitas pessoas escrevendo na web sem propriedade, autoridade e confiança. Então era comum o Google rankear por qualidade, ou seja, se alguém fizesse um conteúdo muito otimizado voltado à área poderia rankear bem, mas nem sempre era confiável.

Por conta disso, o Google começou a prestar mais atenção neste problema, pois as pessoas estavam caindo em resultados que não tinham qualidade. Desta forma, os assuntos que têm um critério mais científico e que demandam mais pesquisa, normalmente têm essa necessidade de apresentar os critérios do EAT — expertise, autoridade e confiança.

Por isso, as áreas médicas, jurídicas e financeiras passaram a ser alvo dos Quality Raters e posteriormente, a partir de 2017, se tem notícias de algoritmos que impactaram radicalmente essas páginas. Isso porque o sistema passou a ter o mesmo entendimento dessas páginas do que aquelas pessoas que avaliavam.

Como funciona a avaliação de autoridade EAT?

E como é essa avaliação? O Google consegue entender se o que a pessoa está dizendo tem relação com o tópico, ou seja, se a informação é profunda ou não é profunda.

A ferramenta também vai procurar informações sobre quem está escrevendo, se essa pessoa está presente em múltiplos lugares e se é mencionada como referência em outras fontes de qualidade.

Com base nisso, que tipo de problema você pode antecipar? Se trabalha com área médica, jurídica ou financeira e você atribui a escrita do seu conteúdo para outras pessoas, ou não atribui para ninguém, você corre o risco de não ser visto como uma autoridade no mercado.

Um ponto positivo aqui para ganhar espaço nessas três áreas é você ser o autor e assinar a suas matérias. Também é importante diminuir ao máximo a terceirização de conteúdo, e o maior cuidado de todos, investir em assessoria de imprensa, pois assim, você terá mais menções em outros sites como autoridade.

Por outro lado,  a atualização EAT é um risco muito grande para modelo de agência e freelancers, pois na maioria dos casos, o conteúdo não ultrapassará um certo nível de profundidade, ou não conseguirá explicar aspectos técnicos.

Como afeta o seu site?

Isso vai afetar o seu site a longo prazo, porque o algoritmo vai avaliar duas frentes: a do autor e a do site.

Por exemplo, se o Fabio Ricotta — CEO da Agência Mestre — publica e assina conteúdo sobre marketing, ele terá mais espaço, pois é um autor de confiança referenciado sobre este tema.

Para um site, é preciso que reúna informações de pessoas que têm expertise e são reconhecidas no mercado como uma fonte boa de conteúdo. Neste caso, o site todo vai ter uma visão muito positiva.

Dificilmente a ferramenta de busca vai fazer isso com muita intensidade para marketing digital em ramos de, por exemplo, pets. Mas, segmentos mais complicados como medicina, que uma informação errada pode levar alguém a complicações, as recomendações precisam passar por pessoas que têm autoridade no segmento.

Esse é um cuidado que o Google está tomando para entregar resultados que as pessoas possam confiar, e é por isso que surgiu a sigla EAT.

Se você tem um site que é voltado para estes temas é bom prestar atenção nestes critérios, que estão cada vez mais embutidos na ferramenta. Isso torna estes segmentos mais difíceis de se entrar, mas também, protegem o usuário de informações incorretas.

Espero que tenha gostado de saber mais sobre o EAT, fator que vai mudar bastante o mercado nos próximos anos!

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