No vídeo de hoje do Mestre TV, Fábio Ricotta, CEO da Agência Mestre, falará sobre um assunto muito importante: taxa de rejeição alta em um site. Para conferir as dicas e saber como lidar com essa questão, aperte o play:

A taxa de rejeição é um fator que gera muitas dúvidas, pois a maioria das pessoas não sabe qual índice representa um número bom ou ruim. Mas, antes de entendermos e analisarmos diferentes percentuais, é importante sabermos o que de fato o Google Analytics entende como taxa de rejeição.

Segundo o Analytics, toda vez que o usuário acessa uma página do seu site e não dá continuidade à navegação (indo para outras páginas), o GA contabiliza isso com rejeição. Portanto, se o usuário acessa uma página do seu site e fecha a aba no navegador, volta para a página anterior ou digita outra URL, isso é contabilizado.

A taxa de rejeição pode ser calculada de uma maneira bem simples: pessoas que fizeram uma visita na página / total de pessoas que passaram pela página. Mas, como definir o que é uma taxa alta ou baixa? Alguns aspectos devem ser levados em consideração. Confira:

Entenda sua taxa de rejeição

Antes de qualquer análise, é importante entender a importância da taxa de rejeição para o seu negócio. Caso o índice seja essencial para que você tenha bons resultados, obviamente, uma taxa elevada será um problema. Se esse aspecto não for decisivo em seu negócio, o fator passa a ser relativo. Por isso, segundo Fábio, não existe uma média definida do quanto seria uma taxa boa e ruim, pois varia muito em relação ao segmento de atuação.

Por exemplo, páginas focadas em conteúdo podem apresentar taxa de rejeição na casa dos 80%. Ou seja, isso acontece porque a pessoa após consumir as informações, logo sai da página. Já em sites de serviços, é natural que o índice seja mais baixo. É importante lembrar que o percentual de rejeição não é um fator de ranqueamento no Google.

Fatores que influenciam na taxa de rejeição

Os índices de rejeição de uma página podem sofrer alterações por inúmeros fatores que devem ser analisados separadamente. Confira alguns:

Taxa por dispositivo

Um aspecto determinante é o dispositivo em que o site é consultado. Por exemplo, os acessos provenientes das redes sociais, normalmente geram uma taxa de rejeição maior, pois é possível que o usuário consuma o conteúdo e logo volte a navegar pela rede. Além disso, o acesso via celular pode também apresentar diferenças significativas.

É compreensível que uma pessoa que não tenha a intenção de consumir informações muito extensas, quando estão no celular, provavelmente devido ao tamanho da tela. Já no desktop, a realidade pode aparecer de forma diferente. Devido ao maior conforto, é provável que o usuário passe a ter contato com um maior volume de conteúdo.

Taxa por página

Outro aspecto importante é analisar a taxa de rejeição por página. Essa estratégia é essencial, pois são abordados conteúdos diferentes. Aproveite para analisar as páginas com maior índice, preste atenção na disposição das informações e tente entender porque a rejeição está acima da média do site. Em caso de páginas de conteúdo, uma ótima maneira de melhorar a rejeição é fazer a linkagem interna para outras informações que sejam relacionadas ao conteúdo apresentado.

Velocidade de carregamento

É unânime! Uma página que demora para carregar acaba adquirindo uma taxa de rejeição alta. Não é difícil entender o porquê. Atualmente a maioria das pessoas não quer ter de esperar muito para acessar o conteúdo, ainda mais pensando na realidade do acesso via mobile.

Layout

Parece óbvio, mas muitos sites não apresentam um layout claro, fato que impacta no entendimento rápido do usuário. A arquitetura do site e otimização visual é um aspecto necessário e que compromete muito a taxa de rejeição de uma página. É interessante também lembrar da necessidade de desenvolver um layout responsivo, ou seja, completamente adaptado aos dispositivos móveis.

Segundo Fábio, com a adaptação do site da Agência Mestre para o modelo responsivo, houve uma queda representativa na taxa de rejeição em dispositivos móveis. O índice de rejeição foi de 95% para 40%.

Gostou do vídeo? Confira também o episódio 81 – 3 Formas de Aumentar o Engajamento com seu Público!