Você sabia que o Pinterest é uma das poucas redes sociais onde o conteúdo não “morre” em 24 horas? É isso mesmo: ao invés de simplesmente competir por atenção no feed, ele funciona como um verdadeiro mecanismo de descoberta. As pessoas entram na plataforma em busca de ideias, referências para salvar, planejar compras e decidir o que fazer depois.
Por isso, quando usado da maneira certa, o Pinterest pode se tornar uma fonte constante de tráfego para seu site, blog, loja virtual ou páginas de serviço, especialmente para marcas que atuam com conteúdo visual, educação e inspiração.
Leia este artigo para entender como aproveitar o potencial dessa rede social com uma estratégia completa de marketing digital para o Pinterest. Vamos falar sobre desde a configuração do perfil e organização de pastas (boards) até práticas de SEO dentro da plataforma, os tipos de pins que mais geram cliques e como estabelecer uma rotina de consistência para garantir o crescimento ao longo do tempo. No final, você vai ter um plano claro de como atrair pessoas com intenção real, direcioná-las para seus canais e transformar visualizações em resultados, que é o que verdadeiramente importa.
Por que o Pinterest é diferente das outras redes sociais?
Quando a gente pensa em redes sociais, geralmente imagina um lugar onde o conteúdo some rápido, né? Mas no Pinterest, a história é bem diferente. Ele funciona mais como um mecanismo de busca visual do que como uma rede que só depende de seguidores e engajamento momentâneo. Ou seja, ao invés de ficar contando só com “quem te segue”, você vai depender de como o seu conteúdo é encontrado, e isso muda completamente o jogo.
A primeira grande diferença está na vida útil dos posts. Em redes como o Instagram e o TikTok, o conteúdo tem aquele pico e logo some, enquanto um pin no Pinterest pode continuar gerando visualizações e cliques por semanas ou até meses. Isso acontece porque ele aparece nas pesquisas e nas recomendações conforme as pessoas buscam por temas relacionados.
Na prática, isso significa que o Pinterest favorece quem faz conteúdo bem estruturado, com boas palavras-chave e consistência. O retorno é acumulativo, ou seja, cada pin publicado pode ser uma porta de entrada permanente pro seu site.

Outra diferença importante está na intenção do usuário. No Pinterest, as pessoas não entram só pra “passar o tempo”. Elas entram com o objetivo de descobrir, comparar, salvar e planejar. É um ambiente que já está voltado pra decisões de compra e ações futuras: alguém pode salvar ideias de decoração antes de começar a reforma, montar uma pasta com inspirações de looks antes de renovar o guarda-roupa, buscar receitas pro aniversário de alguém ou pesquisar “rotina de skincare” antes de comprar produtos.
Essa intenção de busca torna o Pinterest uma plataforma poderosa para negócios, porque o público já está no estado mental de “quero fazer” e não só de “quero assistir”.
E, por último, o Pinterest é uma plataforma onde SEO e criatividade precisam andar juntos. Não adianta só ser bonito, tem que ser fácil de encontrar também. Títulos, descrições, categorias, pastas e até o tipo de imagem fazem toda a diferença na distribuição do seu conteúdo.
A boa notícia é que, quando você entende essa lógica, fica muito mais fácil competir, inclusive com marcas maiores, porque o alcance vem da relevância e da organização, não só do tamanho do perfil.
Para quem o Pinterest funciona melhor?
O Pinterest pode ser uma ótima ferramenta para diversos tipos de negócios, mas ele brilha especialmente quando você tem algo visual pra mostrar e algo prático pra ensinar. Isso porque a plataforma é movida pela descoberta: as pessoas vão lá em busca de ideias, comparações e passo a passo, e acabam salvando o que faz sentido pra usar depois. Se o seu produto ou serviço tem a ver com inspiração, transformação, planejamento ou decisão de compra, as chances de crescer ali são altas.
Geralmente, o Pinterest funciona muito bem para e-commerces (moda, beleza, decoração, papelaria, itens para casa, alimentos, acessórios), porque permite que o usuário encontre referências e acesse rapidamente categorias e produtos.

Também é uma plataforma excelente para prestadores de serviços que dependem de portfólio e prova visual, como arquitetura, design, fotografia, estética, eventos, confeitaria, turismo e personal organizers.
“Antes e depois”, projetos e resultados são formatos naturais do Pinterest. E pra quem trabalha com conteúdo e educação, como criadores, infoprodutores, consultores ou empresas com blog, o Pinterest também funciona bem, porque você consegue transformar artigos e guias em pins que geram tráfego contínuo.
Agora, quando o assunto é formato, alguns tipos de conteúdo se destacam porque respondem exatamente ao que o usuário busca. Checklists, tutoriais, listas, guias completos, comparativos e ideias organizadas por tema são sempre um sucesso. Conteúdos como “como fazer”, “o que considerar”, “tendências”, “erros comuns”, “passo a passo” e “melhores opções” têm uma excelente aderência, porque entregam clareza em poucos segundos e convidam o usuário a salvar. Em outras palavras: o Pinterest favorece quem transforma conhecimento e referências em conteúdos “salváveis”.
E se o seu segmento for menos visual, como B2B, não se preocupe: ainda dá pra usar o Pinterest com estratégia. O segredo é criar pins com dados, frameworks, templates, processos e estudos de caso, direcionando o público pra artigos mais completos, materiais ricos e páginas de captura.
A chave é entender que o Pinterest não é só sobre ter uma “imagem bonita”. É sobre criar conteúdo que ajude alguém a decidir, planejar ou aprender algo. Quando você acerta nisso, o Pinterest se torna um canal consistente de descoberta e tráfego qualificado.
Saiba como configurar o Pinterest para negócios da forma correta
Antes de começar a pensar na estratégia de marketing para o Pinterest em si, é importante garantir que a base está pronta. Um perfil bem configurado não é só “aparência”: ele influencia diretamente a forma como seus pins são distribuídos, encontrados e interpretados pela plataforma. A ideia é simples: facilitar para o Pinterest entender quem você é, sobre o que você fala e para onde você quer levar o usuário e também facilitar para a pessoa decidir que vale clicar e salvar.
Conta comercial e permissões essenciais
O primeiro passo é usar uma conta comercial (Pinterest Business). Ela libera recursos importantes, como acesso completo a métricas, possibilidade de anúncios e ferramentas que ajudam a otimizar o desempenho. Em seguida, ajuste os fundamentos do perfil:
- nome e @usuário com clareza (marca + termo do nicho, quando fizer sentido);
- bio objetiva, explicando o que você oferece e pra quem, com uma palavra-chave principal;
- foto de perfil legível (logo ou rosto, dependendo do tipo de negócio);
- link do site configurado corretamente, já que o objetivo do Pinterest quase sempre é gerar tráfego.
Reclamar o site e habilitar rich pins
Depois, o passo mais importante pra transformar o Pinterest em canal de aquisição é reivindicar (claim) o seu site dentro do Pinterest. Isso valida que o domínio é seu e fortalece a autoridade do perfil, além de permitir que seu conteúdo seja atribuído corretamente à sua marca.
Em seguida, vale habilitar os Rich Pins (quando aplicável), que ajudam a puxar informações do seu site para o pin (como título e detalhes do conteúdo). Na prática, isso melhora a consistência das informações, dá mais contexto para o usuário e pode aumentar a taxa de cliques porque o pin fica mais “completo” e confiável.
Organizar as pastas (boards) seguindo a lógica do SEO
A estrutura das pastas é onde muita gente erra. Boards não são só “categorias bonitas”: elas funcionam como uma forma de organização que ajuda o Pinterest a entender os temas principais do seu perfil e também orienta o usuário a navegar.
Uma boa organização costuma seguir este raciocínio:
- boards principais (os grandes temas do seu negócio): “Decoração de sala”, “Receitas fáceis”, “Rotina de skincare”, “Marketing para Pinterest”, etc;
- boards específicas (subtemas com intenção mais clara): “Sala pequena”, “Receitas para airfryer”, “Skincare para pele oleosa”, “Ideias de pins para blog”, e assim por diante.
Dê atenção especial a:
- nome da pasta com palavra-chave (sem enfeitar demais);
- descrição da pasta com 1–2 frases explicando o que a pessoa vai encontrar ali, incluindo termos relacionados;
- capa da pasta coerente e padronizada (ajuda na experiência e no clique).
Com essa base pronta, você cria um perfil que “conversa” com o algoritmo e com o público: fica mais fácil ser encontrado, mais fácil navegar e mais provável que a pessoa clique no seu conteúdo e vá para o seu site.
Marketing digital para o Pinterest na prática: SEO
Se o Pinterest é um mecanismo de descoberta, então o SEO é o que faz o seu conteúdo aparecer para as pessoas certas. A boa notícia é que o Pinterest deixa pistas claras do que os usuários procuram e, quando você usa essas pistas para construir títulos, descrições e pastas, seus pins passam a competir por relevância (não por “sorte” no feed).
Pesquisa de palavras-chaves dentro do Pinterest
A pesquisa começa dentro da própria plataforma, porque é ali que você encontra a linguagem real do público.
Algumas formas práticas de levantar palavras-chave:
- barra de busca: digite o termo principal do seu tema e observe as sugestões automáticas. Elas são excelentes candidatos a palavras-chave porque refletem buscas frequentes;
- termos relacionados: após pesquisar, role a página e repare em variações e combinações que aparecem como sugestões de refinamento;
- pins que já performam: abra pins bem posicionados para a sua busca e observe padrões de linguagem em títulos, descrições e boards em que eles estão salvos;
- sazonalidade: adapte termos ao calendário (ex.: “ideias de presentes”, “decoração de natal”, “looks de inverno”, “volta às aulas”) para capturar picos de intenção.
A lógica aqui é montar um pequeno “banco” com:
- 1 termo principal (mais amplo);
- 5 a 10 variações (mais específicas);
- 10 a 20 termos relacionados (sinônimos, problemas, estilos, ocasiões).
Onde inserir palavras-chaves
No Pinterest, as palavras-chave funcionam melhor quando aparecem de forma natural, como se você estivesse descrevendo exatamente o que a pessoa vai encontrar.
Os pontos mais importantes para inserir (em ordem de impacto prático):
- título do pin: inclua a palavra-chave principal e, se possível, um complemento que deixe a promessa mais clara (ex.: “Ideias de pins para blog: 15 modelos que geram cliques”);
- descrição do pin: use 2 a 3 frases com termos relacionados, explicando o que há no conteúdo e para quem ele é. Evite “taguear” palavra solta; prefira frases completas;
- nome e descrição do board: boards fazem parte da estrutura de SEO do perfil. Um board bem nomeado ajuda o Pinterest a classificar seu conteúdo;
- bio do perfil: deixe claro o tema central do perfil e o benefício (uma palavra-chave aqui ajuda o algoritmo a te “entender”);
- nome do arquivo/imagem e destino do link (quando você controla isso): consistência entre pin + página de destino aumenta a relevância percebida.
Um detalhe importante: o Pinterest “lê” o contexto. Então, é melhor usar uma palavra-chave forte + termos relacionados do que ficar repetindo a mesma expressão várias vezes.
Estratégia de boards com lógica de clusters
Pense nas pastas como categorias estratégicas que ajudam você a dominar um tema por etapas, exatamente como num cluster de conteúdo em SEO tradicional.

Um modelo simples que funciona muito:
- board pilar (tema principal): amplo, com alto volume de busca. Ex.: “Marketing Digital”, “Decoração”, “Receitas”, “Skincare”;
- boards satélite (subtemas): mais específicos, com intenção clara. Ex.: “Marketing para Pinterest”, “Decoração de sala pequena”, “Receitas para airfryer”, “Skincare para pele oleosa”;
- boards por ocasião/intenção: conectam com momentos reais de busca. Ex.: “Ideias para presente”, “Volta às aulas”, “Casamento”, “Natal”.
Na prática, isso faz duas coisas:
- ajuda o Pinterest a entender que você é relevante naquele assunto (autoridade temática);
- facilita a jornada do usuário: ele salva, navega e encontra mais do que precisa — o que aumenta alcance e cliques.
Com esse SEO bem feito, seus pins deixam de depender de picos e passam a construir tráfego com efeito composto: quanto mais conteúdo estruturado você publica, mais portas de entrada você cria.
Confira estratégias de conteúdo que geram mais tráfego e conversão no Pinterest
Depois de configurar o perfil e organizar o SEO, o que realmente sustenta resultados no Pinterest é a sua capacidade de produzir pins que façam duas coisas ao mesmo tempo: chamar atenção em segundos e entregar uma promessa clara que leve ao clique (ou ao save).
Em outras palavras, não é sobre postar muito; é sobre postar conteúdos “salváveis” e “clicáveis”, com destino bem alinhado.
Tipos de pins e quando usar
Você pode trabalhar com diferentes formatos, cada um com uma função na estratégia:
- Pins estáticos: são os mais comuns e, para a maioria dos negócios, os que mais geram consistência. Ótimos para listas, dicas, comparativos, capas de artigo e promessas diretas;
- carrosséis (Pins em múltiplas páginas): funcionam muito bem para mini tutoriais, passo a passo e “antes/depois”. Seguram a atenção e aumentam saves quando a sequência é útil;
- pins em vídeo: tendem a ganhar alcance e são excelentes para mostrar processo, transformação e demonstração (ex.: receita, treino, reforma, bastidores). Para conversão, vídeos curtos com objetivo claro geralmente performam melhor;
- idea pins: são bons para alcance e construção de marca, mas nem sempre são os melhores para tráfego (dependendo do formato e das permissões de link). Use como complemento para fortalecer presença e retenção.
Um ponto importante: se o seu objetivo principal é tráfego para site/blog/loja, priorize formatos que encaminhem claramente para um destino e que tenham uma promessa conectada ao que a pessoa vai encontrar ao clicar.
Fórmulas de criativos que performam e estimulam o save
O Pinterest é movido por intenção. Por isso, criativos que “organizam a vida” do usuário tendem a performar muito bem. Algumas fórmulas que funcionam de forma recorrente:
- passo a passo: “Como fazer X em 5 passos”;
- checklist: “Checklist para X (salve para usar depois)”;
- lista curada: “10 ideias de X para Y”;
- erros comuns: “7 erros que impedem X”;
- comparativos: “X vs Y: qual escolher?”;
- template/modelo: “Modelo pronto de X”;
- antes e depois: “Veja a transformação de X”;
- guia definitivo: “Guia completo para X (do zero)”
A diferença entre um pin que só gera impressão e um pin que gera clique costuma ser a clareza da promessa. Em vez de um título genérico, traga benefício e especificidade. Ex.: “Decoração minimalista” vira “Decoração minimalista: 12 ideias para sala pequena sem gastar muito”.
Boas práticas de design para aumentar cliques
No Pinterest, design não é “enfeite”: é legibilidade e tomada de decisão rápida. Algumas práticas que tendem a melhorar performance:
- texto grande e fácil de ler (o usuário está rolando rápido);
- uma promessa por pin (evite poluir com muitas mensagens);
- imagem de fundo relevante (mostre o resultado final ou o contexto);
- consistência visual (ajuda a pessoa a reconhecer seus pins);
- hierarquia clara: título principal + subtítulo curto (se precisar);
- sinalização do formato: “passo a passo”, “checklist”, “guia”, “modelo”, “ideias”.
E um detalhe que faz diferença: crie pins pensando em “coleção”. Um bom post de blog, por exemplo, pode render vários pins diferentes, cada um com um ângulo específico (ex.: “erros”, “passo a passo”, “checklist”, “lista de ideias”, “antes/depois”), todos levando para a mesma página. Isso aumenta as chances de alcançar diferentes intenções de busca sem depender de um único criativo.
Quando você une SEO + promessa forte + design legível + destino coerente, o Pinterest vira um motor de aquisição: o pin atrai, o clique acontece e a página converte.
Frequência, consistência e calendário editorial
No Pinterest, o resultado é muito mais “efeito composto” do que viralização. A plataforma recompensa quem publica de forma constante, porque cada novo pin é mais uma chance de aparecer em buscas, recomendações e pastas relacionadas. E como o conteúdo tem vida longa, a consistência vira um ativo: você vai construindo um acervo que trabalha por você.
Quantos pins postar por semana
Não existe um número mágico que sirva para todo mundo, mas dá para trabalhar com faixas realistas:
- começando do zero (rotina leve e sustentável): 3 a 5 pins por semana;
- crescimento consistente (boa tração sem “virar uma fábrica”): 7 a 15 pins por semana;
- aceleração (quando você já tem banco de conteúdo e processos): 15+ pins por semana.
O ponto central é: é melhor publicar menos, mas toda semana, do que postar muito por 10 dias e sumir por 1 mês. Consistência facilita o aprendizado do algoritmo e melhora a previsibilidade dos resultados.
Reaproveitamento inteligente de conteúdo
A estratégia mais eficiente para a maioria das marcas é usar o Pinterest como “motor de distribuição” do que você já produz. Um único conteúdo pode render muitos pins sem que pareça repetitivo.
Exemplos práticos:
- 1 artigo de blog → 5 a 12 pins (ângulos diferentes: checklist, passo a passo, erros, lista, guia, comparativo);
- 1 categoria de e-commerce → 3 a 8 pins (coleções, “top escolhas”, tendências, combinações);
- 1 serviço → 4 a 10 pins (benefícios, provas, cases, objeções, processo, “como funciona”).
O segredo é variar:
- título/promessa;
- imagem/capa
- primeira frase da descrição;
- board em que você publica.
Assim, você testa o que performa melhor e cria mais pontos de entrada para a mesma página.
Sazonalidade e planejamento
O Pinterest é muito forte em planejamento e isso vale também para quem produz conteúdo. Datas e períodos do ano influenciam buscas com bastante antecedência. Por isso, uma boa regra é publicar conteúdos sazonais de 4 a 8 semanas antes do pico.
Alguns exemplos comuns:
- verão/inverno (moda, receitas, viagens): planejar antes da mudança de estação;
- datas comemorativas (natal, dia das mães, páscoa): começar bem antes;
- “volta às aulas”, “planejamento do ano”, “organização”: geralmente antecipado.
Como montar um calendário editorial simples e funcional
Para não depender de inspiração, dá para estruturar o calendário por “pilares”:
- pilar 1: conteúdo educativo (guias, passo a passo, erros, checklist);
- pilar 2: conteúdo inspiracional (ideias, referências, tendências, combinações);
- pilar 3: conteúdo de produto/serviço (coleções, benefícios, prova, cases);
- pilar 4: conteúdo de conversão (landing pages, iscas, ofertas, páginas-chave).
Uma semana “modelo” bem prática:
- 2 pins educativos (SEO forte + promessa clara);
- 2 pins inspiracionais (salváveis, com visual forte);
- 1 a 3 pins de produto/serviço (direto para páginas de conversão).
Com essa rotina, você mantém constância sem virar refém de produção diária e constrói um Pinterest que cresce com base em processo, não em sorte.
Foco em conversão: entenda o funil do Pinterest
Gerar visualizações no Pinterest é ótimo, mas o que transforma esse esforço em resultado é o caminho depois do clique. O Pinterest funciona muito bem no topo e meio do funil (descoberta e consideração), então sua estratégia precisa conectar pin → página certa → próxima ação. Quando isso está bem alinhado, você atrai pessoas com intenção real e as conduz para conversão sem parecer forçado.
Pra onde levar o clique (landing pages, categorias, blog posts)
Um erro comum é mandar todo mundo para a home. No Pinterest, o usuário clicou porque viu uma promessa específica, então o destino precisa cumprir essa promessa rapidamente.
Os destinos mais eficientes costumam ser:
- posts de blog/guia completo: quando o pin promete “passo a passo”, “lista”, “tutorial”, “erros”, “como fazer”;
- páginas de categoria/coleção (e-commerce): quando o pin promete “ideias”, “modelos”, “seleção”, “tendências”;
- landing pages de captura: quando o pin promete “template”, “checklist”, “planner”, “ebook”, “lista pronta”;
- página de serviço: quando o pin trabalha uma dor/benefício e o usuário está pronto para avaliar a solução.
Regra simples: se o pin é educativo, leve para conteúdo educativo. Se o pin é comercial, leve para uma página comercial (ou para uma ponte com prova e CTA).
CTA e copy: como escrever para gerar ação
No Pinterest, o usuário decide rápido. Então o ideal é ter um CTA claro, mas coerente com o estágio de intenção.
CTAs que funcionam bem (dependendo do destino):
- conteúdo: “Veja o passo a passo completo”, “Confira a lista”, “Leia o guia”, “Entenda como fazer”;
- produto: “Ver modelos”, “Explorar opções”, “Conferir a coleção”, “Ver preços”;
- serviço: “Entenda como funciona”, “Veja o processo”, “Solicite um diagnóstico”, “Fale com um especialista”;
- captura: “Baixe grátis”, “Acesse o template”, “Receba o checklist”.
A descrição do pin pode reforçar o benefício e criar expectativa do que a pessoa vai encontrar após clicar. Ex.: “No link, você encontra o passo a passo com exemplos e um checklist para aplicar hoje”.
Captura de leads e ofertas (isca, newsletter, cupom, diagnóstico)
O Pinterest é excelente para alimentar uma base, porque muita gente está em modo “planejamento”. Isso combina perfeitamente com iscas úteis.
Boas ofertas por tipo de negócio:
- e-commerce: cupom de primeira compra, guia de tamanhos, “top escolhas”, quiz de recomendação;
- serviços: diagnóstico, checklist de avaliação, mini consultoria, guia “como escolher um fornecedor”;
- conteúdo/infoproduto: templates, planilhas, roteiros, aulas rápidas, newsletter temática.
O ponto-chave é reduzir atrito:
- página com carregamento rápido;
- promessa repetida (pin e landing com mesma linguagem);
- formulário curto;
- próximo passo claro (download imediato, whatsapp, agendamento, etc.).
A ponte entre salvar e comprar
Muita gente salva no Pinterest e volta depois. Então pense em duas camadas de conversão:
- conversão imediata: para quem já está pronto (categoria, serviço, produto);
- conversão por maturação: para quem quer guardar (lead magnet, newsletter, conteúdo pilar).
Quando você constrói esse funil, o Pinterest deixa de ser “só visibilidade” e vira um canal de aquisição previsível: atrai por intenção, conduz por relevância e converte com uma jornada bem desenhada.
Como medir resultados e otimizar estratégias de marketing digital para o Pinterest
Pinterest que dá resultado não é o que “posta e torce”. É o que mede, entende padrões e ajusta continuamente. A vantagem aqui é que a plataforma oferece métricas claras do que está funcionando e, quando você conecta isso com dados do seu site (GA4, tags e UTMs), fica muito mais fácil separar vaidade de performance.

Principais métricas dentro do Pinterest (o que cada uma indica)
Algumas métricas parecem parecidas, mas contam histórias bem diferentes:
- impressões: quantas vezes seus pins apareceram. boa para entender alcance, mas sozinha não diz qualidade;
- engajamentos (cliques + saves + close-ups, dependendo do painel): mostra se o conteúdo chamou atenção;
- saves (salvamentos): um dos sinais mais fortes de relevância no pinterest. indica que o conteúdo é “útil para depois”. ajuda muito na distribuição orgânica;
- outbound clicks (cliques para fora): o que mais importa para quem quer tráfego. indica intenção e conexão com a promessa do pin;
- ctr (taxa de cliques): sinal de qualidade do criativo + promessa. se suas impressões são altas e ctr é baixo, geralmente o problema está na capa, no título ou na clareza do valor;
- engajamento por impressão: bom para comparar pins com alcances diferentes.
Interpretação rápida:
- muita impressão + pouco save/click → pin está sendo exibido, mas não convence;
- muito save + pouco click → conteúdo é interessante, mas o CTA/destino pode estar fraco ou o pin está “bom demais” para salvar e não clicar;
- muito click + baixa retenção no site → a promessa não bate com a página de destino.
Métricas no site (GA4/UTM): o que olhar para entender qualidade
Para saber se o Pinterest está trazendo público certo, não basta olhar cliques. Você precisa olhar comportamento e conversão no seu site.
O ideal é padronizar UTMs nos links, por exemplo:
- source = pinterest;
- medium = organic ou paid;
- campaign = nome do tema/pilar ou campanha.
No GA4, acompanhe:
- sessões e usuários vindos do pinterest;
- engajamento (tempo, páginas por sessão, eventos relevantes);
- conversões (cadastro, compra, orçamento, clique no whatsapp, etc.);
- páginas de entrada (quais urls o pinterest está alimentando);
- taxa de conversão por landing page (para descobrir “páginas campeãs”).
Isso te mostra onde vale investir mais conteúdo (e até mídia paga).
Rotina de otimização mensal (o que ajustar primeiro)
Uma rotina simples de 30 em 30 dias já dá um salto enorme de performance:
- Liste seus 10 pins com mais impressões
Pergunta: eles também geram saves e cliques?
Se não, teste novas capas/títulos para os mesmos destinos. - Liste seus 10 pins com mais cliques
Pergunta: essas páginas convertem?
Se não, otimize a landing (CTA, velocidade, prova, clareza). - Encontre padrões vencedores
Quais temas, formatos e promessas aparecem mais?
Ex.: “checklist” performa melhor que “guia”; “antes e depois” salva mais; “lista” clica mais. - Atualize e recicle
- repin com nova capa e novo título (mesmo link);
- reorganize pins em boards mais específicas;
- reescreva descrições com termos mais alinhados à busca.
- Planeje o próximo mês com base em dados
Produza mais do que comprovou tração e corte o que não performa.
O que é “bom” de verdade?
O Pinterest varia muito por nicho, então o foco deve ser evolução e comparação interna. Uma referência prática: se você publica consistentemente e seu volume de cliques e saves cresce mês a mês, você está no caminho certo e, a partir daí, o jogo vira escala.
Com mensuração e otimização, o Pinterest deixa de ser um canal “legal de ter” e vira uma fonte previsível de tráfego e conversões, porque você aprende com os dados e replica o que funciona.
Erros comuns em estratégias de marketing digital para o Pinterest (e como evitar)
Muita gente testa o Pinterest, não vê resultado rápido e conclui que “não funciona”. Na prática, o que costuma acontecer é que a estratégia está sendo executada com lógica de rede social tradicional, quando o Pinterest pede uma lógica de busca, organização e consistência. Aqui estão os erros mais comuns (e o que fazer no lugar).
1. Postar sem SEO (ou depender só de estética)
Erro: criar pins bonitos, mas com títulos genéricos e descrições vazias, sem palavras-chave.
Como evitar: pesquise termos na barra do Pinterest e aplique palavras-chave em:
- título do pin;
- descrição do pin (2–3 frases úteis);
- nome/descrição dos boards;
- bio do perfil,
Se você quer aparecer, precisa ser encontrável.
2. Boards confusas (ou “pastas sem estratégia”)
Erro: criar boards com nomes criativos demais, misturar temas diferentes ou ter poucas pastas muito amplas.
Como evitar: use boards com nomes claros e orientados por intenção de busca, como categorias. Crie:
- boards principais (tema amplo);
- boards específicas (subtema);
- boards sazonais/ocasiões (quando fizer sentido).
Boards bem organizadas aumentam distribuição e facilitam navegação.
3. Levar todo mundo para a home (destino errado)
Erro: o pin promete uma coisa e o clique cai num lugar genérico, onde a pessoa precisa “procurar”.
Como evitar: alinhe promessa e destino:
- pin educativo → artigo/guia;
- pin de seleção → categoria/coleção;
- pin de oferta → landing page;
- pin de serviço → página de serviço (com prova e CTA).
No Pinterest, cada segundo de fricção derruba conversão.
4. Publicar em “picos” e sumir
Erro: postar muito em uma semana e depois ficar semanas sem publicar.
Como evitar: escolha uma frequência que você sustente. Mesmo 3–5 pins por semana, bem-feitos e constantes, costumam performar melhor do que explosões esporádicas. Pinterest favorece consistência.
5. Criativos difíceis de ler (principalmente no mobile)
Erro: texto pequeno, excesso de informação, promessa confusa ou layout poluído.
Como evitar: garanta legibilidade e hierarquia:
- título grande e direto;
- uma promessa por pin;
- visual que combina com o tema;
- contraste e espaçamento.
Se o usuário não entende em 1–2 segundos, ele passa.
6. Não testar variações (apostar tudo em um único pin)
Erro: publicar um pin por URL e esperar que ele performe sozinho.
Como evitar: para cada conteúdo importante, crie 3 a 10 variações com:
- ângulos diferentes (checklist, erros, passo a passo, lista);
- capas diferentes;
- títulos diferentes;
- descrições diferentes.
Você aumenta as chances de encaixar com diferentes buscas e preferências.
7. Medir só impressões (métrica de vaidade)
Erro: comemorar alcance e ignorar se isso vira clique e conversão.
Como evitar: acompanhe sempre:
- saves + outbound clicks + CTR no Pinterest;
- engajamento e conversão no site (GA4/UTM).
Impressão sem ação não paga conta.
8. Não considerar sazonalidade
Erro: postar conteúdo de Natal em dezembro e esperar tração imediata.
Como evitar: antecipe conteúdos sazonais 4–8 semanas antes do pico. No Pinterest, muita gente planeja com antecedência e o algoritmo também.
Quando você evita esses erros, o Pinterest tende a “virar a chave”: seus pins começam a ser distribuídos com mais consistência, o tráfego cresce de forma acumulativa e o canal passa a gerar resultado com previsibilidade.
Pinterest Ads: quando vale a pena investir em mídia paga
O orgânico no Pinterest costuma funcionar muito bem, mas o tráfego pago pode acelerar (e muito) quando você já tem uma base minimamente organizada: pins com boa estética e promessa clara, páginas de destino consistentes e uma noção do que o público procura.
Em geral, Pinterest Ads vale a pena quando você quer ganhar escala, testar criativos mais rápido e encurtar o caminho até a conversão, principalmente em e-commerce, lançamentos, captação de leads e serviços com ticket médio.
Objetivos de campanha mais comuns
Antes de anunciar, defina qual é o resultado que você quer, porque isso muda totalmente a estratégia:
- tráfego: bom para levar pessoas para posts, categorias e páginas de serviço. Funciona bem para alimentar topo e meio do funil;
- conversões: ideal quando você já tem uma página que converte (compra, cadastro, agendamento) e quer escalar resultado;
- reconhecimento/alcance: útil para posicionamento de marca e para ampliar distribuição em nichos competitivos, geralmente como etapa de aquecimento.
Dica prática: se você ainda não tem dados de conversão suficientes, comece com tráfego para identificar quais criativos e promessas geram cliques qualificados e depois migre para conversões com o que já provou tração.
Segmentação e públicos
O Pinterest permite segmentar com base em interesses e intenção de busca, o que é ótimo para atingir pessoas em fase de planejamento. Três caminhos comuns:
- palavras-chave: você aparece para quem pesquisa termos específicos (muito alinhado com intenção). Excelente para captura de demanda;
- interesses e categorias: amplia o alcance para públicos relacionados, útil para descoberta e escala;
- remarketing: impacta quem já visitou seu site, viu pins ou interagiu com seu conteúdo. Ótimo para conversão e recuperação de “salvadores” que voltam depois.
Uma abordagem que costuma funcionar bem é combinar:
- campanhas de palavra-chave (intenção alta);
- campanhas de interesse (alcance e descoberta);
- campanhas de remarketing (fechamento).
Testes A/B: o que testar primeiro para melhorar ROI
No Pinterest, o criativo manda no desempenho. Por isso, o melhor uso de mídia paga é como um “laboratório” de teste a/b para encontrar o que o público mais quer ver.
Teste nesta ordem:
- criativo (imagem/vídeo e layout): título grande, contraste, promessa clara;
- promessa/copy do título: “checklist”, “passo a passo”, “guia”, “lista”, “erros”;
- página de destino: velocidade, clareza da oferta, CTA, coerência com o pin;
- segmentação: palavras-chave vs interesses; termos mais específicos vs mais amplos;
- orçamento e lances: ajuste depois que encontrar vencedores.
Uma regra simples para testar sem complicar: para cada página/offer, crie de 3 a 5 variações de pins com ângulos diferentes e rode com orçamento pequeno por alguns dias. Os vencedores viram sua “base” de escala.
Como saber se você está pronto para anunciar
As campanhas no Pinterest Ads tende a performar melhor quando você já tem:
- pelo menos algumas páginas de destino fortes (artigos, categorias, landing pages);
- padrão visual e mensagens consistentes;
- uma ideia clara de palavras-chave e intenções do seu público;
- métricas mínimas de qualidade (ctr aceitável e página que segura o usuário).
Quando isso está no lugar, a mídia não “salva” uma estratégia, ela multiplica o que já funciona e acelera o aprendizado.
Quer entender mais sobre essas possibilidades? Então aproveite para ler também o nosso artigo completo sobre a relevância dos Pinterest Ads em uma estratégia de marketing digital!




![15 Alternativas Ao Google Analytics [2026]](https://www.agenciamestre.com/wp-content/uploads/2025/12/alternativas-ao-google-conheca-opcoes-2026-270x173.jpg)






