Mesmo se você não acompanha o basquete americano, já deve ter ouvido falar da National Basketball Association — NBA. Muitas pessoas nunca assistiram aos jogos, mas reconhecem times históricos da liga como Lakers, Knicks, Chicago Bulls ou Golden State Warriors. Afinal, você já se perguntou quais estratégias de branding estão por trás do sucesso do esporte inclusive no país do futebol?

A maior liga de basquete do planeta e a terceira liga esportiva mais lucrativa do mundo com certeza tem muito a ensinar sobre branding. Que tal aprender algumas lições com uma das marcas mais valiosas do mundo? Confere só o artigo que preparamos para você!

O que são estratégias de branding e como você pode se inspirar na NBA?

A NBA é responsável por descobrir e colocar aos olhos do público atletas fenômenos e talentos todos os anos. Não é a toa que a franquia gerou de receita US$ 3,7 bilhões em 2009 e mais do que dobrou os lucros uma década depois, com US$ 8,01 bilhões. E conquistou tudo isso com muito investimento e estratégias de branding que englobam diversos países.

Se engana quem pensa que branding é sinônimo de publicidade. Esta técnica vai além do processo de criação da marca, como definir suas cores e logo. É preciso rechear esse negócio de propósito, agregar valor e uma missão.

A partir disso, construir uma identidade perante ao seu público para demonstrar que você realmente atua com seus ideais, e que seus consumidores também podem embarcar nesta jornada!

Na prática isso significa criar um desejo para que as pessoas consumam, lembrem e se identifiquem com o que você tem a oferecer. No caso da NBA, isso pode ser observado além das partidas de tirar o fôlego, mas sim, na capacidade de superação, no desenvolvimento de habilidades e a perseverança humana para vencer apesar das dificuldades.

Veja como tudo isso também pode ser aplicado ao seu negócio para tornar a sua marca a preferida entre seu público-alvo!

1. O poder da identificação pessoal

Como mencionamos, criar estratégias de branding para consolidar uma marca não é só fazer marketing, é preciso ir além. A NBA não oferece somente cestas e lances impossíveis aos espectadores, ela também transforma os jogadores da liga em verdadeiras personalidades e fontes de inspiração.

Afinal, cada um deles tem uma história única e trabalham duro para chegar onde estão. As horas de treino, a consistência e a disciplina são fatores trabalhados e ideais a serem perseguidos por qualquer pessoa.

Não é à toa que muitos jogadores são tratados como astros, pois além da divulgação massiva que acontece em termos de marketing e publicidade, por trás disso, têm valores a serem alcançados.

E isso pode inspirar a qualquer um, não é mesmo?

Por isso, ao criar uma estratégia de branding, ofereça um ideal inspirador em suas campanhas, tenha um norte que guie seu negócio em um propósito maior que gere desejo de fazer parte. É desta forma que marcas de sucesso constroem o seu império!

2. Parcerias

A NBA é craque em expandir o seu negócio pelo mundo fazendo parcerias com outras marcas. É por meio dessas estratégias de branding que gera relevância e faz com que os consumidores queiram fazer parte desta comunidade.

No Brasil, por exemplo, a NBA realizou jogos com times como Orlando Magic, Cleveland Cavaliers e Miami Heat oferecendo a oportunidade de acompanhar os jogos e ver astros do basquete de perto sem sair do país.

A liga também utiliza a relevância de seus jogadores para angariar cada vez mais fãs. Um exemplo disso são as parcerias de jogadores com marcas de tênis conhecidas, ou mesmo, a participação de astros em filmes e programas de televisão, como foram os casos de Michael Jordan e Lebron James.

Você pode aproveitar esse mesmo efeito por meio de parcerias com influencers ou blogs de relevância no mercado, o que é chamado de marketing de influência.

3. Experiência do usuário

Muito mais do que enterradas que levantam o espírito da torcida, a NBA é uma experiência. Cada jogo contém atrações nos horários de intervalos com astros da música e as tradicionais líderes de torcida.

Mas, isso não é só reservado aos Estados Unidos. Aqui em terras tupiniquins, a liga criou e implementou o NBA Finals, um investimento que consistiu em um espaço para fãs assistiram jogos das playoffs (semifinais) ao vivo e experimentarem o gostinho de um jogo presencial.

No local, havia uma mini-quadra de basquete, ambiente estilizado, camisetas autografadas, réplica de vestiários dos times americanos, e claro, uma loja de produtos oficiais.

Tudo isso para maravilhar o espectador e fazer esse se sentir mais perto do seu time do coração. Isso é essencial para criar uma comunidade ao redor de sua marca, desta forma o próprio consumidor se sente valorizado.

Isso pode ser aplicado em aspectos pequenos de seu negócio, como um atendimento bem feito e rápido. Pode ter certeza que após resolver um problema do cliente rapidamente e ter canais fáceis de acesso, ele passará a defender o seu negócio.

A experiência do usuário também é o que une os seus valores com suas ações. Por isso, é crucial alinhar todos os seus canais de interação, seja blog, loja on-line e física, atendimento, design de materiais e muitos outros.

Desta forma, você irá criar uma impressão de sua marca no cliente de forma que ele te reconheça onde quer que esteja.

4. Compromisso com público variado

A liga, além da disputa cesta a cesta, luta muito para conquistar o coração de quem mora fora dos Estados Unidos. Isso é feito por meio das parcerias e eventos que mencionamos, mas também, com o compromisso de inclusão.

Essa é uma entre as estratégias de branding que geram muita participação e engajamento entre o público, que ajudou no crescimento da liga. Um exemplo disso é que há algumas décadas não haviam jogadores de outros países na NBA.

Atualmente, cerca de um quarto dos jogadores são de fora, inclusive brasileiros como Nenê, Bruno Caboclo, Raulzinho e Cristiano Felício, além dos mais famosos que atuaram no passado, como Varejão e Leandro Barbosa.

Outro exemplo destas ações é a realização do “La Noche”, uma ação para conquistar o público latino. Acontece quando são reservados alguns jogos em que os times utilizam uniformes traduzidos para o espanhol, como, por exemplo o nome do time “Los Bulls”.

Esse processo de inclusão ajudou a conquistar o interesse dos públicos internacionais pelas partidas. Na temporada 2019/2020, a liga terá participantes de 37 nações, e expandirá a sua transmissão para mais de 50 países.

A lição é que por meio da inclusão, a liga consegue criar vínculos emocionais com pessoas de várias nações, por mais longe que estejam!

Você deve ter percebido que as principais estratégias de branding da NBA são voltados para a conexão com o usuário. Por isso, leve em conta esses insights e aplique na hora de desenvolver também a sua marca!

O que achou das dicas? No que você se baseia para iniciar as suas estratégias de branding? Deixe nos comentários e não deixe de acompanhar mais conteúdos do blog da Mestre!