Olá leitores da Agência Mestre!

Acompanhei bem, assim como várias pessoas, a evolução da Web 1.0 para a 2.0, onde criaram-se formas de interação e colaboração do usuário com a web, permitindo cada vez mais poder ao usuário, tornando-o parte do meio e não apenas um espectador. Vimos o surgimento dos blogs, wikis e redes de relacionamento, cada vez com mais pessoas e mais conteúdo.

Mas como sabemos, a Web é um conglomerado de páginas, interligadas por links, que direcionam os usuários entre um conteúdo e outro. Agregado a isto, temos os mecanismos de busca, e seus webcrawlers, que percorrem toda a Web, indexando todo o conteúdo disponível. Quando estes webcrawlers encontram um novo link, ele é adicionado como pendente a ser indexado. Mas, existe uma forma de indicar que um webcrawler não possa seguir aquele link, que é a chamada tag nofollow.

O “nofollow” permite que os webmasters digam aos mecanismos de pesquisa algo do tipo “Não siga links desta página” ou “Não siga este link específico”.

O que está acontecendo, é que muitos websites estão utilizando a tag nofollow em muitos de seus links externos, dificultando a interlinkagem de conteúdo de qualidade. Exemplo disso são os blogs, onde nos comentários, os links para os sites dos autores dos comentários contém a tag nofollow. Um outro exemplo claro é o caso da Wikipedia, que faz nofollow para todos, isto mesmo, todos os links externos da sua rede de páginas. Por fim, podemos ver o exemplo do Twitter, que utiliza-se da mesma “‘tática” da Wikipedia, inserindo a tag nofollow em todos os seus links externos.

A visão do Google

Segundo o Google, existem 3 principais usos da tag nofollow:

  • Conteúdo não confiável, quando o autor do website não confia em links que são inseridos por seus usuários. É o caso clássico da área de comentários de um blog;
  • Links Pagos, o Google sugere que quando se vende links, eles devem conter a tag nofollow para não influenciar nos rankings (no caso o PageRank);
  • Priorização no rastreamento, em caso de páginas desnecessárias, ou sem função para os mecanismos de busca, você pode optar por usar a tag nofollow nestes links.

É importante ressaltar que o Google não segue os links com nofollow, ou seja, não transfere o texto âncora ou do PageRank para esses links.

O Real Problema

Por medo, ou receio, os grandes websites colaborativos, ou os blogs, estão inserindo em seus links externos a tag nofollow, criando um processo de “silo-ing”, onde todo o “juice” fica retido dentro daquele website, não passando nenhuma forma de “confiança” em outro conteúdo na web.

Mas no bom senso, quantos de nós já lemos um artigo na Wikipedia e achamos uma referência que era ruim? Eu nunca encontrei uma referência de baixa qualidade em um artigo consistente na Wikipedia, simplesmente pelo fato de os usuários construírem o conteúdo e manterem apenas referências de qualidade e que sejam relacionadas ao tema.

Agora pense como um search engine e desconsidere a tag nofollow: não seria um grande indicativo um link da Wikipedia para uma outra página, onde ambas as páginas são relevantes para o mesmo conteúdo?

Eu exemplifico: imagine a página de Flores da Wikipedia, que linka para uma página de “tipos raros de flores”. Para o mecanismo de busca, seria uma informação muito valiosa saber que esta página da Wikipedia referencia a página de tipos raros de flores, pois vários usuários repassaram aquele conteúdo e acreditam que ele é extremamente relevante. Ou ainda olhando por outro lado, seria muito importante os search engines saberem que aquela página de “tipos raros de flores” existe.

O mesmo podemos estender para o Twitter:

  • Quantos de nós, enviamos links de baixa qualidade no Twitter? Se você fizer isto, não terá nenhum seguidor que clique neste link de má qualidade;
  • E quantas páginas enviamos e ainda não possuímos links de lugar algum? Como por exemplo, um artigo que você acaba de publicar no seu blog, ou ainda de uma página de testes que você está fazendo.

Agora pense, como a tag nofollow toda a informação de conexão entre as páginas se perde, podendo até chegar no caso extremo, onde a página sequer será indexada por não possuir nenhum link sem nofollow apontando para ela. Este é o real problema.

E então? Os Search Engines deveriam seguir os links nofollow?

Não creio que a solução seja seguir todos os links com nofollow, mas sim, seguir links com nofollow em fontes confiáveis de conteúdo, como Wikipedia ou Twitter, definindo um novo padrão nas buscas.

Outra solução seria a implantação de outras tags de referência, onde você informaria que aquele conteúdo existe, mas você não quer influenciar nos rankings.

Uma solução, o uso de XFN

O XFN (XHTML Friends Network) é uma forma de representar relações humanas através de links. Muito já se utilizou/utiliza em blogs, que foram os grandes utilizadores deste sistema.

Com o uso deste padrão, poderia-se expandir para o uso das idéias de rankings, definindo se você deseja ou não passar linkjuice, mas possibilitando que os search engines encontrassem o conteúdo referenciado.

E você o que acha destas idéias? Possui alguma outra alternativa? Compartilhe-as nos nossos comentários!