Você já passou horas navegando entre diversas abas do Google Analytics, tentando juntar dados de tráfego para apresentar ao seu cliente ou para a diretoria da empresa? Já se sentiu frustrado ao perceber que, em vez de analisar o comportamento dos visitantes do site de forma estratégica, você estava apenas copiando e colando números em planilhas?
Se a resposta for sim, você não está sozinho. Essa é uma dor muito comum entre profissionais de marketing digital, analistas de dados, gestores de agências e até donos de e-commerce.
O problema não está na falta de dados, pelo contrário. Hoje temos acesso a um volume imenso de informações sobre o comportamento dos visitantes. O verdadeiro desafio é transformar esses dados em insights acionáveis de maneira rápida, visual e profissional.
E é exatamente aí que entra a importância de ter um dashboard bem estruturado. Leia o artigo e entenda mais sobre o assunto!
Por que ter um dashboard para monitorar acessos e visitantes é essencial?
Entender quem visita seu site, de onde essas pessoas vêm, o que fazem durante a navegação e se convertem em leads ou clientes é fundamental para qualquer estratégia digital bem-sucedida. Sem essas informações, você está navegando às cegas.
Pense em um e-commerce que investe milhares de reais em campanhas de Google Ads e Meta Ads todos os meses. Se esse negócio não acompanha de perto as métricas de tráfego (como taxa de rejeição, tempo médio no site, páginas mais visitadas e origem dos acessos) como saber se o investimento está gerando retorno? Como identificar que uma campanha específica está trazendo visitantes qualificados enquanto outra só está queimando budget com cliques que não convertem?
Ou imagine uma agência de marketing digital que gerencia 15 sites de clientes diferentes. Cada um desses sites tem objetivos distintos: alguns focam em geração de leads B2B, outros em vendas diretas de produtos, alguns querem aumentar o alcance de conteúdo. Como acompanhar tudo isso de forma eficiente sem perder horas todos os dias apenas coletando dados?
A resposta está na análise contínua e estruturada do tráfego. E mais importante ainda: na capacidade de visualizar esses dados de forma clara, centralizada e em tempo real.
Quando você monitora os acessos ao seu site com dashboards bem construídos, consegue:
- identificar rapidamente tendências de crescimento ou queda no tráfego, permitindo ações corretivas imediatas;
- entender quais canais de marketing (orgânico, pago, redes sociais, e-mail marketing) estão trazendo os visitantes mais qualificados;
- descobrir gargalos na jornada do usuário, como páginas com alta taxa de rejeição que precisam ser otimizadas;
- validar hipóteses sobre o comportamento do público, usando dados concretos em vez de achismos;
- demonstrar valor para clientes ou stakeholders, apresentando resultados de forma visual e profissional.
A diferença entre ter dados e saber interpretá-los
Aqui está uma verdade que muitos profissionais aprendem da forma mais difícil: ter acesso aos dados não é o mesmo que ter insights.
O Google Analytics 4, por exemplo, oferece uma quantidade impressionante de métricas. São dezenas de relatórios, milhares de combinações de dimensões e métricas, filtros avançados, segmentações complexas. É informação demais. E informação demais sem contexto ou organização acaba virando só ruído.
Você já abriu o GA4 e ficou perdido tentando encontrar um relatório específico? Ou gastou 20 minutos configurando um filtro personalizado só para extrair um número que deveria estar na ponta dos dedos? Pois é, isso acontece porque a ferramenta foi feita para ser poderosa e completa, mas não necessariamente prática para o dia a dia.

E tem outro ponto: quando você precisa cruzar dados de diferentes fontes (Google Analytics com Google Ads, com Facebook Ads, com dados do seu e-commerce), a complexidade aumenta exponencialmente. Cada plataforma tem sua interface própria, sua lógica de relatórios, seu jeito de apresentar métricas. Unificar tudo isso manualmente vira um trabalho hercúleo.
O papel dos dashboards especializados
Um dashboard não é apenas uma tela bonita com gráficos coloridos. É uma ferramenta estratégica que:
- Centraliza os dados mais importantes em um único lugar
- Atualiza automaticamente, eliminando trabalho manual repetitivo
- Apresenta informações de forma visual e intuitiva, facilitando a compreensão rápida
- Permite comparações de período, identificando variações e tendências
- Pode ser compartilhado com clientes, equipe ou stakeholders sem complicação
Quando você domina a criação de dashboards eficientes, deixa de ser apenas um “copiador de números” e se torna um analista estratégico. Você passa menos tempo no operacional e mais tempo fazendo o que realmente gera valor: interpretando dados, propondo otimizações, tomando decisões baseadas em evidências.
E se você trabalha em uma agência, freelancer ou como analista interno, ter dashboards profissionais e automatizados é o que separa um trabalho mediano de um trabalho excepcional. É o que faz o cliente olhar para você e pensar: “esse cara realmente entende do negócio”.
Neste artigo, vou ensinar como criar dashboards de acessos e visitantes de forma prática, profissional e principalmente rápida, usando a Reportei, uma ferramenta brasileira de análise de dados em dashboards e relatórios de marketing digital que já é usada por mais de 10.000 profissionais em 45 países.
Você vai entender exatamente quais métricas monitorar, como estruturar seus painéis para diferentes objetivos, como integrar múltiplas fontes de dados e, o mais importante, como transformar números em decisões estratégicas que realmente movem o ponteiro.
O que é um dashboard de acessos e visitantes?
Um dashboard de acessos e visitantes é um painel visual que centraliza as principais métricas sobre o tráfego do seu site em uma única tela. Pense nele como o painel de um carro: em vez de precisar abrir o capô e verificar cada componente separadamente, você tem todos os indicadores importantes (velocidade, combustível, temperatura) organizados à sua frente para consulta rápida.
No contexto digital, esse painel reúne informações sobre quem está visitando seu site, de onde essas pessoas vêm, o que elas fazem durante a navegação e se estão realizando as ações que você espera delas (conversões, cadastros, compras, downloads).
A diferença entre um dashboard e um relatório tradicional é simples mas fundamental: o relatório costuma ser estático, mostrando dados de um período específico já encerrado. O dashboard, por outro lado, é dinâmico e atualiza automaticamente conforme novos dados chegam. Isso significa que você pode acompanhar o desempenho do seu site em tempo real, identificar problemas rapidamente e tomar decisões baseadas nas informações mais recentes disponíveis.
Componentes essenciais de um dashboard de tráfego eficiente
Veja quais são as características que não podem faltar em um bom dashboard:
Visualização clara e objetiva
Nem todas as métricas têm a mesma importância. Um bom dashboard coloca em destaque os indicadores mais críticos para o seu objetivo (visitantes únicos, taxa de conversão, principais fontes de tráfego) e deixa informações secundárias em posições menos proeminentes.
Comparativos de período
A capacidade de comparar o desempenho atual com períodos anteriores (semana passada, mês passado, mesmo período do ano anterior) é essencial para identificar tendências, sazonalidades e o impacto de ações específicas.

Segmentação de dados
Poder filtrar informações por canal de origem, dispositivo, localização geográfica ou outros critérios permite análises mais profundas e direcionadas.
Atualização automática
O dashboard deve buscar os dados das fontes originais (como Google Analytics 4) automaticamente, sem necessidade de intervenção manual toda vez que você quiser visualizar informações atualizadas.
Personalização
Cada negócio tem suas particularidades. Um e-commerce precisa focar em métricas diferentes de um blog de conteúdo ou de um site de geração de leads B2B. O dashboard deve ser personalizável para atender essas necessidades específicas.
Principais métricas para acompanhar
Agora que você entendeu o que é um dashboard, vamos ao que realmente importa: quais números você deve acompanhar. Aqui está um guia prático das métricas mais importantes e o que cada uma delas revela sobre o desempenho do seu site.
Visitantes únicos vs. sessões
Essa é uma das confusões mais comuns em análise de tráfego. Visitantes únicos representam o número de pessoas diferentes que acessaram seu site em um período. Sessões representam o número total de visitas, independentemente de serem da mesma pessoa ou não.

Por exemplo: se João visitou seu site na segunda-feira de manhã e voltou na terça-feira à tarde, isso conta como 1 visitante único e 2 sessões. Acompanhar ambas as métricas é importante porque elas contam histórias diferentes. Um número alto de sessões com poucos visitantes únicos pode indicar que você tem uma audiência fiel que retorna frequentemente. Já muitos visitantes únicos com poucas sessões pode significar que você está atraindo pessoas novas, mas elas não estão voltando.
Páginas mais visitadas
Saber quais páginas do seu site recebem mais acessos ajuda a entender o que interessa ao seu público. Se você tem um blog, as páginas mais visitadas mostram quais temas geram mais engajamento. Se é um e-commerce, revelam quais produtos ou categorias atraem mais atenção. Essa métrica também ajuda a identificar oportunidades: uma página muito visitada mas com baixa conversão pode precisar de otimizações na call-to-action ou no layout.
Taxa de rejeição
A taxa de rejeição indica a porcentagem de visitantes que entraram no site e saíram sem interagir com nenhum outro elemento além da página inicial. Uma taxa de rejeição alta não é necessariamente ruim em todos os casos. Se alguém busca no Google “horário de funcionamento da loja X”, entra no site, encontra a informação na primeira página e sai, tecnicamente isso é uma rejeição, mas o usuário conseguiu o que queria.
No entanto, em situações onde você espera que o visitante navegue (como em um e-commerce ou site de conteúdo), uma taxa de rejeição acima de 70% geralmente indica problemas: página demorando para carregar, conteúdo que não corresponde ao que o usuário esperava, design confuso ou falta de calls-to-action claras.
Tempo médio no site
Quanto tempo, em média, os visitantes passam navegando no seu site? Essa métrica ajuda a entender o nível de engajamento. Um tempo muito baixo (menos de 30 segundos) pode significar que as pessoas não estão encontrando o que procuram ou que o conteúdo não é relevante. Um tempo alto indica que o conteúdo está prendendo a atenção e gerando interesse.
Para blogs e sites de conteúdo, é especialmente importante acompanhar o tempo médio em cada artigo. Se você escreveu um texto de 2.000 palavras e o tempo médio de leitura é de 20 segundos, claramente as pessoas não estão lendo até o fim.
Origem do tráfego
De onde vêm seus visitantes? Essa é uma das informações mais valiosas para qualquer estratégia de marketing digital. As principais origens de tráfego são:
- tráfego orgânico: visitantes que encontraram seu site através de buscadores como Google, sem que você tenha pago por isso. Indica a força da sua estratégia de SEO;
- tráfego direto: pessoas que digitaram seu endereço diretamente no navegador ou clicaram em um link salvo. Geralmente representa quem já conhece sua marca;
- tráfego pago: Acessos originados de campanhas pagas como Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads, Pinterest Ads etc. Permite avaliar o retorno sobre investimento em mídia paga;
- tráfego de referência: visitantes que chegaram através de links em outros sites. Pode indicar parcerias, menções em blogs, links em diretórios etc;
- tráfego social: acessos vindos de redes sociais como Instagram, Facebook, LinkedIn, TikTok. Mostra a efetividade da sua presença e estratégia em mídias sociais;
- tráfego de e-mail: visitantes que clicaram em links enviados por e-mail marketing ou newsletters. Fundamental para quem trabalha com nutrição de leads.
Acompanhar a distribuição entre esses canais ajuda a identificar onde investir mais esforço e budget, além de revelar dependências perigosas (como ter 90% do tráfego vindo de uma única fonte).

Dispositivos utilizados
Seus visitantes acessam o site pelo computador, celular ou tablet? Essa informação é crítica para decisões de desenvolvimento e otimização. Se 80% do seu tráfego vem de dispositivos móveis mas seu site não é responsivo ou carrega lentamente no celular, você está perdendo oportunidades.
Além disso, o comportamento do usuário pode variar significativamente entre dispositivos. Usuários mobile tendem a ter sessões mais curtas e podem estar em contextos diferentes (no transporte público, na fila do banco) comparados a quem acessa do computador em casa ou no escritório.
Conversões
No final do dia, o que realmente importa são as conversões. Dependendo do tipo do seu site, isso pode significar vendas concluídas, formulários preenchidos, downloads de materiais, inscrições em newsletter, agendamentos de demo, entre outros.
Acompanhar a taxa de conversão (porcentagem de visitantes que completam a ação desejada) é fundamental. Você pode ter 10.000 visitantes por mês, mas se apenas 5 deles convertem, há um problema sério. Por outro lado, ter “apenas” 1.000 visitantes mas com 100 conversões é um cenário muito mais saudável.
Essas são as métricas fundamentais que todo dashboard de acessos e visitantes deve contemplar. A forma como você organiza e prioriza cada uma delas vai depender dos objetivos específicos do seu projeto, mas ter clareza sobre o que cada número significa é o primeiro passo para análises realmente estratégicas.
Desafios da criação manual de um dashboard de tráfego
Antes de mostrar a solução, é importante entender exatamente qual é o problema. A criação manual de dashboards e relatórios de tráfego não é apenas demorada, ela representa um gargalo significativo na produtividade de profissionais de marketing digital. Desde o tempo perdido coletando dados em múltiplas plataformas até os riscos de erro humano e a dificuldade de manter informações sempre atualizadas, esse processo operacional consome recursos que poderiam estar sendo investidos em análise estratégica e otimização de resultados.
Vamos detalhar os principais desafios que você provavelmente já enfrentou.
Tempo gasto coletando dados de múltiplas fontes
Vamos falar sobre a realidade de quem trabalha com análise de tráfego no dia a dia. Se você já precisou criar um relatório de desempenho do site manualmente, sabe exatamente o que vem a seguir.
O processo típico funciona mais ou menos assim: você abre o Google Analytics 4, navega até o relatório de aquisição de tráfego, anota (ou copia para uma planilha) o número total de usuários do período. Depois vai até o relatório de engajamento para pegar o tempo médio de sessão e a taxa de rejeição. Em seguida, precisa acessar o relatório de páginas e telas para identificar quais foram as mais visitadas.
- Leia também: 15 alternativas ao Google Analytics
Mas não para por aí. Se você trabalha com tráfego pago, precisa abrir o Google Ads em outra aba para verificar quantos cliques vieram das campanhas, qual foi o custo por clique, quantas conversões foram geradas. Se também roda campanhas no Meta Ads, lá vai você para mais uma plataforma coletar os mesmos tipos de dados.

Quer cruzar informações de SEO? Então é hora de abrir o Google Search Console para verificar impressões, cliques, posição média e CTR das páginas nos resultados de busca. Tem uma loja virtual? Adicione mais uma aba para conferir dados de vendas, produtos mais vendidos e ticket médio no painel do Shopify, WooCommerce ou Nuvemshop.
Agora multiplique esse processo pelo número de clientes que você atende. Se você trabalha em uma agência com 10 contas ativas, está falando de abrir literalmente dezenas de abas diferentes, fazer login em múltiplas plataformas, copiar dados manualmente, colar em planilhas, formatar células, criar gráficos.
O tempo necessário para fazer isso é absurdo. E estamos falando apenas da coleta. Ainda não começamos a interpretar os dados, identificar padrões ou gerar insights.
Um estudo realizado pela própria Reportei com seus usuários mostrou que profissionais que criavam relatórios manualmente gastavam em média de 3 a 5 horas por semana apenas coletando e organizando dados. Isso representa entre 12 e 20 horas por mês. Quase três dias úteis de trabalho dedicados exclusivamente a uma tarefa operacional que não agrega valor estratégico direto.
E tem outro problema: enquanto você está nesse processo manual, os dados já estão ficando desatualizados. Aquele número que você copiou do Google Analytics há duas horas? Já mudou. A campanha que estava performando bem de manhã pode ter piorado à tarde, mas você só vai descobrir isso amanhã quando refizer todo o processo.
H3: Dificuldade de unificar Google Analytics com outras ferramentas
Mesmo quando você consegue coletar todos os dados necessários, surge um desafio ainda maior: fazer com que eles conversem entre si de forma coerente.
Cada plataforma digital tem sua própria lógica de atribuição, seus próprios critérios de contagem e sua própria forma de categorizar informações. O Google Analytics conta uma conversão de um jeito, o Google Ads pode contar de outro, o Facebook Ads de outro ainda diferente. Isso acontece porque cada ferramenta tem seus próprios cookies, janelas de atribuição e metodologias de rastreamento.
Por exemplo: um usuário vê um anúncio no Instagram, clica mas não compra naquele momento. Três dias depois, ele pesquisa sua marca no Google, clica em um resultado orgânico e finaliza a compra. Para o Google Analytics, isso pode ser uma conversão orgânica. Para o Meta Ads, pode ser uma conversão view-through (o usuário viu o anúncio mesmo sem clicar). Ambas as ferramentas vão querer crédito pela mesma conversão.
Quando você tenta unificar esses dados manualmente em uma planilha ou dashboard, precisa tomar decisões sobre qual fonte considerar como verdade. E essas decisões nem sempre são óbvias ou consistentes.
Outro exemplo prático: você quer entender o custo real de aquisição de um cliente que veio do tráfego pago. Para isso, precisa pegar o investimento total em anúncios (que está no Google Ads e no Meta Ads), cruzar com o número de visitantes que esses anúncios geraram (que está no Google Analytics), e depois verificar quantos desses visitantes realmente converteram em clientes (que pode estar no seu sistema de e-commerce ou CRM).
São três, quatro ou até cinco fontes diferentes que você precisa consultar, copiar dados, calcular manualmente e torcer para não errar nenhuma fórmula no caminho. E se algum dado mudar em uma das fontes? Você precisa refazer tudo de novo.
A questão é que cada ferramenta foi criada para resolver um problema específico. O Google Analytics foi feito para análise de comportamento no site. O Google Ads foi feito para gerenciar campanhas de busca paga. O Meta Ads para anúncios em redes sociais. Nenhuma delas foi desenhada pensando em centralizar tudo em um único lugar de forma visual e integrada.
Existem soluções nativas como o Google Looker Studio (antigo Data Studio), que permite conectar várias fontes de dados. Mas mesmo essas ferramentas exigem configuração técnica complexa, conhecimento de conectores, manipulação de campos personalizados e manutenção constante. Para cada nova integração que você quer fazer, precisa configurar credenciais, autorizar acessos, ajustar dimensões e métricas.
Para um analista experiente, isso pode ser viável. Mas para a maioria dos profissionais de marketing, gestores de tráfego, social media e até mesmo donos de negócio que precisam acompanhar resultados, essa curva de aprendizado é muito íngreme.
Atualização manual e risco de erros
Agora vamos falar de um problema que não é só inconveniente, mas potencialmente perigoso: o erro humano em processos manuais.
Quando você está copiando e colando dezenas de números entre diferentes plataformas e planilhas, a chance de cometer um erro é enorme. E esses erros podem ter consequências sérias.
Imagine que você está preparando um relatório mensal para um cliente de e-commerce. Você copia o número de visitantes únicos do Google Analytics, mas acidentalmente pega o número de sessões em vez de usuários. São métricas parecidas, mas diferentes. O cliente olha para aquele número inflado e acha que o site teve muito mais alcance do que realmente teve. Baseado nisso, ele pode tomar decisões equivocadas de investimento ou de estratégia.
Ou outro cenário: você está montando um comparativo de performance mês a mês. Na pressa, seleciona o período errado em uma das plataformas, pegando dados de 28 dias em vez de 30, ou comparando janeiro com fevereiro (que têm números diferentes de dias). O comparativo fica completamente descalibrado, mas pode passar despercebido se você não revisar com atenção.
Tem também o problema de versões. Você manda um relatório por e-mail para o cliente na segunda-feira. Na terça, percebe que errou um número e precisa enviar uma versão corrigida. Na quarta, o cliente pede para adicionar mais uma métrica e lá vai você criar a versão 3. No fim da semana, ninguém mais sabe qual é a versão final e correta do relatório.
Esse tipo de situação, além de gerar retrabalho, prejudica sua credibilidade profissional. O cliente começa a questionar se pode confiar nos números que você apresenta. E uma vez que a confiança é quebrada, é muito difícil recuperar.
A atualização manual também cria dependência. Se você é a única pessoa que sabe como coletar e organizar todos esses dados, o que acontece quando você tira férias? Ou fica doente? Ou simplesmente está ocupado com outra demanda urgente? O relatório não sai, o cliente fica sem visibilidade e o trabalho se acumula para você resolver depois.
Além disso, quanto mais tempo você gasta em tarefas operacionais repetitivas, menos tempo sobra para o que realmente agrega valor: análise estratégica, identificação de oportunidades, proposição de melhorias, testes de novas abordagens.
Você não foi contratado (ou não montou sua agência) para ser um robô que copia e cola números. Você foi contratado para pensar, para resolver problemas, para gerar resultados. Mas quando 40%, 50%, às vezes 60% do seu tempo está preso em trabalho manual, sua capacidade de entregar valor fica drasticamente reduzida.
E tem um último ponto que precisa ser dito: esse modelo de trabalho manual simplesmente não escala. Se você atende 5 clientes hoje e consegue (com muito esforço) dar conta de todos os relatórios, o que acontece quando conseguir o sexto cliente? E o sétimo? E o décimo?
A matemática é simples: seu tempo é finito. Se cada cliente demanda X horas de trabalho manual por mês, eventualmente você vai bater no teto. Ou vai precisar contratar mais gente (aumentando custos), ou vai precisar recusar novos clientes (limitando crescimento), ou vai começar a entregar trabalho de qualidade inferior (perdendo clientes).
Nenhuma dessas opções é boa. A única saída sustentável é automatizar o que pode ser automatizado, e dashboards automatizados de tráfego são exatamente isso: uma forma de eliminar trabalho manual repetitivo, reduzir erros, economizar tempo e escalar suas operações sem perder qualidade.
Como a Reportei simplifica a criação de Dashboards de acesso
Depois de entender todos os desafios que envolvem a criação manual de dashboards de tráfego, chegou a hora de conhecer a solução que está transformando a rotina de milhares de profissionais de marketing digital. A Reportei foi desenvolvida especificamente para eliminar o trabalho operacional repetitivo, centralizar dados de múltiplas fontes e permitir que você crie dashboards profissionais em questão de minutos, não de horas. Vamos explorar como a ferramenta resolve cada um dos problemas que acabamos de discutir.
Integração nativa com GA4
O Google Analytics 4 é hoje a principal ferramenta de análise de comportamento em sites e aplicativos. Praticamente todo negócio digital sério usa o GA4 para entender quem são seus visitantes, de onde vêm e o que fazem durante a navegação. O problema é que, apesar de poderoso, o GA4 tem uma interface que pode ser confusa e relatórios que exigem configuração técnica.
A Reportei resolve isso com uma integração nativa e direta com o Google Analytics 4. Isso significa que você não precisa exportar arquivos CSV, copiar e colar dados ou fazer qualquer tipo de gambiarra. A conexão acontece através da API oficial do Google, garantindo que os dados sejam sempre precisos e atualizados.
Para isso, você conecta sua conta do Google Analytics 4 à Reportei uma única vez. O processo é simples: você autoriza o acesso através da sua conta Google (o mesmo login que você usa para acessar o Analytics), seleciona qual propriedade quer monitorar e pronto. A partir desse momento, todos os dados do GA4 ficam disponíveis para você usar nos seus dashboards.
A integração puxa automaticamente as principais métricas que você precisa acompanhar: número de usuários (visitantes únicos), sessões, visualizações de página, taxa de engajamento, tempo médio de engajamento, taxa de rejeição, principais páginas visitadas, origens de tráfego, dispositivos utilizados, localização geográfica dos visitantes e muito mais.
Você não precisa entender de APIs, não precisa saber programar, não precisa configurar credenciais complexas. A Reportei cuida de toda a parte técnica nos bastidores. Você só precisa escolher quais métricas quer exibir no seu dashboard.
E tem mais: a integração é bidirecional em termos de período. Você pode criar dashboards que mostram dados em tempo real (literalmente atualizados minuto a minuto) ou que focam em períodos específicos (última semana, último mês, últimos 90 dias, período personalizado). Tudo com poucos cliques.
Outro diferencial importante é que a Reportei já vem com modelos prontos de dashboards específicos para Google Analytics 4. Se você não quer perder tempo decidindo quais métricas incluir ou como organizar visualmente os dados, pode simplesmente escolher um template pronto e personalizá-lo conforme necessário.
Esses templates foram desenvolvidos por especialistas em análise de dados e já seguem as melhores práticas do mercado. Eles destacam as métricas mais relevantes, usam visualizações apropriadas para cada tipo de dado (gráficos de linha para tendências, gráficos de pizza para distribuição, tabelas para rankings) e organizam tudo de forma lógica e fácil de entender.
Conexão com Google Search Console para dados de SEO
Se você trabalha com SEO ou simplesmente quer entender como seu site está performando nos resultados de busca orgânica do Google, o Search Console é essencial. Ele mostra quais palavras-chave estão levando pessoas ao seu site, quantas impressões e cliques você recebe, qual a posição média das suas páginas e quais são os erros técnicos que podem estar prejudicando seu ranqueamento.
O problema é que os dados do Search Console ficam isolados. Você pode vê-los na interface própria da ferramenta, mas cruzar essas informações com dados de tráfego do Google Analytics ou de conversões do seu e-commerce exige trabalho manual.
A Reportei também tem integração nativa com o Google Search Console, permitindo que você adicione métricas de SEO diretamente no mesmo dashboard onde já estão os dados de tráfego do GA4.
Por que isso é importante? Imagine que você quer entender se o trabalho de SEO que está fazendo está realmente trazendo resultados. Você pode criar um dashboard que mostra, lado a lado, a evolução de impressões e cliques orgânicos (do Search Console) junto com o número de sessões orgânicas e conversões (do Google Analytics 4).
Assim fica fácil identificar correlações: se as impressões estão aumentando mas os cliques não, pode ser que suas meta descriptions precisem melhorar. Se os cliques estão crescendo mas as conversões não acompanham, talvez o problema esteja na página de destino ou na oferta.
A integração com o Search Console também permite que você acompanhe métricas específicas como:
- principais consultas de pesquisa: quais termos as pessoas digitam no Google antes de clicar no seu site. Isso revela a intenção de busca real do seu público e pode dar insights valiosos para criação de conteúdo;
- páginas com melhor desempenho orgânico: quais URLs do seu site recebem mais tráfego vindo de buscas. Você pode identificar suas páginas campeãs e entender o que elas têm de especial para replicar em outras;
- taxa de cliques (CTR) por posição: qual porcentagem de pessoas que veem seu link nos resultados de busca realmente clica nele. Um CTR baixo mesmo em posições boas (top 3, por exemplo) indica que seu título ou descrição não são atraentes o suficiente;
- posição média nos resultados: se você está subindo ou descendo no ranking para suas palavras-chave mais importantes. Acompanhar essa métrica ao longo do tempo ajuda a validar se suas otimizações de SEO estão funcionando.
Assim como acontece com o GA4, você não precisa fazer configurações complicadas. É só autorizar o acesso à sua propriedade do Search Console e escolher quais métricas quer incluir no dashboard. A Reportei busca os dados automaticamente e os apresenta de forma visual e integrada com as outras fontes.
Visualização em tempo real dos dados do site
Aqui está uma das maiores vantagens de usar um dashboard automatizado em vez de relatórios estáticos: a capacidade de ver o que está acontecendo agora, neste exato momento.
Quando você cria um relatório manual em uma planilha, está fotografando um momento específico. Aqueles números representam o passado. Ontem, semana passada, mês passado. No momento em que você termina de montar o relatório e envia para o cliente, os dados já estão desatualizados.
Com os dashboards da Reportei conectados ao Google Analytics 4 e outras fontes, você tem acesso a dados em tempo real. Isso muda completamente a dinâmica de como você trabalha. Entenda quais são as situações onde a visualização em tempo real faz diferença:
Lançamento de campanhas
Você acabou de colocar no ar uma nova campanha de tráfego pago ou publicou um conteúdo que está sendo promovido nas redes sociais. Em vez de esperar até o dia seguinte para saber se está funcionando, você abre o dashboard e vê imediatamente quantos visitantes estão chegando, de onde vêm, quanto tempo ficam no site e se estão convertendo.
Black Friday e datas sazonais
Se você trabalha com e-commerce, sabe que em datas especiais o volume de tráfego pode explodir. Ter um dashboard em tempo real permite monitorar se o servidor está aguentando a carga, se as páginas de produto estão carregando normalmente, se o checkout está funcionando. Você consegue identificar problemas e agir rapidamente antes de perder vendas.
Gestão à vista
Muitas agências e empresas gostam de ter um monitor grande na parede exibindo os principais indicadores o tempo todo. Com dashboards em tempo real, toda a equipe pode acompanhar a performance e se manter alinhada. Quando todo mundo vê os números subindo (ou descendo), cria-se uma cultura de dados e accountability.

Apresentações para clientes
Durante uma reunião com o cliente, em vez de mostrar slides com números de semana passada, você pode abrir o dashboard ao vivo e mostrar exatamente o que está acontecendo naquele momento. Isso passa muito mais credibilidade e transparência.
Identificação rápida de anomalias
Se de repente o tráfego do site cai pela metade ou dispara sem motivo aparente, você é alertado imediatamente. Pode ser que o site tenha saído do ar, que uma campanha tenha sido pausada acidentalmente ou que você tenha aparecido em algum veículo grande de mídia. Seja qual for o motivo, quanto mais rápido você souber, mais rápido pode reagir.
A visualização em tempo real também é importante para validar mudanças. Você fez uma alteração no site, otimizou uma página, mudou o call-to-action. Como saber se teve efeito? Acompanhando os dados nas horas e dias seguintes. Se a taxa de conversão melhorou, você valida a hipótese. Se piorou, pode reverter rapidamente.
E o melhor: você não precisa ficar atualizando a página manualmente. Os dashboards da Reportei se atualizam sozinhos conforme novos dados chegam das fontes integradas. É só deixar aberto e acompanhar.
Essa combinação de integração nativa com GA4, conexão com Search Console e visualização em tempo real transforma completamente a forma como você trabalha com dados de tráfego. O que antes levava horas agora leva minutos. O que antes era estático e desatualizado agora é dinâmico e atual. O que antes era fragmentado em várias ferramentas agora está centralizado em um único lugar.
E isso é só o começo. Nos próximos tópicos, vamos ver o passo a passo prático de como criar seu próprio dashboard de acessos na Reportei e explorar recursos ainda mais avançados que vão elevar seu trabalho a outro nível.
Passo a passo para criar seu dashboard de acessos na Reportei
Agora que você entendeu os benefícios e as funcionalidades que a Reportei oferece, vamos colocar a mão na massa. Este guia prático vai mostrar exatamente como criar seu primeiro dashboard de acessos e visitantes do zero, mesmo que você nunca tenha usado a ferramenta antes. O processo é mais simples do que você imagina e, seguindo estes passos, você terá um dashboard profissional funcionando em menos de 10 minutos.
Passo 1: conectando o GA4 à Reportei
O primeiro passo para ter dados no seu dashboard é conectar as fontes de informação. Vamos começar pelo Google Analytics 4, que é a base para qualquer análise de tráfego de site.
Após criar sua conta na Reportei (você pode começar com o teste gratuito de 3 dias), o processo de integração é bastante direto:
- Acesse a área de integrações: dentro da plataforma Reportei, você vai encontrar um menu lateral com todas as opções. Procure pela seção de integrações ou canais. Ali estarão listadas todas as mais de 30 plataformas que a Reportei se conecta;
- Selecione Google Analytics 4: clique no card ou botão do Google Analytics 4. Você será direcionado para uma tela de autorização;
- Autorize o acesso: a Reportei vai solicitar que você faça login com sua conta Google (a mesma que você usa para acessar o Google Analytics). Esse é um processo seguro que usa o protocolo OAuth do Google, ou seja, a Reportei não tem acesso à sua senha. Você está simplesmente autorizando que a ferramenta leia os dados da sua propriedade do Analytics;
- escolha a propriedade: se você gerencia mais de um site no Google Analytics 4, vai aparecer uma lista com todas as propriedades disponíveis. Selecione qual você quer conectar. Se você tiver múltiplos clientes ou projetos, pode repetir esse processo e conectar várias propriedades diferentes;
- confirme a integração: depois de selecionar a propriedade, a Reportei vai fazer um teste de conexão para garantir que tudo está funcionando. Em poucos segundos você recebe a confirmação de que a integração foi bem-sucedida e os dados já estão disponíveis.
Pronto. Seu Google Analytics 4 está conectado. Você não precisou mexer com códigos, APIs, chaves de acesso ou qualquer configuração técnica complicada. Foi literalmente clicar em alguns botões e autorizar.
Importante: se você também quiser integrar o Google Search Console (altamente recomendado para ter dados de SEO), o processo é praticamente idêntico. Você encontra o Search Console na mesma área de integrações, clica, autoriza com sua conta Google e seleciona a propriedade. Leva menos de um minuto.
Passo 2: selecionando as métricas mais relevantes
Agora que os dados estão conectados, é hora de decidir o que você quer mostrar no seu dashboard. A Reportei oferece duas abordagens aqui, e você pode escolher a que faz mais sentido para você:
Começar com um template pronto
Se você quer economizar tempo e não tem certeza de quais métricas priorizar, pode usar um dos modelos prontos de dashboard de Google Analytics 4 que a Reportei disponibiliza. Esses templates já vêm com as principais métricas organizadas de forma lógica e visual.
Para usar um template, você vai na seção de criação de novo dashboard, escolhe a opção de usar modelo pronto, seleciona o template de GA4 e pronto. O dashboard é criado automaticamente com todas as métricas pré-configuradas. Depois você pode personalizar, adicionar ou remover elementos conforme preferir.
Criar do zero, de forma personalizada
Se você prefere ter controle total desde o início, pode criar um dashboard em branco e ir adicionando as métricas uma a uma. A interface da Reportei funciona no estilo arrastar e soltar, então é bastante intuitivo.
Você tem acesso a uma biblioteca de widgets (elementos visuais) que podem ser adicionados ao dashboard:
- métricas destacadas (cards): aqueles números grandes que aparecem no topo do dashboard. Normalmente você coloca aqui os KPIs principais como total de usuários, total de sessões, taxa de conversão. São os primeiros números que você quer que chamem atenção;
- gráficos de linha: perfeitos para mostrar evolução ao longo do tempo. Por exemplo, um gráfico mostrando o número de visitantes dia a dia durante o último mês permite identificar tendências, picos e quedas facilmente;
- gráficos de pizza ou rosca: ideais para mostrar distribuição e proporções. Por exemplo, qual a porcentagem de tráfego que vem de desktop vs. mobile vs. tablet, ou como o tráfego se divide entre orgânico, pago, direto e social;
- tabelas: úteis para rankings e listas. Por exemplo, as 10 páginas mais visitadas, as principais origens de tráfego com seus respectivos números, os dispositivos mais usados;
- gráficos de barras: bons para comparações. Por exemplo, comparar o desempenho de diferentes canais de aquisição lado a lado, ou mostrar quais países trazem mais visitantes.
Você simplesmente arrasta o tipo de visualização que quer para a área do dashboard, conecta com a métrica correspondente do Google Analytics 4 (a Reportei mostra uma lista de todas as métricas disponíveis) e ajusta o visual conforme preferir.
Para um dashboard de acessos e visitantes básico mas completo, recomendamos incluir pelo menos:
- um card destacado com o número total de usuários (visitantes únicos) do período selecionado;
- um card com o total de sessões;
- um card com a taxa de engajamento ou tempo médio de engajamento;
- um gráfico de linha mostrando a evolução diária de usuários;
- um gráfico de pizza mostrando a distribuição de tráfego por canal (orgânico, direto, pago, social, referência);
- uma tabela com as 10 páginas mais visitadas;
- um gráfico ou tabela mostrando a divisão entre dispositivos (desktop, mobile, tablet);
- se tiver integrado o Search Console, adicione também cards com impressões e cliques orgânicos.
Isso dá uma visão 360 graus do tráfego do site sem sobrecarregar o dashboard com informação demais. Lembre-se: menos é mais. É melhor ter 8 ou 10 métricas bem escolhidas e organizadas, principalmente os KPIs de marketing, do que 30 métricas espalhadas sem critério.
Passo 3: personalizando o layout do dashboard
Depois de adicionar as métricas, é hora de deixar tudo com a sua cara (ou com a cara do seu cliente, se você estiver criando isso para alguém).
A Reportei permite várias personalizações:
- cores e identidade visual;
- logo;
- textos e subtítulos;
- organização espacial;
- hierarquia visual.
Assim, você consegue deixar o dashboard exatamente como quiser!
Passo 4: configurando comparativos de período
Um número sozinho não diz muita coisa. Saber que você teve 10.000 visitantes este mês é informação. Mas saber que teve 10.000 este mês contra 7.000 no mês passado (um crescimento de 43%) é insight.
Por isso, configurar comparativos de período é fundamental em qualquer dashboard de tráfego.
A Reportei facilita muito isso. Ao configurar cada métrica, você tem opções de comparação:
- período anterior: compara o período atual com o período imediatamente anterior de mesma duração. Se você está olhando os últimos 30 dias, compara com os 30 dias anteriores a esses.
- mesmo período do ano passado: compara o mês atual com o mesmo mês do ano anterior. Isso é especialmente útil para negócios sazonais, onde comparar janeiro com dezembro não faz sentido, mas comparar janeiro de 2026 com janeiro de 2025 faz.
- período personalizado: você define manualmente com qual período quer comparar. Por exemplo, se teve uma Black Friday específica e quer comparar com a Black Friday do ano anterior (mesmo que as datas não sejam exatamente as mesmas), pode configurar isso.
Quando você ativa a comparação, os dashboards da Reportei mostram não só o número atual, mas também a variação percentual (positiva ou negativa) em relação ao período de comparação. Isso fica visualmente destacado, normalmente em verde quando há crescimento e em vermelho quando há queda.
Passo 5: adicionando análises e contexto aos dados
Números sem contexto podem ser mal interpretados. Por isso, uma funcionalidade muito importante da Reportei é a capacidade de adicionar análises e comentários diretamente no dashboard.
Para cada seção ou métrica, você pode incluir textos explicativos. Por exemplo:
Se houve um pico de tráfego em uma semana específica porque você foi mencionado em um veículo de mídia grande, você pode adicionar uma nota explicando isso. Assim, quando alguém olhar o dashboard no futuro, vai entender o contexto daquele pico.
Se a taxa de rejeição aumentou, mas você sabe que foi por causa de uma mudança temporária no site que já foi revertida, pode documentar isso.
Se determinada campanha de Google Ads está trazendo muito tráfego mas baixa conversão, pode adicionar um comentário alertando que a segmentação precisa ser revisada.
Essas análises transformam o dashboard de uma simples coleção de números em um documento estratégico que conta a história do que aconteceu e por quê.
Além de textos, você também pode usar o recurso de Linha do Tempo da Reportei, que permite marcar eventos e ações importantes no calendário. Por exemplo: data de lançamento de uma campanha, data de publicação de um conteúdo viral, data de uma atualização no site. Esses marcos ficam visualmente marcados e ajudam a conectar causa e efeito.
Quando você junta tudo isso (métricas relevantes, comparativos de período e análises contextuais), o resultado é um dashboard completo que não apenas mostra dados, mas entrega inteligência. E o melhor: você cria tudo isso uma vez e depois ele se atualiza sozinho conforme novos dados chegam.
Sugestões de dashboards para diferentes objetivos
Não existe um modelo único de dashboard que sirva para todas as situações. Um painel criado para ficar em um monitor na parede da agência tem necessidades diferentes de um dashboard que será compartilhado com um cliente. Um e-commerce precisa acompanhar métricas diferentes de um blog de conteúdo.
Por isso, entender como adaptar seu dashboard para diferentes objetivos é fundamental para extrair o máximo valor da ferramenta. Vamos explorar os principais cenários de uso e como estruturar dashboards específicos para cada um deles.
Dashboards para gestão à vista
A gestão à vista é uma prática cada vez mais comum em agências de marketing digital e empresas que levam dados a sério. A ideia é simples: ter um monitor grande (geralmente uma TV) em uma área comum do escritório exibindo os principais indicadores de performance em tempo real.
Quando toda a equipe pode ver os números o tempo todo, isso cria uma cultura de transparência e accountability. Todo mundo sabe como as coisas estão indo. Se os números estão bons, motiva. Se estão ruins, mobiliza ação.
Suas características devem ser:
- visual limpo e minimalista: como o dashboard vai ser visto de longe, precisa ser simples e direto. Evite muitas métricas pequenas ou tabelas com texto pequeno. Prefira números grandes, gráficos claros e cores que contrastem bem;
- foco em KPIs principais: não tente mostrar tudo. Selecione apenas os 5 a 8 indicadores mais importantes. Por exemplo: visitantes únicos do dia, visitantes únicos do mês, taxa de conversão, número de leads gerados, principais canais de tráfego. Isso é suficiente para dar uma visão geral;
- atualização em tempo real: para gestão à vista, o dashboard precisa estar sempre atualizado. Configure para mostrar dados do dia atual e, se possível, da última hora. A sensação de ver os números mudando ao vivo cria engajamento;
- cores para indicar performance: use vermelho para métricas que estão abaixo da meta, verde para as que estão acima e amarelo para as que estão no limite. Isso permite identificação visual rápida sem precisar ler números;
- modo tela cheia: a Reportei permite que você abra o dashboard em modo tela cheia, perfeito para exibir em monitores. Você pode até configurar para que diferentes dashboards se alternem automaticamente a cada poucos minutos, mostrando informações de diferentes clientes ou projetos;
- comparativos simples: mostre se está melhor ou pior que ontem, que a semana passada ou que o mês passado. Mas mantenha simples. Um ícone de seta para cima ou para baixo junto com a variação percentual já é suficiente.
Dashboards para apresentação a clientes
Quando você vai apresentar resultados para um cliente, o dashboard precisa contar uma história clara e convincente. O cliente provavelmente não entende de todas as métricas técnicas que você acompanha. Ele quer saber se o investimento está trazendo retorno.
As características do dashboard para apresentação a clientes devem ser:
- começar pelo que importa: o cliente quer ver resultados de negócio, não métricas de vaidade. Portanto, comece mostrando conversões, leads gerados, vendas realizadas, receita. Só depois mostre as métricas de tráfego que levaram a esses resultados;
- contextualização constante: para cada número, explique o que ele significa e por que é importante. Use os campos de análise da Reportei para adicionar comentários como: “O aumento de 45% em visitantes orgânicos é resultado direto das otimizações de SEO implementadas nos últimos dois meses.”;
- comparativos claros: sempre mostre se está melhor ou pior que o período anterior. E destaque os pontos positivos. Se algo não foi bem, seja transparente, mas também mostre o plano de ação para corrigir;
- identidade visual do cliente: personalize o dashboard com as cores e logo do cliente. Isso mostra cuidado e profissionalismo. O cliente sente que aquele relatório foi feito especialmente para ele, não é um template genérico;
- hierarquia visual bem definida: organize o dashboard em seções lógicas. Por exemplo: “Visão Geral”, “Aquisição de Tráfego”, “Comportamento no Site”, “Conversões”. Isso facilita a navegação e a compreensão;
- combine múltiplas fontes: se você roda campanhas pagas e também trabalha orgânico, mostre tudo integrado. O cliente quer entender o resultado total, não apenas de um canal isolado. A capacidade da Reportei de unificar GA4 com Google Ads, Meta Ads e outras fontes é perfeita para isso;
- destaque conquistas: se você bateu alguma meta ou teve algum resultado excepcional, coloque em evidência. Pode ser um card diferente, uma cor especial, um gráfico maior. Celebrar vitórias fortalece a relação com o cliente;
- prepare-se para perguntas: durante a apresentação, o cliente pode fazer perguntas. Como o dashboard é dinâmico, você pode filtrar períodos diferentes, segmentar por dispositivo ou localização, detalhar uma métrica específica, tudo na hora. Isso passa muito mais credibilidade do que slides estáticos.
Dashboard para análise estratégica interna
Quando você está fazendo análises para tomar decisões estratégicas internamente (não para mostrar a clientes), o dashboard pode ser mais técnico e detalhado. Aqui o objetivo é investigação profunda, e suas características devem ser:
- muitos detalhes: diferente dos dashboards para gestão à vista ou apresentação, aqui você pode incluir muitas métricas. Taxas técnicas, segmentações avançadas, dados granulares. Você está analisando, não apresentando;
- segmentações específicas: filtros por dispositivo, localização, fonte de tráfego, tipo de usuário (novo vs. recorrente), landing page. Quanto mais você conseguir segmentar, mais insights pode extrair;
- cruzamento de dados: combine métricas de diferentes fontes para encontrar correlações. Por exemplo: cruzar dados de investimento em anúncios com tráfego gerado e conversões alcançadas para calcular o verdadeiro ROI;
- comparações múltiplas: compare não só com o período anterior, mas com vários períodos. Veja a tendência dos últimos 6 meses, dos últimos 12 meses. Identifique sazonalidades e padrões de longo prazo;
- análise de coortes: se possível, agrupe visitantes por comportamento ou característica e analise como diferentes grupos se comportam. Por exemplo: visitantes que chegaram por anúncios vs. visitantes orgânicos vs. visitantes diretos. Qual grupo converte melhor?
- identificação de problemas: use o dashboard para encontrar gargalos. Páginas com alta taxa de rejeição, campanhas com CPL muito alto, fontes de tráfego que não convertem. O objetivo é diagnosticar e planejar ações corretivas;
- validação de hipóteses: você implementou uma mudança no site e quer saber se funcionou? Compare o comportamento antes e depois. Você lançou uma campanha nova e quer validar o resultado? Segmente apenas o tráfego vindo dessa campanha e analise isoladamente.
Dashboard para e-commerce: visitantes e conversões
E-commerces têm necessidades específicas quando se trata de acompanhar tráfego. Não basta saber quantas pessoas visitaram o site, é preciso entender se elas estão comprando, quanto estão comprando e qual o custo de aquisição desses clientes.
Tendo esses objetivos em vista, as características desse dashboard devem ser:
Métricas de vendas em destaque: Número de transações, receita total, ticket médio, produtos mais vendidos. Essas são as métricas que realmente importam para um e-commerce.
Funil de conversão: Mostre as etapas do funil de vendas. Quantos visitantes chegaram, quantos visualizaram produtos, quantos adicionaram ao carrinho, quantos iniciaram checkout, quantos finalizaram a compra. Identifique onde as pessoas estão desistindo.
- taxa de conversão: a porcentagem de visitantes que se tornaram compradores. Essa é provavelmente a métrica mais importante para um e-commerce. Você pode ter muito tráfego, mas se não converte, não adianta nada;
- análise por categoria de produto: se você vende produtos de categorias diferentes, segmente para entender qual categoria atrai mais visitantes e qual converte melhor. Pode ser que uma categoria traga muito tráfego mas não venda, enquanto outra venda bem mas precise de mais divulgação;
- origem do tráfego com ROI: mostre não apenas de onde vêm os visitantes, mas quanto custou adquiri-los (no caso de tráfego pago) e quanto eles geraram de receita. Assim você identifica quais canais trazem clientes lucrativos;
- dados de remarketing: quantos visitantes voltaram ao site? Quantos visitantes abandonaram o carrinho? Essas informações são fundamentais para campanhas de remarketing;
- performance mobile: para e-commerces, é especialmente importante acompanhar a experiência mobile. Grande parte das compras hoje acontece pelo celular, então você precisa garantir que o site carrega bem e converte bem nesse dispositivo;
- integração com plataforma de e-commerce: a Reportei se integra com Shopify, WooCommerce e Nuvemshop. Isso permite que você traga dados de vendas, produtos e clientes diretamente para o dashboard, unificando com os dados de tráfego do Google Analytics.
Independente do objetivo, o importante é que o dashboard seja pensado para quem vai usá-lo. Pergunte-se sempre: quem vai ver isso? O que essa pessoa precisa saber? Que decisões ela vai tomar baseada nesses dados? As respostas a essas perguntas vão guiar a construção de um dashboard realmente eficaz.
Transforme dashboards de dados em resultados com quem entende do assunto
Criar dashboards profissionais de acessos e visitantes é um passo fundamental para qualquer estratégia digital séria. Com a Reportei, você elimina o trabalho manual, centraliza informações de múltiplas fontes e ganha a capacidade de acompanhar tudo em tempo real. Isso economiza tempo, reduz erros e permite que você foque no que realmente importa: análise estratégica e otimização de resultados.
Mas aqui está uma verdade que precisa ser dita: ter os dados organizados é apenas o primeiro passo.
Um dashboard bem estruturado mostra os números. Mas interpretar esses números, entender o contexto por trás deles, identificar oportunidades ocultas e transformar insights em ações concretas que geram crescimento real? Isso exige experiência, conhecimento de mercado e visão estratégica.
É a diferença entre olhar para um gráfico e ver “o tráfego caiu 15%” versus olhar para o mesmo gráfico e entender que a queda coincide com uma atualização de algoritmo do Google, que determinadas páginas foram mais afetadas que outras, e que existe uma oportunidade clara de recuperar posições com ajustes específicos de SEO e conteúdo.
Aqui na Agência Mestre, trabalhamos há mais de uma década com uma filosofia clara: decisões baseadas em dados, não em achismos.
Usamos ferramentas como a Reportei para ter todos os números organizados e acessíveis. Mas vamos muito além disso. Nossa equipe combina expertise técnica em analytics, SEO, tráfego pago, inbound marketing e CRO com experiência prática em centenas de projetos de diferentes segmentos.
Quando você trabalha com a Mestre, não está apenas contratando alguém para gerar relatórios bonitos. Está contratando parceiros estratégicos. Preencha o formulário abaixo e entre em contato conosco agora mesmo!











