Olá leitores! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Mestre TV! Hoje, o nosso CEO vai tratar de content prunning! Talvez você já conheça esta estratégia, mas sempre vale a pena incrementar seus conhecimentos e ver dicas novas que podem fazer sentido para você.

Afinal, você sabe o que é content prunning?

O conceito de content prunning vem de “penalizar” ou “sacrificar” um determinado conteúdo para você conseguir ganhar mais relevância. Mas, de onde surgiu essa ideia?

Entre 2010 e 2012 o Google iniciou a atualização chamada “update do Panda”. Essa função basicamente verificava sites para analisar se tinha um número elevado de páginas de baixa qualidade. Se isso fosse constatado, a relevância geral do site diminuía.

Por conta disso, as pessoas começaram a perceber que, se uma página não adiciona valor ao site, talvez ela não devesse existir. Há também uma outra visão que se chama “crawl budget” — em tradução ficaria algo como “orçamento para encontrar páginas de um determinado site”.

Como o recurso computacional é finito, o Google tem que gastar um certo tempo encontrando informações nas páginas da web. O tempo que ele gasta analisando um site é o que se entende por “crawl budget”.

Quando se compara sites menores com gigantes da comunicação, será que o tempo que o Google passa em cada um deles deve ser o mesmo? Ou seja, o “crawl budget” deve ser igual?

Segundo o Ricotta, não. Pois sites maiores tem mais informações, relevância, número de acessos e mais pessoas querem buscar informações nesses sites. Então, de tempo computacional, faria sentido o Google colocar 30 segundos para analisar um site menor e um minuto para páginas mais robustas, pois ele tem que gastar mais tempo para encontrar mais informação.

Na lógica, se o Google tem um minuto para indexar páginas dentro de um site, por que gastá-lo com páginas ruins? Se você tem 100 páginas e dez delas não trazem valor, por que gastar um décimo de seu tempo com aquilo que não vai trazer resultado?

Afina, se você excluir elas, o Google pode focar o tempo limitado somente nas páginas de relevância. Essa mentalidade é que deu origem a técnica de content prunning.

Como identificar as páginas para “penalizar”?

No modo de ver do Ricotta, páginas que não recebem visitas orgânicas a mais de três meses, você já pode entender como um conteúdo “morto”.

Baixe um relatório de páginas existentes no seu site e analise o tráfego orgânico dos últimos três meses. Coloque essas informações no Excel e faça uma lista.

Com todas listadas, se você tiver alguma publicada há pelos menos três meses e sem visitas, provavelmente não é relevante o suficiente para o Google posicioná-la.

O que você deve fazer nesse caso? Puxe todas as informações desta página e se pergunte: para qual palavra-chave ela deveria aparecer? Pesquise esse termo no Google, verifique se realmente a página está aparecendo ou não. Também pegue todo o histórico dela — desde a publicação — e confira se já teve algum tráfego orgânico.

Muitas das vezes, no início, a página teve um pico de visitas mas isso desaparece. Normalmente, acontece porque outro conteúdo foi publicado no site e tem mais qualidade para a mesma palavra-chave.

O que fazer com essas páginas?

E agora? O que fazer com essa página que não rankeia? Você tem algumas opções:

Remover

Faça isso se você tem outra página que trata do mesmo assunto de forma melhor. Não remova totalmente, mas realize um redirecionamento 301, pois, como a página já foi lida pelo Google, ele entenderá que você transferiu para um outro conteúdo.

Modificar

Às vezes você pode entender que o conteúdo está mal escrito ou muito simples e não tem mais nenhuma página que trata deste assunto no seu site. Como é outro tema, excluí-la pode ser uma perda para seu negócio.

Neste caso, é melhor reotimiza-la, aprofundar o conteúdo, mexer nas imagens e republicar a página — ou seja — coloque ela na sua home page de novo. No WordPress, por exemplo, você pode editar e colocar uma nova data de postagem.

Unir

Se você tem duas páginas do mesmo tema, pode uni-los e criar um conteúdo muito mais profundo e interessante. Então, ao invés de melhorar essa página, você vai transferir o conteúdo para uma do mesmo assunto que está bem posicionada.

Da mesma forma que na primeira opção, você faz um redirecionamento 301, mas desta vez, o conteúdo da página vai para uma já existente.

Estas são algumas alternativas para o seu content prunning, mas que devem ser utilizadas para negócios que publicam bastante conteúdo. Afinal, é preciso um volume de novas publicações e conteúdos existentes para você fazer uma boa análise.

Outra coisa importante, que você deve ter um cuidado extremo é na hora de unir os conteúdos. Tenha cautela para não alterar a página errada e acabar “matando” um conteúdo de posicionamento excelente.

Então, ao identificar uma página que não dá resultado, confira novamente no Google Analytics para certificar-se. E para iniciar seu trabalho de content prunning, o CEO da Mestre recomenda começar por aquelas que tem zero tráfego orgânico.

Esta não é uma estratégia simples, por isso, sempre tenha cuidado na hora de fazer. Pois, você pode ter resultados muito positivos, mas se fizer da forma errada, muito negativos também.

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