O Coronavírus é um dos assuntos mais falados do momento. O vírus que já existe há muitas décadas (desde meados de 1960) sofreu mutação e agora tem movimentado o mundo inteiro.

O Impacto do Coronavírus na Economia Mundial

Pensando nisso, vamos compartilhar com você como está o cenário mundial e os impactos disso em diversas esferas do mercado.

Coronavírus — COVID-19 e a importância da prevenção

O “Novo Coronavírus” (Covid-19) está desde dezembro de 2019 infectando pessoas mundo afora, o que resultou em um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitido em 21 de janeiro.

Por mais que pouco tempo tenha passado desde o surgimento do Covid-19, muito já aconteceu. Isso porque o vírus tem se espalhado em uma grande velocidade, indo além de uma epidemia e tornando-se uma pandemia (declarada pela OMS em 11/03).

O momento atual, ainda tão inconstante, pede um cuidado especial. A prevenção é a melhor forma de desacelerar a doença. Os casos crescem diariamente e o melhor meio de reduzir esse crescimento e evitar o colapso do sistema de saúde em muitos países é buscar um isolamento social.

Pode parecer uma atitude radical, mas é o que tem sido indicado pelos profissionais da área da saúde e pelas autoridades governamentais de muitos países. Isso porque, como a infecção é silenciosa nos primeiros dias, as pessoas podem já ter contraído o vírus sem saber, o que facilitaria a transmissão para muitas outras pelo contato próximo.

Devido a isso, escolas e faculdades cancelaram suas aulas por um período, algumas cidades estão em quarentena, companhias estão orientando seus colaboradores a trabalharem de casa, pessoas estão comprando máscaras, álcool em gel e evitando sair de casa.

Lavar as mãos e passar álcool em gel ajuda, mas não basta

Uma das maneiras de prevenir o surto da doença é priorizar a limpeza de ambientes e manter a higiene pessoal. É necessário lavar bem as mãos com frequência, passar álcool em gel e evitar tocar o rosto.

Contudo, por mais que essas medidas sejam essenciais, como o número de pacientes vem crescendo nas mais diversas cidades, o isolamento é a melhor saída para reduzir os casos e expor menos pessoas ao risco.

O isolamento social e o impacto no mercado

Esse tipo de comportamento repentino com certeza causaria mudanças no mercado, afinal, as pessoas mudaram a maneira como consomem produtos e serviços diariamente.

Segundo o portal The Guardian, os serviços de entrega de alimentos e assinatura digital estão apresentando um aumento nas vendas, enquanto lojas de departamentos, redes de moda e restaurantes estão sendo afetados negativamente.

O varejo tradicional já está passando por um momento de impacto em relação à mudança de comportamento de compra. Agora, com tempestades em muitos locais do mundo e com o surto do coronavírus, mais de um 1/4 dos compradores disseram que estão evitando lugares movimentados por medo (pesquisa realizada pela Barclaycard). Esse novo comportamento estimula ainda mais as compras online.

O cenário sócio-econômico tem mexido com a realidade de empresas de todos os ramos, que agora precisam estar atentas ao mercado.

Coronavírus e o comportamento do consumidor online

A crescente do Covid-19 continua e cada vez mais países estão estabelecendo quarentena ou outras medidas sanitárias.

A internet tornou-se, portanto, um dos meios mais efetivos para manter contato com amigos e familiares. Além disso, como muitas empresas estão adotando o método de trabalho em casa, estar conectado também é crucial para que as equipes desempenhem suas funções e continuem colaborando com a economia.

No dia 13 de março, quando o presidente dos Estados Unidos anunciou um estado de emergência para o país, pouco tempo depois o tráfego subiu para 20%, comparado com o habitual.

No gráfico a seguir, apresentado pelo estudo da CloudFlare, a linha vermelha indica o dia 13, sexta-feira, e as linhas acinzentadas sinalizam os dias anteriores, a fim de comparação.

O Impacto do Coronavírus na Economia Mundial

Esse gráfico demonstra que alguns acontecimentos nos levam à uma conexão ainda maior e que, além de estar mais atentos aos nossos líderes pela internet, também queremos acompanhar a repercussão.

Porém, não para por aí. Segundo outra análise da CloudFlare, agora sobre a Itália, podemos acompanhar o aumento de tráfego online com o decreto da quarentena.

O Impacto do Coronavírus na Economia Mundial

Analisar a Itália é essencial para termos uma visão do que pode acontecer nos outros países que estão com casos crescentes do Coronavírus.

O que as pessoas estão pesquisando reflete como elas se sentem

Segundo o Think With Google, o volume de buscas pela palavra-chave “entediado” teve um salto entre 22 e 29 de março no mundo inteiro. Podemos observar que ainda em abril o número é alto. Com as pessoas mais tempo em casa, é natural que sintam tédio e que desejem fazer outras atividades.

Google Trends - Entediado durante a quarentena

Neste artigo já citamos sobre o crescimento da aquisição de serviços de streaming e até mesmo de outros setores do mercado. Contudo, além disso existem outras oportunidades em aberto para que as empresas possam contribuir com as pessoas durante este período.

Pense em como seu negócio pode ser funcional durante a quarentena e seja estratégico, isso não significa somente que sua empresa vai conseguir continuar atuando em meio a um cenário de crise, mas que vai conseguir verdadeiramente ajudar as pessoas de alguma maneira.

 

Reflexões que você precisa fazer sobre o momento atual

Esse tipo de comportamento digital não significa só que as pessoas estão mais conectadas. Significa que a rotina delas também mudou e que a forma com que vão interagir com as marcas e fazer suas compras de produtos e serviços também mudou.

Você já se perguntou o que a sua empresa faria se os casos aumentarem no Brasil, em um cenário muito próximo ao da Itália? Não somente em relação ao ritmo e logística interna de trabalho, mas o que você faria para não ter um impacto negativo no diz respeito às suas vendas?

Pense no cenário de que o contágio do Coronavírus no Brasil pode até não chegar a um ápice como na europa, mas o movimento natural de valorização digital continua. Além disso, se houver qualquer outra eventualidade que influencie as pessoas a comprarem mais online, quais serão as estratégias do seu negócio para se manter firme frente à uma possível crise?

Covid-19 e a economia

Para tornar sua visão ainda mais clara e ampla, é preciso entender o contexto econômico mundial. Assim, você vai compreender porque sua empresa precisa se posicionar da maneira certa o quanto antes.

Logo de início, o novo Coronavírus deixou claro como a indústria mundial depende da chinesa. Muitas companhias tiveram suas produções prejudicadas depois da crise que a China começou a enfrentar por conta do vírus.

Empresários de países como Alemanha, Coreia do Sul, Japão, Itália, França e até os Estados Unidos, notaram a dificuldade que passariam daquele momento em diante para adquirir peças e outros itens produzidos pelos chineses.

Um bom exemplo é o da Renault, que teve que suspender as atividades em uma de suas fábricas na Coreia do Sul. A Apple também passou por um corte considerável em suas produções.

Ainda no final de fevereiro, as Bolsas de Valores dos Estados Unidos e da Europa perderam 12% de seus rendimentos, o que não acontecia desde a crise econômica de 2008-2009.

Outro ponto de impacto para a Bolsa foi a queda considerável do petróleo, o que gerou um decréscimo de 8% e trilhões de dólares a menos de capitalização.

Economistas têm previsto que somente neste ano, 2020, o Coronavírus pode causar uma perda de US$ 1 tri à economia mundial. O que fazer?

Impactos do coronavírus no e-commerce

Tanto o varejo tradicional, quanto o online têm sofrido com os impactos do coronavírus.

Segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas, a produção industrial despencou 13,5% em janeiro e fevereiro, comparado ao mesmo período do ano anterior.

Os dados sobre e-commerce também demonstram um recuo. O blog do Compre&Confie, empresa que monitora as compras de mais de 80% do varejo digital brasileiro, notificou que só em fevereiro a queda foi de 7,7%, diminuindo 5,2% o faturamento, comparado ao mês anterior.

Isso acontece porque as pessoas estão mais em casa e as suas necessidades estão focadas na saúde e bem-estar durante este período.

Esse movimento do mercado já tem impactado a economia e, por mais que o seu negócio não sofra diretamente com isso, pense em como sua empresa pode dar suporte aos consumidores com novas soluções.

Tipos de negócio que apresentaram queda mais significativa

Dados do ContentSquare apontaram os segmentos/produtos mais afetados em relação ao número de pedidos em fevereiro:

  • eletroportáteis (câmeras, filmadoras e drones) — queda de 42,3%
  • papelaria — queda de 30,5%
  • games — queda de 30%
  • eletrônicos — queda de 19,4%
  • suplementos e vitaminas — queda de 14,7%
  • brinquedos — queda de 13,1%.
  • moda e acessórios (um dos segmentos mais fortes em volume de vendas pela internet) — queda de 10,9%.

A compra de itens essenciais pela internet

As “compras de pânico” que têm zerado prateleiras de supermercados também acontecem online. Os consumidores também utilizam o meio digital para estocar os itens que consideram essenciais.

O tráfego online de supermercados aumentou 7,1% nas primeiras semanas de epidemia e 10,3% nas últimas semanas. Ainda com base no estudo da ContentSquare, as transações subiram 15,7% no primeiro período e aumentaram mais 10,9% após a crescente.

Indo além do tráfego, as vendas de supermercados aumentaram 16% e a taxa de conversão média do setor aumentou 8,1% .

Saúde também é um tópico em alta. As visitas a sites de saúde (e-commerce de alimentos naturais, vitaminas, higiene, etc) aumentaram 11% e as vendas dispararam 27%.

Com as pessoas mais tempo em casa, não seria uma surpresa que o aumento do tráfego de utensílios domésticos também ocorresse. O volume de visitas a páginas desse tipo de produto aumentou 33%.

Dados atualizados de março:

Os dados do Índice de Economia Digital da Adobe mostram um aumento de 25% nas vendas de e-commerces. A análise também aponta que as vendas de supermercados online dobraram no mês de março.

Dados atualizados de abril:

Segundo uma análise do BazaarVoice, em abril de 2020, houve um aumento de 85% na atividade de compras. As pessoas precisam continuar adquirindo seus itens e serviços essenciais e, mesmo que isso diminua presencialmente, os e-commerces têm ganho espaço, bem como os marketplaces online.

A curva do e-commerce é maior do que o início de 2020.  No início da pandemia o consumo foi reduzido até mesmo nas lojas virtuais (20%). Porém, um estudo da Abcomm com a Konduto revelou que o crescimento dos últimos meses alcançou 47% de alta acumulada. Ou seja, as pessoas estão mais propícias a fazerem comprar on-line. Isso pode ter ocorrido por terem começado a se adaptar com as compras pela internet.

Dados atualizados de maio:

82% dos brasileiros indicam que continuarão comprando via e-commerce após a pandemia. A mesma pesquisa da Kantar também apontou que as compras aumentaram na América Latina (3,3%), mas o mais relevante é que 82% dos brasileiros informaram que continuarão utilizando o e-commerce.

Se seu modelo de negócio pode funcionar bem on-line para vender produtos/serviços, considere fazer sua loja virtual, caso ainda não tenha optado por seguir com essa estratégia. Um e-commerce não será apenas uma alternativa para o momento atual, mas sim um braço forte para seus resultados de agora em diante.

Aumento no número de pagamentos digitais e WhatsApp Pay

De acordo com a pesquisa solicitada pela Mastercard à Kantar, 75% das pessoas passaram a fazer mais pagamentos digitais. Além disso, 61% testaram uma nova forma de pagamento.

Esse tipo de comportamento indica que as pessoas estão mais abertas a novas possibilidades de transações financeiras, o que pode ser uma boa notícia para aqueles que vão testar a novidade do WhatsApp Pay, ou seja, dos pagamentos pelo WhatsApp.

Em tempos de isolamento social e medidas de distanciamento, dentro de poucos dias já será possível fazer pagamentos pelo WhatsApp, evitando assim o contato com dinheiro ou maquininhas de cartão. Esse recurso vai ser de grande ajuda para as transações financeiras entre pessoas e empresas e até entre usuários comuns, que também poderão enviar e receber dinheiro pelo aplicativo.

A importância da presença na internet

De acordo com o Sprout Social index™ (Edição XVI), quando os consumidores acompanham uma marca nas mídias sociais, 89% deles compram seus produtos/serviços e 75% aumentam seus gastos com a empresa. Outro dado relevante é que quando têm a opção entre a marca e uma concorrente, 84% escolhem a que já acompanham no meio digital.

Com estes números, fica evidente como ser ativo nas redes sociais pode impactar os resultados da sua empresa. Ainda mais se a estratégia for bem planejada, alinhada ao conceito da sua empresa e contar com táticas personalizadas ao seu negócio.

Comportamento de compra dos centennials e millennials

Segundo a nova análise da Kantar, a Barômetro COVID-19, pessoas com idade entre 18 e 34 anos se destacaram no índice de compras no meio digital. Esse comportamento indica o perfil que mais confia nos e-commerces.

Caso o seu público-alvo não faça parte desta faixa etária, pense em como esse perfil poderia influenciar outras pessoas dentro de casa e desenvolva campanhas ainda mais estratégicas.

Desafios que podem se tornar oportunidade de mudanças

A pandemia está causando danos à saúde física e mental de muitos, está impactando a economia e, com tudo isso, tem nos movimentado para buscar soluções.

O que mais precisamos no momento é parar de olhar somente para o agora e nos concentrar em medidas preventivas que nos permitam mais segurança para começarmos a mudar nosso presente e futuro.

As ações necessárias para tornar as pessoas mais seguras, seja fazendo compras em lojas físicas ou online, precisam ser tomadas independentemente de uma crise como esta. Por isso, se você tem um negócio, seja ele digital ou não, precisa começar a agir em relação não só ao Coronavírus, mas a qualquer outra eventualidade ou mesmo para simplesmente oferecer uma boa experiência aos usuários.

A mídia como canal de informações de credibilidade

A produção de informações está a todo vapor nos mais diversos canais. As notícias não param e, segundo uma pesquisa do Instituto QualiBest, a maioria das pessoas acreditam que a mídia está transmitindo as informações sobre o coronavírus exatamente como está acontecendo.

Ou seja, a mídia tem sido vista como confiável pela maioria das pessoas, que estão cada vez mais conectadas para buscar por atualizações.

Dúvidas sobre coronavírus persistem

O mesmo estudo do Instituto QualiBest apontou que as pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre o vírus — sobre o contágio, sintomas, tratamento e mais.

Esta situação é aceitável já que estamos vivendo um momento de incertezas e mudanças estão acontecendo muito rápido.

O medo do Covid-19 pode gerar novos hábitos

A pesquisa apontou entre os maiores medos, os dois principais:

  • o contágio, com 73%;
  • o sistema de saúde não dar conta de atender todos, com 64%.

Por último, está o medo de o Brasil passar por uma crise econômica, com 35%.

Em meio a este cenário de dúvidas que geram medo, uma boa pergunta é: será que o medo e todas as incertezas podem alterar os hábitos dos consumidores?

Sim. Um bom exemplo é que 94% das pessoas mudaram seus hábitos de higiene, o que diz respeito não só a forma com que se higienizam, mas aos produtos que adquirem. Ou seja, uma mudança comportamental que implica diretamente no consumo.

Queremos que você analise essa informação de uma forma ampla. Não se restrinja à higiene, mas pense nas prioridades das pessoas.

As principais compras na quarentena

Álcool em gel tornou-se o produto de higiene mais procurado pelas pessoas no momento. Assim como também aumentou a preocupação com saúde, no geral. Isso revela as prioridades atuais e também uma possível mudança em relação ao futuro.

As pessoas precisam ter mais foco sobre o devem comprar, por isso, estão analisando o que realmente precisam adquirir. Segundo o Instituto QualiBest, 59% das pessoas estão tomando cuidado com os gastos e 30% declararam que vão comprar mais on-line.

Como as pessoas estão se ocupando na quarentena

Neste período em que as pessoas estão muito mais tempo em casa, a busca por entretenimento aumentou. Alguns serviços estão em destaque:

  • streaming de video aumentou 42%;
  • jogos aumentou 20%;
  • streaming de música aumentou 18%.

Além disso, 38% das pessoas também têm se conectado mais com seus entes queridos por meio de telefone, redes sociais, videoconferências, entre outras opções.

Apesar de tudo o que estamos vivendo, ainda podemos passar por este momento com conexões digitais. Ou seja, mesmo que estejamos longe porque é necessário, podemos conversar com outras pessoas, ter entretenimento, estudar, trabalhar, entre outras ações para não ficar “de mãos atadas”.

Dados atualizados de abril:

Segundo a Morning Consult, 38% dos adultos que se inscreveram em um serviço de streaming desde o início de 2020 afirmaram terem feito a assinatura em decorrência do coronavírus.

As pessoas estão em busca de serviços úteis para o momento. Mesmo que os seus serviços ou produtos não estejam tão em alta durante a quarentena, faça o exercício de pensar em como você pode criar algo novo, mesmo que sejam conteúdos digitais, que possam ser úteis para o seu público-alvo.

A busca por canais digitais aumentou

Não é porque estamos separados que não podemos estar juntos. Por isso que muitas pessoas estão cada vez mais conectadas em suas redes sociais. Até mesmo quem não estava em algum canal específico está mais propício a criar um novo perfil, seja para se conectar com amigos, familiares, acompanhar famosos ou mesmo passar tempo com mais um tipo de entretenimento digital.

Podemos acompanhar a evolução da busca por canais digitais (Gmail e outras redes sociais) em meio ao primeiro trimestre de 2020 e a crescente acentuada nos últimos dias, que são os dias em que as pessoas estão aderindo mais ainda à quarentena.

Canais digitais durante a quarentena

Canais digitais durante a quarentena

Ainda não superamos o período que abrange natal e ano novo, um intervalo em que as pessoas também se conectam e aderem aos meios digitais para conferir e propagar mensagens. Porém, com a evolução demonstrada no gráfico, talvez em poucas semanas ou dias, chegaremos a um número ainda maior de busca por estes meios digitais.

Dados atualizados de maio:

As pessoas estão muito conectadas em seus canais digitais e redes sociais. Por isso, o número de usuários ativos nas redes do Facebook (Facebook, WhatsApp e Instagram), cresceu e chegou a 2,99 bilhões de pessoas ao mês, isso contando o primeiro trimestre.

Esse crescimento de 11% (comparado ao mesmo período do ano anterior) demonstra a importância da sua marca se posicionar on-line e engajar com o público que está mais engajado no meio digital.

Engajamento orgânico de marcas cresce até 200% com isolamento

A Socialbakers mapeou as mudanças nas atividades das empresas que utilizam Facebook e Instagram. O resultado foi surpreendente. O engajamento orgânico das marcas nestas redes triplicou!

Com base nisso, você pode pensar em formas diferentes de criar relacionamento com seu público-alvo. Se seu negócio já desenvolve conteúdos para site ou blog, pode pensar em compartilhar nestes canais. O que acha?

Compras feitas para ficar em casa

Neste momento de crise, as pessoas estão fazendo mais compras para se manterem em casa. Além de comidas, outros itens também estão sendo requisitados. Isso porque quando você pensa em “se equipar” para ficar um longo período em casa, precisa de outros produtos e serviços para que a estadia seja a mais confortável possível. Afinal, o contato com outras pessoas está difícil, passeios estão suspensos e o entretenimento (assim como outros segmentos) precisou se redesenhar para um período mais recluso.

Impacto da quarentena nas transações - ContentSquare - Coronavírus

Segundo um estudo da ContentSquare, algumas transações foram impactadas positivamente — como as de supermercados, tecnologia, finanças e as de cosméticos. Já outros segmentos foram impactados negativamente — como as transações de turismo, entretenimento presencial (eventos), moda e outros itens e serviços de luxo.

Venda de smartphones apresenta queda no primeiro trimestre

As vendas nacionais e internacionais de smartphones sofreram uma queda de 20% no primeiro trimestre de 2020, segundo o estudo da Gartner. A pesquisa indicou este dado como uma consequência da crise econômica causada pelo coronavírus.

O momento agora é desafiador não só para as empresas fabricantes de smartphones, como também para todas as marcas que não fazem parte dos segmentos de produtos e serviços essenciais. É preciso ter criatividade e agir de forma tática para impulsionar as vendas e não decair na crise.

O que fazer para evitar e contornar o impacto negativo do Coronavírus?

Segundo um estudo feito pelo Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo jornal O Estado de S.Paulo com 245 companhias, metade destas empresas têm caixa para ficar até três meses sem gerar receita.

Porém, este é o contexto das grandes empresas, mas e as médias e pequenas? É preciso fazer algo para que os negócios não parem.

Se é o seu caso, agora você deve se perguntar o que fazer em meio a este cenário. Além de prezar pela sua saúde e dos colaboradores da sua empresa, você precisa ter uma visão de futuro.

Sabemos que vamos passar por isso. Mas, quando a crise passar, como estará seu negócio? Olhar pra frente também é ter cuidado. Por isso é importante aderir a estratégias digitais. Hoje elas já podem ajudar de duas formas:

  • impedindo que seus resultados caiam consideravelmente por uma pausa brusca;
  • fortalecendo suas estruturas para o período pós-quarentena e até mesmo pós-crise.

Por mais que seu produto ou serviço não possa ser vendido agora da mesma maneira que antes, pense no que você pode fazer — contando com o marketing digital — para manter sua empresa de pé.

Já os outros negócios que continuam operando normalmente (ou quase normalmente), pense em tudo o que você perderia em médio e longo prazo se pausar suas estratégias completamente agora apenas por medo. Lembre-se de que seu público continuará precisando dos seus produtos e serviços, portanto, continuar também significa dar apoio. Claro que você precisará tomar todas as medidas necessárias para que tudo seja feito com cautela e responsabilidade.

O cenário atual para sua empresa pede que, como um bom gestor, seu olhar não se restrinja a “apagar incêndios”, mas esteja à frente para saber o que fazer hoje, com os recursos que tem, para ajudar os seus consumidores agora e não deixá-los na mão no futuro.

Pessoas das classes A, B e C mudaram os hábitos em relação ao dinheiro

De acordo com o levantamento, encomendado pelo C6 Bank, 89% das pessoas das classes A, B e C, com acesso à internet, mudaram os hábitos em relação ao dinheiro após a crise.

Alguns passaram a economizar para se precaver sobre o futuro, outros apenas mudaram sua forma de consumo e há quem até mesmo está gastando mais. Como empresa, você precisa estudar o seu público e entender como ele está consumindo agora para que seus produtos e serviços sejam ofertados da maneira certa.

Restaurantes e bares têm criado novas formas de oferecer experiências

A criatividade é, sem dúvidas, uma das maneiras que tem diferenciado as empresas neste momento de crise. Alguns bares e restaurantes, que sofreram impacto com a pandemia, estão oferecendo muito mais do que os produtos e o serviço de delivery.

Alguns estabelecimentos criaram formas de viabilizar o “rodízio” de comidas e até a entrega de drinks, que agora ganharam versões engarrafadas.

Ou seja, os negócios precisam se adaptar e não é tarde para fazer isso. Caso sua empresa ainda não optou por fazer algo diferente, comece o quanto antes!

Prioridade das empresas em tempos de crise

Estamos passando por um momento delicado e marcado por incertezas. É preciso parar e estabelecer quais prioridades estão realmente no topo. Neste momento, a prioridade é a saúde de todos — a sua, a de seus colaboradores, amigos e familiares, mas também a saúde do seu negócio.

Uma pesquisa da Kantar Thermometer sobre o comportamento do consumidor durante a pandemia do coronavírus revelou que 67% dos brasileiros esperam que a prioridade das empresas seja com seus funcionários.

Esse posicionamento demonstra como a audiência está interessada em ver ações responsáveis por parte das marcas.

Ter esse cuidado com as equipes não significa que você precisa estar parado, mas que deve se adaptar ao contexto atual.

Muitas companhias estão mais ativas no meio digital, implantando ações para atender o público agora durante a pandemia ou até mesmo depois que tudo passar.

Este é o momento de continuar com foco em estratégias para não perder vendas e conquistar resultados ainda melhores. A crise vai passar e se você não se planejar, o impacto negativo pode vir depois.

Quando tudo isso passar, as pessoas voltarão a pesquisar por produtos e serviços na internet e as empresas que estiverem posicionadas com ações de marketing digital, irão absorver toda essa demanda.

Dados atualizados de abril:

Segundo a pesquisa da Kantar, Barômetro Covid-19, a expectativa dos consumidores é que as marcas não parem de investir em publicidade, contudo, a ideia deles é que elas continuem de maneira consciente ao contexto atual.

Mesmo que para 80% dos entrevistados as empresas não devem utilizar a situação do coronavírus de forma alguma para promover suas marcas, para 88% das pessoas, as marcas devem utilizar a comunicação para informar como estão enfrentando a situação. Já para 86%, a companhias devem comunicar como as ações que têm feito podem ser úteis no cotidiano das pessoas.

O ponto-chave para as marcas, portanto, é saber como se posicionar. É importante que todas as comunicações sejam feitas com empatia ao público-alvo. Os negócios precisam continuar funcionando e ofertando seus produtos e serviços, mas sempre com muita atenção ao contexto e se estão sendo fiéis aos seus valores e à responsabilidade com o momento atual.

Oportunidade de contribuir com o público-alvo

Algumas empresas estão bastante atentas às oportunidades de oferecer benefícios ao público durante o período em que as pessoas estão mais em casa.

O Magazine Luiza ofereceu frete grátis para itens que ajudam na prevenção do Coronavírus, o Google liberou recursos premium do Hangouts Meet, a FGV (Faculdade Getúlio Vargas) cedeu acesso gratuito a uma lista com cursos online, entre outras ações de mais algumas empresas.

Há quem veja como “oportunismo”, porém, muitas companhias estão, de fato, cooperando com as pessoas e ajudar neste momento de crise pode sim trazer um resultado orgânico para as marcas, já que as pessoas tendem a se conectar ainda mais com empresas que tiveram boas experiências.

Pense no que você pode fazer pelo seu público-alvo e tenha empatia pelas pessoas.

A Vivo está utilizando inteligência artificial no combate ao coronavírus em São Paulo

Por meio dos recursos de Big Data, e em acordo com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a operadora está fazendo medindo o deslocamento da população para avaliar os efeitos da quarentena e ajudar a combater a doença por meio da antecipação da disseminação do vírus.

Facebook ajuda a mapear os casos de coronavírus nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Facebook está veiculando na rede social uma pesquisa feita por especialistas da área da saúde da Universidade Carnegie Mellon para identificar se as pessoas que estão isoladas têm sintomas de Covid-19.

A boa notícia é que já em 20 de abril, os resultados começaram a aparecer e, com a ajuda destes dados, poderão mapear em quais regiões existem mais chances do vírus se disseminar e de haver um aumento considerável de casos.

Amazon anunciou que vai investir o lucro do 2º trimestre de 2020 em benefício do combate ao coronavírus

Outra ação de uma grande empresa que vai impactar a saúde foi a da Amazon, que decidiu doar US$ 4 bilhões para investimentos em equipamentos de proteção para os milhares de trabalhadores da companhia, limpeza ainda mais intesificada e aprimorada nas instalações da empresa, aumento de salários, além do desenvolvimento próprio de testes do coronavírus.

Como vender mais na crise?

Alguns artigos de portais renomados, como Estadão e Infomoney, indicam algumas ações para que empresas possam se fortalecer mesmo em meio a crise para tentar não deixar o número de vendas despencar.

Um dos fatores cruciais para não se prejudicar e até vender mais é se adaptar. Não dá para fingir que tudo continua como antes e nem pensar que tudo vai voltar ao normal de uma maneira completamente igual ao que vivíamos antes. Por isso, buscar uma adaptação ao contexto atual é a melhor saída.

Quem busca pela solução de como vender mais na crise precisa conhecer a dor do público-alvo para buscar possíveis novas soluções. Mesmo que isso envolva adaptar seus produtos e serviços ou até mesmo criar novos de acordo com a demanda e com as possibilidades, é claro.

O exercício para as empresas é tentar buscar mais velocidade para se adaptarem e não perderem oportunidades de vendas. É preciso te empatia com os clientes e muita criatividade para tentar entender o que eles precisam e como atendê-los nessa situação, mesmo que com poucos recursos.

Publicidade online e Google Ads durante a quarentena

A atualização das pesquisas da Advertisers Perceptions apontam que, apesar de muitas empresas acreditarem ser o momento para diminuir os esforços em mídia, 65% dos anunciantes concordam que, com a pandemia, os investimentos em publicidade digital podem resultar em resultados diretos de vendas.

Isso significa que investir em anúncios pode ser muito efetivo. Porém, lembre-se de exercer a empatia e tenha bom senso na hora da criação das publicidades da sua empresa.

Ainda segundo o estudo, o meio de publicidade de pesquisa paga é o canal pelo qual a maioria dos anunciantes está aumentando os orçamentos.

Pense estrategicamente: se os resultados de mídia estão mais propícios a converterem em vendas, o mais indicado é que as táticas sejam de fundo de funil, ou seja, direcionadas para o público “mais preparado” para comprar. Nesse caso, aqueles que utilizam o Google e outros buscadores para encontrar produtos ou serviços, estão mais propícios a adquiriem algo do que aqueles que ainda precisam ser “educados” para realizar a compra.

Como vai ser quando tudo voltar “ao normal”?

Você pode se fazer duas perguntas neste momento para entender como planejar os próximos passos para a sua empresa:

  • por quanto tempo passaremos por esse período econômico difícil?
  • teremos uma vida normal de novo?

Por quanto tempo passaremos por esse período econômico difícil?

J.P. Morgan utiliza o modelo SIR em seus estudos para computar e tentar prever o avanço no número de infectados. Ao que tudo indica, atingiremos um pico na segunda semana de abril, por isso, talvez o período de quarentena se estenda, o que também representa que a atividade econômica continuará em baixa, pois a maioria das pessoas continuarão em suas casas.

Se acontecer como o previsto, também poderemos ter uma melhora em junho, quando a curva de casos diminuírem. Porém, tudo ainda são apenas estudos e estimativas. Estamos passando por um momento de grandes incertezas, não contamos com a cura definida, nem mesmo com uma vacina.

Teremos uma vida normal de novo?

Sim, teremos. Mas não podemos dizer como será este normal. A verdade é que o comportamento dos consumidores não só se adaptaram ao momento atual, mas estão passando por transformações que, mesmo após a crise, podem impactar a economia.

As pessoas estão sendo inseridas em um contexto de transformação digital mais acelerado do que esperavam. No período pós-coronavírus, tudo indica que novos hábitos farão parte do cotidiano, o que implica que o “normal” vai voltar, mas não será mais o mesmo.

A grande questão é se a sua empresa estará preparada para essa nova realidade.

Cursos online gratuitos para fazer durante a quarentena

Com mais tempo livre para quem está em casa, a educação a distância tem ganho muita força. Se você está neste post é porque tem alguma afinidade com marketing digital e, por isso, listamos alguns cursos para você fazer durante a quarentena, confira:

Cursos de SEO

Cursos de Inbound Marketing

  • RD University — cursos de base para analistas e gestores (Introdução ao Inbound Marketing, Fundamentos de Inbound Marketing para Gestores e Fundamentos de Inside Sales para Vendedores)

Cursos de Marketing de Conteúdo

Agora você pode aproveitar ainda mais seu tempo livre em casa para obter novos conhecimentos. Mesmo que você esteja fazendo home office, ainda assim pode aproveitar o tempo em que não precisa gastar com deslocamento para se dedicar a si mesmo(a) e aprender novas habilidades ou fortalecer as que já tem.

Se você empresário ou gestor também pode incentivar seus colaboradores e sua equipe a se desenvolverem ainda mais durante este período, o que acha?

O que sua empresa pode fazer agora mesmo em relação ao Coronavírus?

Algumas medidas são importantes nesse momento:

  • manter-se conectado e informado de fontes confiáveis sobre os casos e sobre as formas de prevenção;
  • garantir um espaço de trabalho seguro, o que também pode envolver a oportunidade de fazer home office;
  • estabelecer diretrizes de segurança entre colaboradores e clientes, como evitar reuniões presenciais e outros contatos;
  • preparar um plano de atendimento ao cliente e tentar promover mais ações digitais durante esse período de incentivo ao isolamento;
  • acompanhar os próximos relatórios e seguir as diretrizes estabelecidas pela OMS.

Atualize sua empresa no Google Meu Negócio

Quem tem uma conta ativa no Google Meu Negócio pode fazer algumas atualizações para deixar o público informado sobre o que mudou na sua operação depois do coronavírus.

É possível informar aos clientes caso você tenha feito alterações nas suas operações diárias. Inclusive, uma das mudanças sugeridas é indicar se o seu horário de funcionamento foi alterado, existe um campo específico para fazer esta alteração.

Horários Google Meu Negócio

Lembre-se de que você também pode fazer publicações na ferramenta para deixar seus clientes e público em geral bem informados, com a possibilidade de adicionar um botão com a chamada para a ação necessária neste momento.

Google Meu Negócio coronavírus

 

Esperamos que você, os profissionais da sua empresa e seus clientes estejam seguros quanto ao Coronavírus. Para continuar informado sobre medidas de saúde, acompanhe os boletins da OMS e previna-se.

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Este artigo estará em constante atualização. Por isso, salve-o em seus favoritos e acompanhe semanalmente as ações que você pode implementar em seu negócio neste momento.

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