Inteligência Artificial No Marketing Digital: O Que o Comportamento Do Brasileiro Revela Sobre o Futuro Das Marcas
Inteligência Artificial

30% dos Brasileiros Usam IA para Entender de Política, Economia e Ciências… O Que Sua Marca Tem a Ver Com Isso?

Por Fábio Ricotta

O uso de inteligência artificial no marketing digital deixou de ser tendência e virou necessidade. Veja o que os dados sobre o comportamento do brasileiro revelam e o que fazer agora.

Fábio Ricotta

3 em cada 10 brasileiros já usam inteligência artificial para entender política, economia e ciências. O dado é da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, em um levantamento realizado com mais de 2.000 pessoas em todo o país. E ele diz muito mais do que parece em uma primeira leitura.

Não estamos falando apenas de entusiastas de tecnologia ou de executivos do Vale do Silício. Estamos falando do brasileiro médio, aquela pessoa que acorda, pega o celular e, antes de formar uma opinião sobre o que viu no feed, recorre a uma ferramenta de IA para entender melhor o assunto. Esse comportamento já é realidade e está crescendo em ritmo acelerado, principalmente entre jovens e pessoas com maior renda e escolaridade.

Para quem trabalha com marketing, esse dado acende um alerta e, ao mesmo tempo, abre uma oportunidade enorme. Se o consumidor já usa IA para aprender, pesquisar e tomar decisões, a pergunta que toda marca precisa responder é simples e direta: a sua empresa aparece nessas respostas?

Neste artigo, vamos entender o que essa mudança de comportamento significa, na prática, para o marketing digital, por que o modelo tradicional de produção de conteúdo já não é suficiente e o que significa, de verdade, construir uma estratégia AI First antes que a concorrência avance primeiro. Vamos lá?

O brasileiro e a IA: o que os dados revelam

De acordo com a pesquisa da Nexus, 2.012 brasileiros com mais de 18 anos foram ouvidos em todo o país. E os números chamam atenção pela escala. Do total de entrevistados, 10% afirmam usar ferramentas de IA frequentemente para entender temas complexos, enquanto 20% já utilizaram algumas vezes. Somados, esses grupos representam praticamente um terço da população adulta do Brasil. Ou seja, estamos falando de dezenas de milhões de pessoas que já incorporaram a IA na forma como consomem e processam informação.

Inteligência Artificial No Marketing Digital: Milhões de Brasileiros Já Usam a IA No Dia A Dia

O recorte por geração é ainda mais revelador. Entre os jovens de 18 a 30 anos, a chamada geração Z, 4 em cada 10 já recorreram à IA para aprender sobre assuntos políticos, econômicos ou científicos considerados mais complexos. Esse é justamente o público que está entrando agora no mercado de trabalho, construindo poder de compra e formando hábitos de consumo que podem durar décadas. Ignorar como esse grupo busca e processa informação é um erro estratégico que as marcas tendem a sentir no médio prazo.

A escolaridade e a renda também influenciam diretamente esse comportamento. Entre pessoas com ensino superior completo, 39% usam IA para compreender temas complexos, índice que cai para 32% entre quem tem ensino médio e para 20% entre aqueles com ensino fundamental. No recorte por renda, o padrão se repete: 39% dos que ganham mais de cinco salários mínimos utilizam IA para esse fim, contra 22% entre quem recebe até um salário mínimo.

Inteligência Artificial Para Temas Complexos

O que esses números mostram, na prática, para o marketing? Que os públicos com maior poder de compra e maior influência sobre decisões corporativas já estão, neste momento, sendo informados e moldados por respostas geradas por inteligência artificial. A verdade é que, se o conteúdo da sua marca não está presente nesse ecossistema, ela simplesmente não existe na jornada de aprendizado e decisão dessas pessoas.

Da curiosidade à decisão: a IA entra no cotidiano do consumidor?

Entender temas complexos é apenas a porta de entrada. A pesquisa da Nexus mostra que o uso da inteligência artificial pelo brasileiro já passou da curiosidade intelectual e está migrando para um território muito mais estratégico para as marcas: o momento da decisão.

29% dos brasileiros se sentiriam confortáveis em usar IA como apoio para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar. Outros 28% afirmam que as ferramentas poderiam ser usadas para automatizar tarefas de trabalho ou estudo, e 23% veem a tecnologia como aliada para aumentar a produtividade.

Esses três usos têm algo em comum: todos acontecem em momentos de alta intenção. Saúde, produtividade e trabalho não são categorias de entretenimento passivo. São contextos em que o consumidor está buscando ativamente uma solução, comparando alternativas e se preparando para agir. É justamente aí que as marcas precisam estar presentes.

O uso voltado a trabalho e produtividade é mais comum entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos, chegando a 35%. Já a aplicação da IA em saúde e bem-estar aparece mais entre indivíduos com renda de até um salário mínimo, mulheres e pessoas de 45 a 60 anos. Ou seja, não existe um único perfil de consumidor que usa IA para decidir. Esse comportamento atravessa faixas etárias, gêneros e classes sociais, ainda que com intensidades diferentes.

Isso muda profundamente a lógica do funil de marketing. Durante anos, o modelo dominante separava com clareza o momento de aprendizado do momento de conversão. O consumidor pesquisava no Google, lia artigos, assistia a vídeos e, só depois de percorrer esse caminho, chegava até a marca.

Hoje, uma parte crescente dessa jornada acontece dentro de ferramentas de IA generativa, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, que entregam respostas consolidadas sem necessariamente direcionar o usuário para um site específico.

Inteligência Artificial No Marketing Digital: Milhões de Brasileiros Já Usam a IA No Dia A Dia

O consumidor brasileiro já deu esse passo. A questão agora é saber se as marcas estão preparadas para aparecer nesse novo ponto de contato ou se vão continuar otimizando apenas para um comportamento de busca que, aos poucos, deixa de ser o único caminho.

Como o marketing de conteúdo precisa se reinventar na era da IA

Por muito tempo, a lógica do marketing de conteúdo foi relativamente simples: produzir material relevante, otimizar para as palavras-chave certas e garantir que o Google entendesse e ranqueasse bem aquelas páginas. Essa fórmula funcionou durante anos e ainda tem valor. Mas não é mais suficiente.

O motivo é direto: uma parcela crescente da jornada de busca do consumidor não termina mais em um clique para um site. Termina em uma resposta gerada por uma ferramenta de IA. O ChatGPT, o Gemini, o Perplexity e o próprio Google com sua Search Generative Experience já consolidam informações de múltiplas fontes e entregam ao usuário uma resposta pronta, sem que ele precise visitar nenhuma página. Para as marcas, isso significa que aparecer na primeira página do Google continua sendo importante, mas não é mais o único jogo em campo.

A pergunta que o marketing de conteúdo precisa responder agora é outra: como fazer com que a sua marca seja citada, referenciada e recomendada pelas ferramentas de IA?

A resposta passa por alguns pilares fundamentais. O primeiro é a profundidade. Conteúdo raso, que apenas lista informações superficiais sobre um tema, tende a ser ignorado pelos modelos de linguagem em favor de materiais que realmente aprofundam um assunto, trazem perspectiva própria e demonstram domínio real sobre o tema. Isso está diretamente ligado ao conceito de E-E-A-T, sigla em inglês para Experiência, Especialidade, Autoridade e Confiabilidade, que o Google já usa para avaliar qualidade de conteúdo e que os modelos de IA generativa replicam de formas similares.

O segundo pilar é o uso de dados primários. Pesquisas próprias, estudos exclusivos e análises baseadas em fontes originais são exatamente o tipo de conteúdo que as ferramentas de IA tendem a referenciar, porque representam informação que não está disponível em qualquer lugar. É por isso que dados como os da pesquisa Nexus têm tanto valor estratégico: eles criam um ativo de conteúdo que é, por definição, único.

O terceiro pilar é a consistência de voz e autoridade. Marcas que publicam com regularidade sobre um tema específico, mantendo um ponto de vista claro e bem fundamentado, constroem ao longo do tempo o tipo de reputação que os algoritmos, sejam de busca tradicional ou de IA generativa, reconhecem e valorizam.

Reinventar o marketing de conteúdo na era da IA não significa abandonar o que funcionava. Significa adicionar uma camada estratégica que muitas empresas ainda ignoram: produzir conteúdo que seja não só encontrado pelo consumidor, mas também reconhecido como referência pelas ferramentas que esse consumidor já usa para decidir.

O papel das agências nessa transição: conheça a Mestre

A maioria das empresas já entendeu que precisa incorporar inteligência artificial na sua estratégia de marketing. O problema é que entender a necessidade e saber executar são coisas bem diferentes. É nesse espaço entre a intenção e a prática que o papel de uma agência AI First se torna essencial.

Aqui na Mestre, esse é exatamente o trabalho que fazemos. Não vendemos tecnologia por tecnologia. Ajudamos empresas a transformar inteligência artificial em estratégia real, com resultado mensurável e visão de longo prazo.

Na prática, esse trabalho acontece em três frentes principais.

A primeira é conteúdo e SEO. Não produzimos conteúdo em volume apenas para alimentar um calendário editorial. Mapeamos os temas em que a sua marca precisa ter autoridade, identificamos como esses temas estão sendo processados pelas ferramentas de IA generativa e construímos uma estratégia que garante presença e relevância tanto nos buscadores tradicionais quanto nas respostas geradas por modelos de linguagem, unindo SEO clássico com AEO, a otimização para motores de resposta.

A segunda frente é tráfego pago e personalização. Com IA, é possível segmentar, testar e ajustar campanhas em um ritmo que seria inviável de forma manual. Esse processo não só reduz o custo por aquisição, como também identifica padrões de comportamento que informam decisões muito além da mídia paga, impactando o posicionamento, a oferta e a comunicação da sua marca como um todo.

A terceira frente é dados e inteligência. Grande parte das empresas coleta dados, mas poucas conseguem transformá-los em decisões ágeis. Atuamos como parceiros na construção de uma operação orientada por dados, em que cada campanha, cada conteúdo e cada interação gera aprendizado que retroalimenta a estratégia.

O consumidor brasileiro já está usando IA para aprender, comparar e decidir. Se a sua empresa quer estar presente nessa jornada, o momento de agir é agora. Conheça os serviços da Agência Mestre e descubra como nossa estratégia pode transformar os seus resultados. É só entrar em contato conosco preenchendo o formulário abaixo!

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