Ecommerce SEO – Dicas de SEO Para a Sua Loja Virtual

eCommerce e SEO

Olá leitores da Agência Mestre,

Tive a oportunidade de palestrar hoje no evento WX7 sobre um tema que eu gosto de falar mas nem sempre tenho oportunidade: SEO para Ecommerce. Pois bem, nesta palestra, tive a oportunidade de colocar algumas dicas de SEO para lojas virtuais, mas vale lembrar que para um trabalho mais específico, fornecemos uma consultoria especializada para ecommerce.

Os Slides

O Cenário do eCommerce Brasileiro

Para entender um pouco mais do cenário brasileiro de lojas virtuais, a e-Bit, uma empresa especializada em coleta de dados sobre ecommerce, divulga um relatório chamado WebShoppers, que é focado na divulgação de informação e dados sobre o mercado brasileiro. O relatório nº22 mostra que o mercado de lojas virtuais brasileiro cresceu 40% no 1º semestre quando comparamos com o mesmo período de 2009, chegando a um faturamento de R$ 6,7 bilhões

Segundo o relatório, até o primeiro semestre de 2010, foram 20 milhões de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez, os chamados e-consumidores. E o mais interessante é que o relatório estima que até ofinal do ano, esse número deverá alcançar 23 milhões.

A Serasa Experian Hitwise Brasil compartilhou alguns dados comigo sobre o cenário referente as buscas na internet quando pensamos no nicho de comércio eletrônico e os dados são bem interessantes.

Segundo a Hitwise, 35% do tráfego das lojas virtuais vem de mecanismos de busca e o termo mais buscado em ecommerce é a palavra “celular”. O interessante nesses dados é que em 3º, 4º e 5º lugares, as palavras mais buscadas são variações do termo “celular”.

Uma informação muito interessante que a Hitwise compartilhou é que mais de 96% das buscas na Internet no Brasil são feitas através do Google. Atestando ainda mais a força do mercanismo de busca no nosso país e porque ele deve ser um dos mais visados quando falamos de SEO. Ainda falando de buscas, 36,97% dos das buscas na Internet brasileira têm 4 ou mais palavras, um cenário um pouco diferente dos EUA, onde 28,22% possuem 4 ou mais palavras.

Entendendo o Google

Quando realizamos uma busca no Google, em média, são exibidos 10 resultados orgânicos como documentos relevantes. Cada documento ali exibido possui uma snippet, que nada mais é que a composição de informações sobre o documento. Como você pode ver abaixo, para a consulta “Agência Mestre”, o primeiro resultado é composto de 4 partes: um título, uma descrição, uma URL e por fim os chamados sitelinks.

Snippet Google

Integrando SEO na minha Loja Virtual

O primeiro passo para integrar SEO no seu ecommerce é entender a sua página. Quando criamos uma página na Internet, existem alguns atributos muito importantes.

O Título

O primeiro é o título da página, ele é praticamente o carro chefe dos fatores on-page. O fundamental aqui que você deve ter em mente é que cada página é como um livro, ela deve ter o seu título único e condizente com o conteúdo apresentado. Algumas outras dicas importantes:

  • Keywords e Nome do Site: Preferencialmente, o nome do site deve vir depois do título contextualizado da página;
  • Quantidade de Caracteres: Utilizar no máximo 63 caracteres para que os usuários tenham visão de todo o título;
  • Sopa de Letrinhas ou Manchetes? – Crie um título chamativo e criativo, informativo e curioso, para, de fato, atrair o clique do usuário;
  • Marca no Título? – Antes ou depois do texto principal, depende do seu nicho e dos seus testes.

Meta Description

A meta description é um caso muito interessante, ela é uma meta tag que não possui nenhuma influência nos rankings, mas ao mesmo tempo ela é utilizada (quando relevante) na snippet do Google, fazendo com que o usuário possa ler a informação que você colocou e assim decidir se irá clicar no seu resultado/documento.

Para uma pessoa, a meta description precisa ser chamativa, interessante, informativa, curiosa e com um toque de call-for-action. Em termos de tamanho, a sugestão é que não passe de 156 caracteres pois depois dessa marca o Google adiciona os famosos três pontinhos.

URL Amigáveis

Uma URL amigável é uma URL onde apenas ao olhar e ler a sua informação, você consiga entender sobre o que se trata aquele documento/página. Ao analisar estas URLs amigáveis os mecanismos de busca também entendem facilmente a informação e “bonificam” a sua página por trazer isto de modo mais claro.

Existem várias formas de se construir uma URL amigável, dependendo é claro da linguagem de programação. Consulte o seu time de TI para saber qual linguagem você utiliza e assim você poderá construir as suas URLs amigáveis.

Produtos Relacionados

É muito interessante que você tenha uma listagem de produtos relacionados na sua página de produtos, desta forma os seus usuários e os mecanismos de busca conseguem “enxergar” esta conexão.

Quanto mais você relacionar os seus produtos, mais relevância e link juice você irá levar para as suas páginas internas, ajudando a melhorar o seu posicionamento.

Conteúdo de Qualidade

Descrição de Fabricante

Um dos grandes problemas, em termos de SEO, é que normalmente as lojas virtuais replicam as descrições que vem dos fabricantes, gerando uma enorme quantidade de conteúdo duplicado na Internet. Isso acontece até em grandes varejistas, como é o caso abaixo do Submarino:

Descrição de Produto do Submarino

Esta descrição é a mesma de 143 lojas diferentes, ou seja, o Google deve decidir qual dessas 143 páginas, que possuem o mesmo conteúdo, é a melhor para falar sobre Forno Microondas Inox 30L.

Conteúdo Duplicado no Submarino

A dica aqui é, sempre que puder, crie as páginas do seu produto, oferecendo:

  • Informações técnicas do produto;
  • Dúvidas freqüentes sobre o produto (Consulte o Mercado Livre ou ainda o Yahoo! Respostas);
  • Comparativos, vídeos e fotos.

Datas Especiais

Tenha anotado quais são as principais datas do ano em que aumentam as vendas do seu nicho. Com base nisso, prepare o seu website para as principais datas do ano, oferecendo páginas especiais, que possuam:

  • Produtos com descontos;
  • Dicas para os usuários;
  • Imagens ilustrativas;
  • Comparativos.

Uma dica muito bacana nessa parte é que você pode utilizar o Google Insights para saber quando o seu nicho possui o maior tráfego e, assim, aproveitar que os usuários estão procurando mais sobre o seu assunto naquela época do ano.

Um detalhe: não pense em otimizar para uma data especial que está a menos de 15 dias do planejamento. O ideal é planejar todas as ações com pelo menos 3 meses de antecedência.

Comentários e Reviews de Usuários

Sempre que alguém comprar um produto na sua loja virtual, solicite um review desde comprador depois de 1 ou 2 semanas, pois isto faz com que você tenha uma ótima fonte de conteúdo único na Internet, deixando que eles expressem as suas opiniões sobre os produtos através de comentários e reviews.

Utilização de Comentários em Ecommerce

Guias de Compra

Uma forma muito interessante de se criar conteúdo para eCommerce é a criação de guias de compra, que educam os usuários, esclarecendo dúvidas sobre determinados produtos, ajudando-os a tomar a decisão de compra de um produto.

Em termos de SEO, estes guias são uma estratégia muito eficaz para atrair referências externas (links) de pessoas que discutem o tema, ou seja, se alguém possui uma dúvida que já foi sanada através do seu guia de compras, é bem provável que esta pessoa recomende para outras com a mesma dúvida.

Comparativos

Uma outra forma de atrair a atenção e referência de usuários é a criação de comparativos entre produtos similares ou concorrentes. Estes comparativos, basicamente, exibem as qualidades e defeitos de cada um dos produtos em questão, ajudando os usuários na escolha do produto.

Em termos de SEO, os comparativos são os chamados ímãs de links, pois normalmente as pessoas gostam de linkar para estes produtos. Uma “sacada” muito legal é comparar produtos que acabaram de entrar no mercado com os produtos concorrentes, mostrando os pontos positivos e negativos de cada um.

Comparativos de Produtos em eCommerce

Conteúdo Duplicado

Eu já escrevi um artigo bem extenso sobre conteúdo duplicado, mostrando que sempre que os mecanismos de busca se deparam com a mesma página/documento várias vezes, eles aplicam algortimos para eliminar duplicadas, limpando o seu índice de busca de resultados repetidos.

Não muito distante deste problema, existem alguns casos comuns de conteúdo duplicado na área de ecommerce. Vejamos dois casos.

Website em Servidor de Testes

Eu estava navegando na Internet, fazendo esta palestra, quando me deparei com uma URL um pouco estranha, que na verdade era uma IP e ao acessá-la, vi que era o website do Submarino completamente igual.

Conteudo duplicado no Servidor do Submarino

O problema é que este “domínio” estava no índice do Google com mais de 44 mil páginas! Produzindo uma enorme quantidade de conteúdo duplicado para o Submarino.

Resultado Conteudo Duplicado no Google

Independente se é ou não um processo do Submarino, a dica que fica é: não deixem o seu servidor de testes ou de “aceite” aberto aos usuários e robôs de busca. Deixe-o em um ambiente separado.

Exemplo: Classificado de Carros

Um exemplo de conteúdo duplicado que eu encontrei para a minha palestra no OMExpo Latino foi o website CompreAuto.com.br. Nele existe uma página que lista os carros da sua base de dados e na sidebar, encontramos uma série de filtros que podem ser aplicados.

Filtros ecommerce gerando conteudo duplicado

O problema aqui é que cada filtro produz uma URL nova, que contém um subgrupo daquela listagem de carros, e pior, todos com o mesmo título. No caso, eu observei que para a categoria “GOL”, existiam mais de 1980 resultados com o mesmo título. Algo que não é interessante para o Google.

Conteudo duplicado com uso de Filtros

Resultados Locais

Aparecer nos resultados locais pode ser muito relevante dependendo do nicho de mercado abordado. Um exemplo clássico de segmento de mercado onde aparecer nas buscas locais é essencial é o de restaurantes. Um consumidor, quando tem a intenção de encontrar restaurantes em uma determinada região, provavelmente irá utilizar a busca: “restaurantes em ‘região'”, ao invés de apenas “restaurantes”.

Resultados Locais no Google

Com esta força de resultados locais, o pequeno e médio ecommerce pode se aproveitar desta facilidade de aparecer nos resultados de mapas e obter uma boa visibilidade no Google. Para isso, basta seguir os passos ensinados neste artigo.

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11 Comentários para “Ecommerce SEO – Dicas de SEO Para a Sua Loja Virtual”

  1. Prof_Orestes

    Olá, meu blog é sobre vestibular e matemática, mas consegui fazer algumas alterações muito boas com esse artigo.

    Muito bom parabéns!!!

    Responder
  2. Vini B Peixoto

    Ótimo conteúdo!

    Realmente, páginas especiais para data sazonais são espetaculares. Uma ótima dica é realizar pesquisas com os consumidores/usuários, questionando quais informações gostariam de encontrar numa página sobre determinada sazonalidade; questionar, após o período sazonal, o que os consumidores não encontraram, o que poderia ser mais explorado e usufruir das informações no próximo período.

    Além de comentários e reviews, agregar reactions do mundo social (Twitter, principalmente) às páginas de produtos é um outro fator positivo. Ainda pensando em UGC – User Genereted Content -, permita que usuários insiram vídeos/fotos de produtos adquiridos!

    Filtros de produtos, além de gerarem conteúdo duplicado, são pesadelos aos crawlers; causará confusão aos bots. Uma solução é o ‘siloing’. Porém, implementar isto após o desenvolvimento de um e-commerce pode ser quase impossível.

    Abraços!

    Responder
  3. Ronaldo Junior

    Belo artigo Fábio, com certeza servirá de referência para muita gente na hora de encarar um e-commerce problemático. Parabéns pelo artigo. Sucesso.

    Responder
  4. alex lima

    Fábio , em relação ao conteudo duplicado na descrição dos produtos das lojas, a muito tempo observo esse erro , principalmente nas grandes lojas , parece que não existe profissionais SEO,ou não contratam serviços para cuidar disso.

    Aqui no Rio o SEO ainda não e levado muito a sério, acho que ainda não tem muito crédito. Quando sou chamado para fazer um orçamento , eles acham um absurdo, os valores cobrado.

    Responder
  5. Ralph Almeida

    Muito bom o artigo e os slides, mas em relação a “URL estranha do submarino”, aquilo é apenas o IP do servidor na qual está o site do Submarino, e a qual o dominio se refere, nada mais. Veja que esse link http://70.32.66.199 vai para o Agência Mestre. abraços

    Responder
  6. Alexsandro

    Belo trabalho Fábio, ficou muito bom. So q eu ainda tem algumas dúvidas, eu gostaria de saber 2 coisas:

    1 – Sobre os links internos, este monte de link onde a página de produto “linka” para outra página de produto em nível arquitetural paralelo e não hierarquicamente(por categoria) onde cada página geralmente tem os mesmo links do menu isto não causaria algo como:

    Conteudo repedito, crawleramento repetido ou loops ou (este site não tem mais página e desisto de crawlea-lo)

    Tem curiosidade se esta complexidade de links pode atrapalhar algo.

    Responder
  7. Alexsandro

    Outra pergunta é sobre paginação dos produtos:

    Como fazer uma boa paginação e como decidir a ordenação dos produtos? Ordem dos mais novos? Ordem de qual vende mais?

    Obrigado.

    Responder
  8. Diego

    “Não possui influencia nos rankings”.

    Claro que há. Tenho realizado testes e simplesmente influencia.
    Chega a ser um absurdo afirmar que não.

    Basta não exagerar.

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  9. Dermeval

    Muito bom e esclarecedor esse post, valeu vesmo.

    O problema com lojas online é que vai ficar mais difícil posicionar bem depois da recente mudança no algoritmo do google que passou a privilegiar mais aínda o conteúdo.

    Mas acho que seria legal se antes disso o google detectasse a intenção do usuário. Imagine que eu queira comprar uma guitarra mas antes de qualquer loja virtual, apareçam vários blogs e sites com excelente conteúdo sobre guitarras, mas eu quero uma loja. deveria então levar em consideração a diferença de intenção entre por ex, “história da guitarra” e “comprar guitarra”.

    Responder
  10. JOAO PAULO

    Amigo, veja o exemplo abaixo:

    capa protetora para galaxy win, proteja seu celular

    capa protetora para galaxy mega, proteja seu celular

    o que muda na descrição é apenas o modelo do aparelho. isso é considerado como conteúdo duplicado pelo google?

    Responder

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