UaiSEO 2.0 – Resumo das Palestras do Evento

UaiSEO

Para quem não sabe, neste final de semana aconteceu o UaiSEO 2.0 – mais uma das iniciativas de melhorar o contato entre os profissionais de Search e Marketing no Brasil, além de expandir o conhecimento dos interessados em ingressar nessa área.

O UaiSEO contou com palestras de nomes conhecidos no ramo de Search brasileiro, sendo eles:

  • Fábio Ricotta – Analisando a concorrência
  • Diógenes Passos – Erros comuns e possibilidades avançadas de uso do Google Analytics
  • Alberto André – Local search
  • Ana Martins – Usabilidade 101
  • Oscar Ferreira – Em breve
  • Leonardo Naressi – Cultura de métricas, e daí?
  • Cassiano Travarelli e Flávio Raimundo – Construindo bem a casa antes de convidar os amigos
  • Juliano Barbosa e Alex Pelati – SEO para empresas de pequeno e médio porte
  • Frank Marcel – SEO FAQ, Formspring.me! As Perguntas sem resposta mais frequentes do SEO
  • Manuela Sanches – Planejamento estratégico para Link Building
  • Rafael Damasceno – SEO e links patrocinados: 1 + 1 = 3
  • Marcos Saurin – Scattered behavior

Para quem não ficou sabendo a tempo ou optou por não fazer a inscrição no evento, montamos um resumo geral das dicas passadas nas palestras. Mas vale ressaltar que o resumo não se compara em nada com a presença no evento: além de conhecer muita gente legal e interessada em Search e Marketing (ou seja, expandir o networking), muitas dicas que valem ouro foram passadas pelos palestrantes.


Analisando a concorrência

Fábio Ricotta
“Porque o meu concorrente está na frente?”

A palestra do Fábio Ricotta (Co-fundador da Agência Mestre) teve como intenção mais que simplesmente responder essa pergunta, mas sim fornecer um guia de como fazer uma análise correta de concorrência, além de explicar como extrair dessas informações as ações necessárias para obter melhores posicionamentos.

O comportamento do seu website

Antes de começar a analisar a concorrência é necessário olhar seu próprio site. O primeiro passo são as palavras-chave:

  • quais trazem mais visitas?
  • quais têm melhores taxas de conversão?
  • para quais você não está na primeira posição?

Para aquelas keywords em que seu site não está na primeira posição, liste quais páginas estão na sua frente e faça uma análise de como as palavras-chave são utilizadas no SEO Onpage dos concorrentes. Depois disso, faça melhor em suas páginas.

Quando o básico não funciona

Para determinados segmentos de mercado apenas o SEO Onpage não funciona, nesses casos é necessário fazer uma análise mais profunda dos competidores e levar em consideração:

  • Quantidade de backlinks dos competidores,
  • backlinks com texto-âncora exato,
  • diversidade de domínios,
  • diversidade de IPs,
  • domain authority,
  • page authority.

Com base nesses dados, verifique quais os pontos fracos de suas páginas em relação aos concorrentes, identifique os grupos de links e trace uma estratégia para obtê-los: vale lembrar que é necessário traçar uma estratégia a médio/longo prazo, afim de evitar links spikes.

Mas a dica de ouro quanto a obtenção de links com certeza foi: mais que obter os mesmos links obtidos pelos concorrentes é necessário obter mais links que eles, pois conseguir o mesmo que o concorrente é apenas o básico – e o básico, em segmentos de mercado mais concorridos, não funciona.


Erros comuns e possibilidades avançadas de uso do Google Analytics

Diógenes Passos
Diógenes Passos, do setor de Inteligência da Globo.com, abriu a palestra falando da importância de se ter uma ferramenta de Web Analysis e ressaltou que o Google Analytics é uma excelente opção de ferramenta: além de gratuita, é uma ferramenta bastante completa para a grande maioria dos websites, pois contém recursos que possibilitam desde uma análise geral de visitas do site, até a segmentação por campanhas e análises de conversões.

Erros Comuns

Apesar de simples de instalar, o Google Analytics pode apresentar problemas na coleta de dados das visitas, o que pode acarretar a perda de dados ou até mesmo o aparecimento de “sujeira” nas estatísticas de visitas do seu site. Sempre que for realizada uma atualização de versão, é necessário verificar se os Cookies continuam funcionando corretamente – essa verificação pode ser feita através do uso das ferramentas HTTPFox e Firecookies, sendo que ambas são extensões do Firefox.

O Google Analytics é uma excelente ferramenta de análise de tráfego e, através dela, é possível verificar o comportamento de visitantes que chegaram no site através de campanhas – sejam elas de links patrocinados, e-mail marketing, divulgação em redes sociais como o Twitter, etc.

Entretanto, quando os usuários chegam até seu site por URLs desconhecidas pelo Google Analytics, a referência é perdida – ou seja, aquela visita passa a ser contada como uma visita direta. Na maioria dos casos, basta utilizar o recurso: GA URL Builder, o qual sobrescreve a URL que vai como referência para o Google Analytics.

Possibilidades Avançadas

Metas e Funis

Um dos recursos mais interessantes do Google Analytics consiste na configuração de metas e funis, o qual  permite verificar o comportamento dos usuários que efetuam as ações desejadas dentro do site,  seja ela uma compra, um cadastro e até mesmo ações de engajamento, como comentários. Através dessa verificação é possível encontrar erros no caminho de conversão no caminho de conversão do usuário, além de identificar pontos onde a usabilidade pode ser melhorada.

Event Tracking

O Event Tracking é outro recurso bastante interessante. Flexível, esse recurso deve ser utilizado quando se deseja fazer o tracking de ações do usuário dentro das páginas do site. A única limitação dessa ferramenta é a quantidade de eventos por seção, que está limitado em 500.

Pageviews Virtuais

Outro recurso bastante interessante é a configuração de pageviews virtuais, as quais podem ser utilizadas no funil de metas do Google Analytics.

Múltiplos Subdomínios

Quando se fala de um grande portal que possui vários subdomínios, é essencial ter em mãos a possibilidade de analisar tanto o domínio como um todo, quanto a análise segmentada dos principais subdomínios.

A dica do Diógenes para esses casos é o uso de setdomain name e trackings múltiplos, mas somente quando o subdomínio em questão é relevante.


Local search

Alberto André
Alberto André, gerente da Seleto Marketing Digital, começou a palestra citando que Local Search é uma área que tem muito a evoluir.  Com a crescente importância das Long Tails e a personalização de resultados, as buscas locais têm adquirido cada vez mais relevância para os profissionais de SEO, além de contarem com um grande número de vantagens.

Uma das principais vantagens das buscas locais é justamente a sua conversão: além de serem, por padrão, mais altas que as taxas de conversão de buscas normais, elas geralmente têm taxas de conversão mais altas que os links patrocinados. Vale ressaltar que quando se trata do Google, os resultados locais geralmente aparecem entre os primeiros resultados – sendo que os resultados do Google Places geralmente aparecem entre as 3 primeiras posições.

Outra vantagem é o crescimento do uso de dispositivos mobile, nos quais os resultados de pesquisas são diferenciados dos resultados de pesquisas feitas em outros dispositivos. Em mobile, os resultados locais são priorizados.

Entretanto, para aparecer bem em resultados de empresas locais no Google, é interessante evitar alguns erros:

  • não usar o telefone fixo principal,
  • usar nomenclaturas diferentes para o endereço em cada um dos cadastros da empresa na Web,
  • mais de um cadastro no Local Places para a mesma empresa,
  • marcador posicionado em um local diferente do seu local geográfico.

Além dos erros, Alberto André deu várias dicas interessantes sobre como melhorar o cadastro no Local Places, além de dicas sobre como otimizar seu site para buscas locais. Abaixo, seguem algumas delas:

  • Saiba e use a latitude e longitude de sua empresa,
  • faça cadastro em ferramentas que permitem geotaggear conteúdo (fotos, vídeos, etc),
  • coloque o endereço de sua empresa em todas as páginas do site, aliás, use microformats no endereço,
  • monte um geositemap e submeta no Google Webmasters Tools,
  • faça o tracking no seu Google Analytics das visitas que chegam ao seu site através do Local Places.

Usabilidade 101

Ana Martins
Em sua palestra, Ana Martins – SEO do conteúdo do Ig – procurou passar a importância da usabilidade e algumas maneiras de como verificar possíveis pontos em que ela pode ser melhorada em seu site.

Otimizar um site é mais que apenas trabalhar para que ele fique na primeira posição, mas também facilitar que os usuários que chegam até o site efetuem as ações que gostaríamos que eles efetuassem, ou seja, que os usuários “convertam”. Afinal, são essas ações o objetivo do site.

Portanto, descobrir os obstáculos e distrações encontrados pelos usuários no caminho de conversão das páginas é essencial, e esse feito só pode ser conseguido através de análises e testes. E para orientar tanto a descoberta de falhas quanto os a realização de testes, é necessário ter em mente as 3 regras de ouro da usabilidade:

Nem tudo que é fácil pra você é fácil para todo mundo

Procure verificar como seu público-alvo pensa e reage. Oriente a criação das páginas, disposição dos elementos e CTAs conforme o comportamento observado, e não segundo aquilo que você acredita que será o comportamento do usuário.

Tudo precisa ser óbvio

Quanto menos um  usuário precisa pensar a  respeito de um determinado elemento da página, melhor. Segundo as próprias palavras da Ana: “botão tem que parecer um botão, link tem que parecer um link, menu deve parecer um menu e assim por diante”.

Localização é muito importante

Os usuários devem sempre saber onde estão, como chegaram até alí, o que devem fazer para voltar. Ou seja, nunca se esqueça de utilizar elementos que facilitem a identificação da localização do usuário: URLs amigáveis e breadcrumbs são ótimos dispositivos.


Em breve

Oscar Ferreira
Oscar Ferreira – fundador da Prime Web Consulting procurou, em sua palestra, mostrar as tendências observadas por profissionais de Marketing para o mercado de Search. As principais observações coletadas foram:

Consolidação do mercado de social media

É necessário tomar como exemplo o Twitter, Facebook e Orkut – as quais são redes sociais que tem seu público cada dia maior. Vale ressaltar a fidelidade dos usuários com essas redes, nas quais eles:

  • compartilham conteúdo que realmente lhes interessa
  • interagem com os demais usuários
  • interagem com o conteúdo disponível – comentando, analisando, fornecendo mais informações

O que torna as redes sociais um nicho cada dia melhor para ações de branding, link building e até coleta de informações sobre segmentos de mercado.

Crescimento do acesso a banda larga

Atualmente muitos usuários tem suas atividades restritas pela velocidade de acesso à Internet – como, por exemplo, a visualização de vídeos. Com o crescimento do acesso a banda larga, a visualização de vídeos e imagens aumenta e a necessidade desse tipo de conteúdo também: o consumidor se torna mais exigente quanto a visualização dos produtos.

Crescimento do acesso a internet mobile

O crescimento do acesso mobile implicará no crescimento da importância dos resultados locais.

Maior criação de conteúdo

Quanto mais usuários, maior o número de blogs, maior o número de usuários em redes sociais, maior o número de conteúdo na Internet. O que implica em um maior número de possibilidades para link building e análise de mercado.

Para finalizar, uma das melhores afirmações da palestra com certeza foi: analise o comportamento do usuário, aposte em usabilidade.


Cultura de métricas, e daí?

Leonardo Naressi
Com base na apresentação com o Ruy Carneiro no Search Labs, Leonardo Naressi (da área de inovação da Direct Performance) traçou um panorama bem completo do quê, quando, como, onde e porquê analisar em um site quando o assunto são métricas – e, é claro, como utilizar essas métricas para guiar os trabalhos de SEO do seu site.

Análise de Demanda

Ao fazer a pesquisa de palavras-chave de um site é necessário verificar os termos que os usuários utilizam para realizar as pesquisas nas Search Engines e, além disso, decidir com base em análise de custoxbenefício quais palavras otimizar primeiramente.

Para selecionar as palavras-chave utilizadas pelos usuários podem ser utilizadas as ferramentas: Google Insights for Search, Hitwise Search Intelligence, Google Adwords. E não se esqueça: exportar os dados das ferramentas para CSV e utilizar planilhas facilita, e muito, a análise dos termos.

Para a análise custoxbenefício de cada uma das keywords selecionadas, Naressi ensina como calcular o KEI (Keyword Effectveness Index) para cada palavra-chave, além de dicas de como utilizar esses dados para selecionar as keywords a serem trabalhadas.

Ranking Score

O Ranking Score é uma métrica específica para análise de concorrência. Essa métrica consiste no cálculo de uma pontuação do site para uma determinada palavra-chave (ou conjunto de palavras). Com essa pontuação em mãos é possível verificar a situação atual de um site em relação a seus concorrentes.

Web Analytics

Embora o Google Analytics forneça alguns dados interessantes logo no dashboard (visitas, pageviews, bounce rate, tempo médio de visitas no site, porcentagens de novas visitas, etc), é possível obter ainda muito mais do Google Analytics. Leonardo Naressi passou um checklist básico de itens que podem ser analisados de uma melhor maneira com configuração de filtros, criação de segmentos avançados, configuração de metas, pageviews virtuais, intelligence e até mesmo o novo recurso do Google Analytics: Pivot Tables.

Ou seja, uma infinidade de dados podem ser obtidas através do Google Analytics e demais ferramentas citadas, gerando até excesso de informações. A dica mais interessante dessa parte da palestra foi: não seja escravo dos relatórios.

Long Tails

A melhor maneira de verificar as diferenças entre o comportamento dos usuários que chegam ao site através de short e long tails é através de segmentação. Essa segmentação pode ser feita cada um dos tipos de “caudas” que se deseja analisar (1 palavra, 2 palavras, 3 palavras, 4 ou mais palavras, etc). Ao fazer esse tipo de análise é possível constatar as diferenças entre esses segmentos em relação a número de visitas, conversões e demais métricas.

Naressi também forneceu várias dicas interessantes sobre como economizar tempo na coleta de dados através do uso de ferramentas como, por exemplo, a API do Google Analytics – que te possibilita a coleta de inúmeras informações de maneira automatizada. Mas, para utilizá-la é necessário ter uma boa base de conhecimento em programação.


Construindo bem a casa antes de convidar os amigos

Cassiano Travarelli e Flávio Raimundo
Em sua palestra, Cassiano (gerente da Brivin Corp) e Flávio Raimundo fizem um “checklist” completo de SEO onpage, abordando desde o registro do domínio até URLs amigáveis e otimização de imagens.

Registro do Domínio e Hospedagem

Na escolha do domínio, as dicas foram:

Hospedagem

Quando o assunto é hospedagem, opte por boas vizinhanças. Embora a vizinhança não seja um fator de rankeamento, sites spammers geralmente consomem muito processamento do servidor: o que pode influenciar na performance do seu site.

Tecnologia

  • Não existe uma tecnologia melhor para SEO, portanto, escolha aquela com a qual você tem mais intimidade;
  • não faça tudo na mão, economize tempo utilizando frameworks;
  • ao utilizar frameworks, customize o padrão para que o mesmo seja amigável para SEO.

Títulos, Meta Keywords, Descriptions e Estrutura de Heading Tags

  • Faça títulos únicos e otimizados para cada página;
  • monte meta descriptions únicas para cada página, mas com um toque de CTA;
  • as meta keywords não ajudam no rankeamento, mas são consideradas por muitos agregadores de conteúdo;
  • utilize corretamente a estrutura de heading tags para organizar os tópicos do conteúdo.

Nessa palestra também foram passadas várias dicas de conteúdo, pesquisa de keywords, uso de robots e sitemaps e arquitetura do site. Ou seja, foi um guia completo de SEO Onpage.


SEO para empresas de pequeno e médio porte

Alex Pelati e Juliano Barbosa
Responsáveis pela agência AO5, Pelati e Juliano conseguiram traçar um panorama bastante abrangente sobre os problemas encontrados por agências e profissionais de Search que atendem empresas de pequeno e médio porte – e, é claro, quais as soluções encontradas por eles para esses problemas.

Juliano e Pelati passaram as diferenças entre grandes e pequenas empresas, as vantagens e desvantagens de trabalhar em cada um desses segmentos: no SEO para pequenas empresas, a liberdade do profissional é maior e existe uma certa facilidade em conseguir que as implementações em elementos onpage sejam feitas. Já para grandes empresas, existe uma burocracia maior – fator que tem influência direta no tempo em que as implementações para SEO são realizadas

Na prática o trabalho de SEO para pequenas e grandes empresas também diferente bastante. Geralmente o nicho de atuação de pequenas empresas é bem específico, o que acarreta em menor concorrência e maior facilidade para a obtenção de rankings. Entretanto, a escolha das palavras-chave deve ser feita com cautela: foque em palavras que tem boas taxas de conversão.

Falando em conversão, verifique atentamente quais são as possíveis conversões da pequena empresa: Contato por telefone? Cadastro de um cliente? Uma venda por telefone? Uma venda na loja física? Um atendimento a domicílio? Independente do tipo de conversão, elabore estratégias para que essa conversão – mesmo que seja offline – possa ser mensurada.

Finalizando, o acompanhamento desses dois tipos de clientes também é bastante diferente. Enquanto os trabalhos de SEO para uma grande empresa implicam em relatórios completos de evolução e contato constante entre equipes, os relatórios de acompanhamento de pequenas e médias empresas são mais simples e o contato com o cliente menos constante.


SEO FAQ, Formspring.me! As perguntas sem resposta mais frequentes do SEO

Frank Marcel
Em sua palestra, Frank Marcel (Coordenador de Projetos da Agência Mestre) procurou responder perguntas sem resposta mais frequentes de SEO, as quais geralmente abordam os assuntos: estratégia, link building, juice, google instant e ferramentas.

URLs e Domínios

Na palestra, Frank procurou explicar quais as melhores práticas para URLs amigáveis, melhores práticas para domínios e qual a maneira certa de fazer que uma URL seja desindexada.

Quanto as URLs amigáveis, as dicas foram:

  • Utilizar texto ao invés de parâmetros
  • Evitar palavras de parada
  • Utilizar hífen como separador

Quando o assunto é domínio, uma boa prática é optar por domínios com palavras-chave em sua composição. Entretanto, as palavras não devem ser separadas por hífen – ao contrário das URLs.

Backlinks

Uma das dúvidas que as pessoas geralmente têm é sobre como verificar os backlinks (de seu próprio site ou mesmo dos concorrentes). Uma maneira simples é utilizar o Yahoo Site Explorer!, ferramenta gratuita que não exige cadastro do usuário. Outra maneira é através do Google Webmasters Tools, ideal para quando é necessário descobrir os backlinks de seu próprio site.

Punições do Google e Backlinks Indesejáveis

Muitas pessoas verificam, às vezes, que seus sites costumam recebem links “não planejados”, de sites de má qualidade ou mesmo de conteúdo não relacionado. Quando isso acontece, é necessário analisar o ganho natural de links do site:

Quando um determinado site tem um perfil natural de ganho de links, e esses mesmos links costumam ser de sites de qualidade, não há muito o que temer. Por ter um perfil sólido de links, o Google provavelmente irá desconsiderar os links de má qualidade. Entretanto, quando o site em questão já possui um perfil não natural de ganho de links e utiliza táticas não muito aprovadas, aí sim o usuário tem um problema em mãos.

A dica de ouro desse trecho da palestra com certeza foi seguir as guidelines do Google, pois essa é uma maneira simples de evitar que o site seja punido nessa Search Engine.

Pesquisa de Palavaras-Chave

Com base nas perguntas recebidas, Frank também passou um “mini” guia de como fazer pesquisas de palavras-chave e indicou as ferramentas: Google Analytics, Google Suggest, Google Wonder Wheel, busca interna do site e análise de concorrentes.

Estratégia de SEO

É possível resumir esse trecho da palestra em “Não existe uma melhor estratégia de SEO”. Mas, é claro, existe sempre uma melhor maneira de trabalhar cada aspecto do SEO de um site.

Quanto ao link building, a dica passada foi se ater a diversidade: tipos de links, textos-âncora, domínios, IPs e atividades. Quanto mais diverso o perfil de backlinks, melhor.

PRSculpting

Antigamente os profissionais de SEO utilizavam uma técnica chamada: PRSculpting – essa técnica tinha como finalidade “esculpir” o Pagerank de um site, de maneira a distribuir da melhor maneira possível o link juice entre as páginas. Entretanto, essa técnica era apoiada no uso do atributo rel=”nofollow”. Com as alterações da maneira como esse atributo é interpretato pelas Search Engines, essa técnica perdeu parte de sua finalidade.

Atualmente, o recomendado é planejar a arquitetura do site de modo a possuir uma estrutura de links internos equilibrada, que distribua adequadamente o link juice entre as páginas.

Troca de Domínio

Quando o assunto é troca de domínio ou a estrutura de URLs utilizada, a recomendação é: uso de redirecionamentos 301 aliado ao uso de sitemaps.xml – de maneira a agilizar a indexação das novas páginas e passar o máximo de juice possível das páginas antigas para as novas.

Nessa palestra Frank também abordou assuntos polêmicos, como o uso ou não de links no footer no site de clientes (como assinatura) e também o valor de um profissional de SEO no mercado.


Planejamento estratégico para Link Building

Manuela Sanches
Manuela é dona da primeira empresa de link building do Brasil, a Enlink, e procurou, em sua palestra, passar como é feito o planejamento das campanhas realizadas pela empresa: desde o contato com o prospect  até a política utilizada na obtenção de links para o cliente.

Enquanto prospect, é necessário obter o máximo possível de informações do cliente:

  • Quais os objetivos do cliente;
  • pontos fracos e fortes do site;
  • mídias utilizadas pelo cliente;
  • como é a atuação em redes sociais;
  • nicho de atuação e palavras-chave do segmento de mercado;
  • análise de concorrência;
  • como a marca do cliente é vista por seu público-alvo;
  • maneiras como o cliente aborda os usuários na rede.

Com esses dados em mãos é possível:

  • Verificar se objetivo do cliente é possível de ser atingido;
  • definir quais serão as possíveis abordagens para a obtenção de links na rede;
  • prever alguns dos problemas que poderão ser encontrados na campanha;
  • quais as fontes de links poderão ser utilizadas;
  • quais os tipos de links serão necessários para atingir os objetivos do cliente.

Depois das estratégias definidas, abordagens esclarecidas e contrato fechado, deve ser elaborado um cronograma das atividades a serem desenvolvidas – de maneira que o cliente possa acompanhar os trabalhos e os mesmos possam ser desenvolvidos sem sustos durante o projeto.


SEO e links patrocinados: 1 + 1 = 3

Rafael Damasceno
A palestra do Rafael Damasceno (Analista de SEO e Web Analytics da Lápis Raro) teve como objetivo demonstrar que estratégias de SEO e links patrocinados podem mais que conviver em harmonia, mas sim se complementar e melhorar ainda mais o branding de uma determinada marca. Para tanto, Damasceno desmistificou algumas afirmações sobre links patrocinados e deu soluções interessantes para aliar links patrocinados e SEO.

Link Patrocinado é comprar palavras-chave

Diferente do que se imagina, fazer campanhas de links patrocinados não é somente comprar palavras-chave. Para se fazer uma boa campanha é necessário:

  • Realizar pesquisa de keywords,
  • montar análises de concorrência,
  • fazer previsão de gastos e divisão de verbas,
  • elaborar os anúncios,
  • realizar BID management,
  • montar estudos e técnicas para CRO,
  • otimizar o quality score.

Links patrocinados são somente os itens que aparecem nas páginas de pesquisa do Google

Além dos resultados de pesquisa, os links patrocinados são exibidos na rede de displays do Google – que vão desde o gmail até os AdSenses instalados em diversos sites espalhados pela rede.

Vale ressaltar que PPC é uma técnica útil quando existe a necessidade de realizar uma campanha de resultados rápidos, que é o caso de hotsites, e também para gerar demanda para  novos produtos.


Scattered behavior

O foco da palestra de Marcos Saurin, DM9DDB,  foi como explorar da melhor maneira possível os recursos oferecidos por campanhas de links patrocinados e outros canais afim de fortalecer o branding de uma determinada marca.

Dia após dia o Brasil aumenta o número de usuários na Internet, que implica no aumento de usuários que utilizam os serviços de compras online. Resumindo: apesar de já ser grande, o mercado de compras na Internet brasileiro está crescendo ainda mais. O que faz desse segmento uma grande oportunidade de investimento.

Entretanto, outro segmento que também cresce com o aumento da Internet é o das redes sociais. Vale ressaltar que, de maneira geral, o público latino-americano confia em opiniões postadas nessas redes e, na grande maioria dos casos, uma opinião negativa postada em uma é capaz de influenciar a decisão de compra de um usuário.

Ou seja, para investir no segmento de compras online, é necessário fazer com que sua marca seja reconhecida e fortalecer o branding da mesma – para tanto, é necessário utilizar técnicas que vão desde a disposição dos elementos na home do site, uso de redes sociais e diversas mídias (online e offlline), até estratégias de links patrocinados.

Quanto aos links patrocinados, Marcos deu dicas excelentes sobre como aproveitar melhor os recursos oferecidos, sendo elas:

  • Long tails têm maiores taxas de conversão até para links patrocinados,
  • quando uma categoria é muito concorrida, é interessante buscar por categorias relacionadas e menos concorridas,
  • anúncios no Google Images custam mais barato,
  • anunciar por categorias de interesse pode ser mais interessante que anunciar por palavras-chave.

Conclusão

O UaiSEO foi um evento completo. Ao organizar o conteúdo das palestras, dúvidas tiradas e dicas passadas pelos profissionais é possível compilar um material muito abrangente sobre Search e Marketing, abordando (no mínimo):

  • SEO Onpage e Offpage
  • Link Building
  • Web Analytics
  • Análise de concorrência
  • Usabilidade
  • Previsão e análise de mercado
  • Branding Management
  • Relacionamento com o cliente
  • Análise de nichos de mercado

Parabéns aos organizadores:

E, para quem perdeu esse evento, siga essa galera no Twitter e não perca as próximas oportunidades. ;)

Aliás, compareceu ao evento e ficou alguma dúvida? Quer falar sobre o que achou do evento? Perdeu o evento e quer perguntar sobre o conteúdo? Deixe seu comentário.

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