Geotargeting – O que é? Como Fazer?

{+}Olá leitores da Agência Mestre!

Quando se trata de sites que atuam em vários países, Geotargeting é essencial. Cada linguagem e país devem ter seu foco correto, tanto para a usabilidade do usuário quando para facilitar as conversões do site.

Entretanto, como realizar os trabalhos de SEO quando isso acontece? Utilizar vários domínios? Montar subdomínios para cada linguagem e país? Afim de esclarecer essas e outras questões, seguem abaixo algumas dicas de como fazer Geotargeting.

O que é Geotargeting?

Basicamente, Geotargeting é mostrar para o seu usuário um conteúdo baseando-se em sua posição geográfica. Entretanto, existem várias implicações nesse conceito, tanto quanto à linguagem utilizada, quanto à seleção de conteúdo realizada – ou seja, “o quê” será exibido para o usuário.

Por exemplo, alguns sites de notícias montam a página principal de acordo com a localização do usuário. Outros sites escolhem o idioma utilizado utilizando esse mesmo parâmetro. Aliás, o Geotargeting pode ser implementado tanto exigindo a interação do usuário para a escolha de idioma ou local, quando de  maneira automática – redirecionando para domínios ou subdomínios específicos com base no IP do usuário.

Como exemplo de escolha de linguagem, podemos citar a wikipedia:

wikipedia

A wikipedia fornece a opção do usuário escolher a wiki em seu idioma. Entretanto, na caixa de seleção, ela deixa pré-selecionado o idioma do país de origem do usuário – com base no IP utilizado.

Algumas técnicas black hat utilizam o  mesmo conceito de Geotargeting para exibir um conteúdo diferente para os bots do que é exibido para os usuários. A diferença é a maneira como os IPs são filtrados.

Entretanto, para entender direito como funciona o Geotargeting e como implementá-lo, é importante ter em mente como as search engines determinam qual a intenção regional do usuário.

Como o Google Determina a Intenção Geográfica do Usuário?

bússola antigaComo a query de busca é pequena (em torno de 3 a 4 palavras), as search engines precisam analisar todos os dados disponíveis afim de descobrir qual a intenção geográfica do usuário e, para essa intenção, quais seriam os resultados mais relevantes. Alguns dos fatores considerados pelas search engines são:

  1. Domínio acessado : Existe diferença entre você acessar o google do méxico (http://www.google.com.mx/) e o google da espanha (http://www.google.es/), por exemplo.
  2. Restrições de idioma : Se o usuário selecionar a opção de busca “somente buscar páginas em idioma”
  3. Restrição de País : Se o usuário selecionar a opção de busca “somente páginas de tal país”.
  4. Localização do usuário : Tanto em que país o usuário está, quanto estado e cidade – vale lembrar que esse tipo de segmentação tem maior precisão em outros países.
  5. Localização ou intenção de idioma na query: Por exemplo, a busca “Flores do Brasil” tem a  indicação de qual é o local que interessa para o usuário.
  6. Localização padrão do usuário: configurada na conta do Google.
  7. O idioma na qual a query foi escrita: O idioma utilizado na query também é utilizado pelo Google para definir resultados regionalizados. Por exemplo, ainda na pesquisa “Flores do Brasil”, além da indicação de qual país é importante nos resultados, a query está escrita em português.

Como é Determinada a Relevância de Uma Página em Relação a uma Região?

Uma vez que a Search Engine decide o que é relevante para uma pesquisa, algumas informações do próprio site ajudam a indicar a localização de uma página:

  1. Top-level domain (TLD): Cada país tem seu próprio tipo de domínio. Por exemplo, a terminação “.br” é exclusiva do Brasil. Entretanto, existem domínios que não são específicos, como  “.com” e “.org”.
  2. Localização do servidor: Quando o domínio não pertence a um país em especial, as search engines usam a localização do servidor para determinar o país do site. Por exemplo, um domínio “.com” cujo servidor está no Brasil é visto como um site brasileiro, bem como um site com domínio “.com” hospedado na Alemanha será visto como alemão.
  3. Google Webmaster Tools settings: No Google Webmasters Tools existe uma opção para configurar a localização do site – opção que substitue a necessidade de localização do servidor. Entretanto, essa opção só pode ser utilizada por sites cuja TLD não é de um país específico. Essa opção é muito útil pois ela permite que seja a feita a segmentação por subdomínios ou subpastas do site. Por exemplo, é possível setar a subpasta “http://www.meusite.com/br” para o Brasil, a “http://www.meusite.com/es” para a Espanha, e assim por diante. Vale lembrar que essa opção só vale para o Google.
  4. Localização dos links de entrada: Se a maioria dos links que apontam para um site são da Rússia, então as search engines entendem que o site é russo ou, no mínimo, que o site interessa para as buscas russas.
  5. Idioma das páginas: Uma das maneiras de verificar se uma página é ou não relevante para uma determinada pesquisa é saber se o idioma do usuário (ou da query de pesquisa) é o mesmo utilizado nas páginas em questão.
  6. Endereço: Para consultas locais os motores de busca podem usar o endereço físico que encontram na página, bem como qualquer informação do índice local do motor de pesquisa (por exemplo, Google Local Business Center) .

Geotargeting – Como Organizar o Conteúdo?

Basicamente, existem 3 maneiras de organizar o conteúdo em várias linguagens em um site:

  1. Uso de um subdomínio para cada idioma abordado: Como foi citado anteriormente, nesse caso o ideal é que a TLD do domínio não seja específica, e que cada subdiretório seja setado no GWT para os países nos quais têm foco.
  2. Uso de um domínio específico para cada linguagem: Essa é a solução ideal, pois as search engines identificam com facilidade quais páginas devem exibir para cada país.
  3. Utilizar a mesma URL para todas as linguagens, trocando o conteúdo com base no IP do usuário

Das 3 maneiras, a terceira é a menos indicada, pois a indexação dos conteúdos dependerá do IP do bot. Ou seja, para IPs de localidades diferentes, o conteúdo muda.

Quanto às opções 1 e 2, surge a dúvida quanto ao conteúdo duplicado. Afinal de contas, mesmo se tratando de domínios ou subdomínios diferentes, além do idioma, o conteúdo é essencialmente o mesmo.

Entretanto, uma vez que o conteúdo duplicado não esteja no mesmo subdomínio, vale lembrar que na maioria dos casos as search engines apenas filtram os resultados duplicados. Por exemplo, se um site foca tanto o México quanto a Espanha, nos resultados de uma pesquisa feita para o México o Google vai filtrar os resultados da Espanha, e vice-versa.

Geotargeting – Como Implementar?

Embora possa parecer complicado, implementar o Geotargeting é muito simples. Pelo menos a sua codificação. O maior trabalho está em como serão feitos os trabalhos de SEO em cima do conteúdo, para que ele seja bem rankeado nos países foco e evitar problemas, como conteúdo duplicado.

Basicamente você vai precisar de uma base de dados que mapeia os IPs em localizações geográficas, além de estruturar as estratégias que você vai adotar em seu site.

Base de Dados de Geolocalização

A primeira coisa que se deve ter em mente ao escolher essa base de dados é a precisão dos dados. Quanto maior a sua necessidade de precisão, maior a cautela que você deve ter ao escolher essa base de dados.

Pague mais caro, se for necessário, mas mantenha os dados atualizados e consistentes. Embora existam alguns bancos de dados que fornecem o acesso gratuito as suas informações, a qualidade desses dados não é tão grande quando à dos bancos de dados pagos – entretanto, dependendo da aplicação, a precisão dos dados é suficiente. Se quer uma dica de base de dados grátis, existe a MaxMind.

Abaixo, segue um exemplo de código em PHP de como utilizar os dados fornecidos pela MaxMin, mas em um escopo que leva em consideração as cidades:

<?php
include("geoipcity.inc");
include("geoipregionvars.php");
 
$gi = geoip_open("/path/to/GeoIPCity.dat", GEOIP_STANDARD);
$record = geoip_record_by_addr($gi, $_SERVER['REMOTE_ADDR']);
 
echo '<p>Country code: ' . $record->country_code . 
'. Three letter country code: ' . $record->country_code3 . 
'. Country name: ' . $record->country_name . '</p>';
 
echo '<p>Region/state/district within country: ' . $record->region . 
" " . $GEOIP_REGION_NAME[$record->country_code][$record->region] . '</p>';
 
echo '<p>City: ' . $record->city . '</p>';
geoip_close($gi);
?>

Esse código deve ser salvo em um arquivo php no seu site, juntamente com os demais arquivos baixados (geoipcity.inc e geoipregionvars.php, nesse caso). Depois basta testar o código acima e você verá que ele será capaz de determinar em qual cidade você está – vale lembrar que esses dados não são absolutamente precisos.

Ao implementar Geotargeting em um site, vários aspectos devem ser levados em consideração sobre os países que você deseja focar e não deixar o usuário “travado” através dele. Por exemplo, em algumas cidades do Canadá são faladas duas línguas – o inglês e o francês – qual idioma você utilizaria para esse país? Nesse caso, o interessante é que o usuário fique livre para alternar entre os idiomas.

E você, já implementou Geotargeting em algum dos seus sites ou pretende implementar? Conhece alguma técnica diferente ou tem alguma observação a fazer? Deixe um comentário sobre o assunto.

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3 Comentários para “Geotargeting – O que é? Como Fazer?”

  1. Pablo Almeida

    Ainda não tive a “felicidade” de trabalhar com Geotargeting, mesmo por quê, aqui no Brasil não funcionaria muito bem, mas em lugares onde há um suporte legal isso é espetacular! :)

    Sensacional teu post, Fabiane! ;)

    Abraço!

    Responder
  2. renatatr

    Nossa, muito interessante isso! Nunca tinha pensando sobre implementar… Mas, como o Pablo disse acima, acho que no Brasil não funcionaria muito bem!
    Parabéns! ;)

    Responder

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