Bing SEO vs. Google SEO

{+}Não demorou muito após o lançamento do Bing pela Microsoft para começarem a surgir perguntas: “Como é o SEO para o Bing?”, “Qual a diferença de otimizar para o Bing e para o Google?” e por aí afora. Para ilustrar como funciona o SEO em cada Search Engine, testei o desempenho de alguns sites no Bing/US x Google/US.

Bing/US x Google/US

De modo geral, nas keywords e sites analisados, o resultado no Google é melhor, ou seja, o posicionamento dos sites é melhor no Google do que no Bing, mas a maior diferença observada foi de 8 posições (#1 no Google contra #9 no Bing). Do outro lado, a maior diferença foi apenas 5 (#7 no Google contra #2 no Bing).

A imagem abaixo é uma parcela do posicionamento das keywords analisadas na pesquisa:

pos-demo1

Nota-se algo esperado: o SEO que se aplica em uma Search Engine, acaba refletindo na outra. As métricas utilizadas tanto por Bing quanto por Google são de fato semelhantes – justificando o termo Search Engine Optimization, independe de ser Bing ou Google.

Por outro lado, os testes revelaram, sim, diferenças no tratamento dos fatores de rankeamento de ambas Search Engines. Ao que tudo indica, o Bing considera de extrema relevância que as keywords estejam no domínio, enquanto o Google prioriza outros fatores, como quantidade/idade de links recebidos pela página.

A questão de uma consulta navegacional parece muito mais efetiva no Bing, ou seja, ao procurar wordpress seo em ambas Search Engines, no Bing, domínios wordpressseo.com ou wordpress.seo.com seriam muito favorecidos por possuírem os termos buscados diretamente na URL. Embora esse seja um fator diferencial para o Google também, ele se mostra muito mais importante para o Bing.

Meta Description e Snippet

Outro ponto interessante é que o Bing dá mostras de dar mais relevância para trechos de conteúdo da página do que para a meta description tag. Mesmo utilizando uma meta description otimizada e contendo uma ocorrência exata do termo buscado, o Bing ainda assim ignora a meta description para uso como snippet, a favor de utilizar um trecho do conteúdo da página.

O problema é que isso pode acabar gerando uma snippet menos interessante para o usuário do que a meta description. Por exemplo, para a busca “florida hotels”, o resultado do Yahoo! Travel aparece diferente nas duas Engines:

  • Bing:

florida-hotels-bing

  • Google:

florida-hotels-google

Isso não acontece para toda consulta e toda página, mas é frequente ver trechos de conteúdo como snippet ao invés de ver a meta description em si, o que não acontece no Google. O Google confia bastante na meta description das páginas e poucas vezes foge delas. Quando há o termo exato da busca na meta description, é praticamente certo que o Google exiba a meta tag como snippet. É comum também o Google completar a meta description com um trecho do conteúdo. No Bing não.

Uma outra diferença importante no quesito snippet é que quando o site não apresenta meta description e a Search Engine precisa montar a snippet por si só, o Google costuma ser mais eficiente no uso de trechos de conteúdo do que o Bing, oferecendo informações mais relevantes. Tipicamente, o Bing exibe o primeiro texto que encontra na página. Veja o resultado para  menupages.com na busca “new york restaurants”:

  • Bing:

new-york-restaurants-bing

  • Google:

new-york-restaurants-google

Isso indica que, na otimização de sites para o Bing, é extremamente importante colocar keywords logo no primeiro texto que aparecer na página, ou seja, que esse primeiro texto de conteúdo seja algo parecido com uma meta description, assim, independente de ter ou não meta description em uma página, o Bing vai acertar no snippet.

Links, Âncoras e Sinônimos

Em contrapartida a todos esses fatos, fica muito evidente, também, que o Google confia muito mais nos links de entrada de uma página (e, por consequência, no texto âncora) do que o Bing. Isso explica, inclusive, porque o Bing posiciona melhor um subdomínio (wordpress.seo.com) no lugar de uma página (seo.com/wordpress) ambas tratando do mesmo assunto, mesmo que a página seja mais antiga e trabalhada do que o subdomínio.

Outro detalhe interessante é que o Bing parece não ter um dicionário de sinônimos e abreviações tão amplo quanto o do Google. Resultados de Search Engine Optimisation, por exemplo, são diferentes de Search Engine Optimization no Bing, enquanto o Google sugere a busca utilizando a forma Optimization, com Z.

  • Bing: Optimization x Optimisation

optimisation-bing1

  • Google: Optimization x Optimisation

optimisation-google

Também, o Bing não interpreta muito bem siglas. Embora relacione SEO com Search Engine Optimization, ele entende menos do que o Google a relação entre lugares:

  • New York = NY
  • West Virginia = WV
  • California = CA

Em alguns testes buscando por “new york restaurants”, “west virginia clubs”, “california hotels”, entre outros, o Google acertava com mais frequência que as siglas eram referentes aos Estados norte-americanos. Isso, muito provavelmente, é devido a um fato que já mencionamos algumas vezes aqui na Agência Mestre: o Bing é um sistema novo e que precisa ser usado para melhorar. Ele aprende com o comportamento do usuário e, portanto, ao longo do tempo, ele deve aprender mais siglas e sinônimos

Isso significa que a otimização no Bing é muito orientada a keyword e, portanto, é mais eficiente criar várias páginas otimizando variações de uma keyword (plural, singular, acentuação, erros de ortografia, etc.) do que concentrá-las em uma página otimizando os links de entrada com variações no texto âncora dos links (plural, singular, acentuação, erros de ortografia, etc.). Isso, inclusive, é um comportamento que o Live Search já tinha e pode vir a mudar com o novo sistema da Microsoft.

O Básico do SEO

Estudo à parte, no lançamento do Bing, a Microsoft lançou também um PDF com as novas Features do Bing, dizendo que todo o SEO funcional no Live Search continua sendo válido para o Bing:

  • Títulos e meta tags únicas e descritivas
  • Conteúdo de qualidade
  • Envio do sitemap.xml

O detalhe do PDF é que a Microsoft recomenda explicitamente uma modelagem de sites que facilite a segmentação das páginas do website. Ela sugere que as páginas estejam sempre dentro da mesma estrutura (área de cabeçalho, área de rodapé, área de conteúdo, etc.) inclusive com nomes de classes parecidos – isso facilita bastante a identificação de conteúdo por parte do Bing.

A sensação geral é que a diferença principal entre Bing e Google é que o Google confia muito mais em links (e respectivos textos âncora) como fator de rankeamento do que o Bing; e o Bing, por sua vez, confia muito em conteúdo orientado à keyword – keywords no domínio, no título, no conteúdo, etc., e nem tanto em links, ou talvez só não tenha descoberto tantos links quanto o Google.

Por último, é válido lembrar que a Microsoft já anunciou que seu novo crawler está circulando pela Internet, o MSNbot/2.0b. Embora não tenha desativado o anterior (MSNbot/1.1). Em breve, isso deve oferecer novas mudanças e novos resultados nas pesquisas em seu índice. Agora, resta esperar para estudar o comportamento do novo crawler.

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